domingo, 21 de maio de 2017

...Lei da selva / ...Law of the jungle


Tal como indiciei anteriormente que continuaria com este assunto, ainda que noutros meios e/ou para outros fins que não aqui para o blogue, mas também sem prejuízo deste. O facto é que não pensava nem sequer pretendia voltar a este assunto aqui no blogue tão cedo. Mas ao constatar o ninho vazio há já dois dias não resisti a vir aqui propor um exercício muito simples que é:

_ Imagine-se que este ninho de cegonha está vazio, porque a família de cegonhas que o ocupava cumpriu positiva e satisfatoriamente a sua natural função procriativa.


Só que em concreto há pelo menos três anos que nenhuma família de cegonhas consegue procriar com sucesso neste mesmo ninho.
                                                                                                                       VB

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Espontâneo acto dançante / Spontaneous dancing act

 

sábado, 20 de maio de 2017

Luar poético / Poetic moon


Progenitor/a coragem - Lei da selva / Progenitor courage - Law of the jungle

Dia 19/05/2017


Para quem acompanhou todo este meu prévio relato alusivo à família de cegonhas, enquanto história por mim titulada de “Progenitor/a coragem”, lembrar-se-á que ao início da mesma eu referi que tendo a prender-me _ vulgo a defender _ causas tendencialmente perdidas. E hoje dia 19 foi o culminar de mais uma causa perdida, pois que o/a “Progenitor/a coragem(!?)”, desapareceu pelo menos entre as sete e vinte (07:20h) da manhã e as dezanove e quinze (19:15h) da tarde, altura em que reapareceu então uma cegonha adulta a rondar o ninho, que tudo indica fosse o/a até então “Progenitor/a coragem”, isto quando desde logo e de entre meio dito/a progenitor/a não apareceu em absoluto entre as 07:20h da manhã e as 15:00h da tarde, levando-me circunstancialmente na sequência a denunciar os factos aos técnicos do Parque Natural (PN) local. O que respectivamente suscitou um relativamente complicado, tecnicamente pesado e moroso processo de resgate da cria sozinha no ninho, que de entre muitas condicionantes dito resgate só se viu concretizado precisamente por volta das, já atrás citadas, 19:15h da tarde, isto sem que durante cerca de doze horas consecutivas o/a progenitor/a desse o mais mínimo sinal de vida, pressupondo o seu definitivo desaparecimento, à prévia imagem e semelhança do sucedido com o/a seu/sua companheiro/a. Mas voltando ao resgate, o mesmo acabou por envolver meios técnicos, materiais e humanos à partida impensáveis para mim, incluindo um veículo pesado com grua da EDP, que teve de fazer cerca de setenta quilómetros para cada lado (vinda e ida), pró efectivação do resgate da jovem ave. O que por seu turno me levou a sentir-me responsável/culpado pelo envolvimento desses mesmos meios, inclusive já em horários extra laborais dos seus respectivos técnicos _ quer do PN, quer da EDP. Ainda que isto também por via do PN local não ter meios próprios para fazer este tipo de resgate, tal como nenhuma entidade oficial local (concelhia) parece ter esses mesmos meios em absoluto. Aliás quando através do PN me foi comunicado via telefone que por um lado os serviços Municipais locais, de momento não têm essa disponibilidade de meios e que os Bombeiros locais, primeiro disseram que "esse tipo de serviço se paga" e depois rectificaram dizendo que "nem pago nem ser pago, porque simplesmente não tinham escada que chegasse ao ninho", havendo no entanto ainda a possibilidade de resposta positiva da PT ou da EDP; na imediata sequência enviei uma mensagem SMS à técnica Ana do PN que se encarregou de tratar do assunto, a dizer-lhe basicamente que: "...apesar de eu estar desempregado me predispunha a pagar até 50 €uros para resgatar a cria de cegonha", isto na esperança de que os técnicos do PN conhecessem alguém local, mesmo que particular, que tivesse meios _ vulgo uma escada adequada _ e uma ou duas horas disponíveis para resgatar a ave; mas em conclusão o PN teve de se socorrer de meios técnicos e materiais significativamente pesados, a partir de origem distante e ainda de pessoal em horário de serviço extra regular, no caso concreto da EDP, sendo que por tudo isto e pela demora envolvida na procura e comprometimento dos meios necessários ao resgate, foram as próprias e inexcedíveis técnicas do PN que também tiveram de fazer horas extras, não pagas, para se poder resgatar a jovem e entretanto já muito debilitada ave. 




Tudo para eventual ou mesmo muito provavelmente a cria não sobreviver, porque quando resgatada já se encontrava bastante desidratada, ainda que cerca duma hora antes do resgate se mostrasse algo activa, talvez ou seguramente como uma espécie de derradeiros reflexos de vitalidade, após pelo menos doze horas sem comer e sem beber, sob sol escaldante e vento secante. E eu que até suscitei o processo de resgate em causa, precisamente impulsionado pela necessidade de salvar a cria ou pelo menos de aliviar a sua degradante agonia, no entanto na última hora deixei-me embrenhar num meu significativo sentido de culpa/responsabilidade pelo envolvimento dos "pesados" meios técnicos, materiais e humanos em causa, que ao nível humano incluíram duas técnicas do PN e mais dois respectivos técnicos da EDP, com as correspondentes viaturas, pelo que concluído o resgate e ao menos que eu me apercebe-se não tendo as técnicas do PN dado de imediato de beber à cria, também eu mesmo me esqueci de conferir e/ou de as lembrar em objectivo de tal facto, tendo antes passado a tentar justificar a minha posição perante as pessoas e respectivas entidades envolvidos, inclusive com isso atrasando alguns minutos mais a trasladação da cria de cegonha para o seu destino, que segundo as técnicas do PN seria para um outro ninho de cegonha a fim de ser sustentada por outros progenitores _ de substituição. 



Enfim, no final de tudo isto e numa reflexão que me levaria e/ou eventualmente me levará significativamente longe, creio que perdi a minha causa inerente em (quase) todos os sentidos, salvo pelo facto de ter feito em global medida o que me ditou a minha própria consciência, nas circunstâncias em causa, coincidindo isso com o resgate da derradeira cria de cegonha com vida, ainda que já muito debilitada/desidratada, logo com escassas possibilidades de sobrevivência e como tal com eventual vão esforço de todos os meios envolvidos. Isto enquanto do mero ponto de vista humano comigo no epicentro de tudo, desde logo enquanto eu como único responsável por suscitar todo o processo de resgate inerente, por respectiva inerência da minha consciência face ao objecto de resgate (uma cria de cegonha) e de toda a sua envolvência natural e humana _ que tudo o mais que por aqui partilhei reflecte dalguma mínima forma. Tudo isto mesmo que por meu mais que humilde até mesmo obediente princípio original próprio, associado ou dissociado a uma múltipla série doutras causas, efeitos e consequências próprias e envolventes, precisamente em sequência do que sempre ditou a minha própria consciência, também (quase) literalmente sempre me senti e/ou me foi envolventemente feito sentir, por assim dizer, muito mais como pesarosamente culpado do que como positivamente virtuoso, mesmo que a partir da melhor das intenções e/ou dos instintos; o que até e/ou acima de tudo por isso, me levou na melhor das hipóteses a olhar-me a mim mesmo como uma espécie de "bicho raro", no limite não devida ou plenamente encaixável, por si só no meio sociocultural envolvente e/ou na pior das hipóteses como alguém que estaria positiva ou plenamente errado com relação à Vida; o que ainda e à respectiva cautela a partir de determinado momento e/ou fase da minha vida, me levou também e muito consequentemente a tender auto anular-me prática, (inter)activa e funcionalmente a mim mesmo, com correspondência a já várias décadas, para por si só evitar perturbar e/ou no limite eventualmente prejudicar o que ou quem mais quer que seja, com respectivo perturbador ou prejudicial reflexo de retorno sobre mim; global sequência de que se respectivamente também hoje dia 19/05/2017 ao fim do dia e depois de tudo não me sinto mais uma vez uma pura e simples trampa por mim mesmo e/ou face ao exterior, é porque entretanto aprendi auto gestionadamente a respeitar um pouco mais a minha própria consciência e as suas respectivas consequências, desde logo e em especial se por eu auto assumir as minhas responsabilidades inerentes e por na sequência procurar (auto) sobreviver o mais pró positiva e construtivamente possível, nas e às mesmas. Isto aquém e além de que não raro constato que em meu redor também há muita coisa a funcionar mal ou pelo menos a não funcionar tão bem quando podia e devia, como por si só o próprio Estado _ que como constatável pelo resgate de cria de cegonha aqui em causa, por via do PN local como parte integrante do Instituto de Conservação da Natureza, que enquanto organismos oficiais do próprio Estado, responsáveis pela vigilância e protecção da natureza, no entanto não possuem os meios próprios para por exemplo socorrer uma ave em perigo de vida, em especial se essa ave pertencer a uma espécie em vias de extinção absoluta, tendo enquanto tal estes organismos oficias de se socorrer de meios externos, que nem sempre e nem por vezes de todo estão disponíveis _ isto com relação a um caso como o presente de resgate duma cria de cegonha que não sendo uma natural prioridade absoluta, porque segundo o próprio PN as cegonhas tão pouco estão de momento em vias de extinção, mas que no final das contas o resgate da cria de cegonha funcionou como uma prioridade absoluta, além de que o que não falta são espécies em vias de extinção! Enquanto tudo derivado ainda da necessidade humana de vigiar e proteger o meio ambiente natural (fauna, flora e clima) face à própria e directa ou indirecta nefasta acção humana sobre este último, o que por si só levaria a uma reflexão de fundo significativamente complexa e não raro profundamente contraditória. Mas de entre o que felizmente já há a auto consciência humana de vigiar e proteger o meio ambiente natural, independentemente dos princípios, dos meios e dos fins humanos práticos e concretos subjacentes a tal empreendimento, tanto mais ou menos se dita vigilância e defesa essencialmente face ao mesmo e próprio ser humano. Mas de entre o que no mínimo, mais uma coisa auto aprendi de e com tudo isto, que foi e é o facto de que apesar de e/ou até por tudo, mesmo que com falhas, o melhor mesmo é seguir a minha própria consciência, nem que como no caso concreto o resultado final, eventual ou mesmo muito provavelmente não seja o mais satisfatório, que em suma e até por todos os meios envolvidos coincidiria com salvar ou pelo menos abreviar o sofrimento daquela cria de cegonha, nas globais circunstancias em causa. Pelo que sem absoluto prejuízo de eu continuar a reflectir e quase seguramente a escrever a todo este respeito, até porque vou fazer uma solicitação, com respectiva exposição escrita a quem de devido direito oficial, acerca de todo este fenómeno da cegonhas não terminarem de conseguir procriar naquele ninho em concreto há já mais de dois anos consecutivos, com as correspondentes reflexas consequências sobre mim, ainda que de momento eu não revele que solicitação farei, no entanto e por força das circunstancias inerentes encerro agora o respectivo relato ao respeito aqui no blogue, enquanto relato alusivo a (mais) esta família de cegonhas sem sucesso reprodutivo num mesmo local durante já anos consecutivos, de entre o que em toda a global sequência termino então este relato já não só e/ou nem tanto com a titulação de “Progenitor/a coragem”, mas sim e/ou também com o titulo de “Lei da selva”, incluindo ou excluindo a minha própria humanidade, pelo melhor e pelo pior, no topo da cadeia!... 

                                      
                                                                                                                           VB
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Progenitor/a coragem IV / Progenitor courage IV

Tal como terminara o dia de ontem 17, também o dia de hoje 18 não pressagiava nada de bom logo a começar. Designadamente, ao invés do quem tem sido comum nos últimos dias, hoje o/a progenitor/a não saiu do ninho a alimentar-se ou a buscar comida para a cria uma só vez durante (quase) toda a manhã, desde menos das sete (07) até às onze (11) horas. Com a cria deixando-se ver, como um mero e praticamente inactivo pontinho branco, sobre a borda do ninho.


Apesar de eu ter tempo disponível de manhã, no entanto dadas as pouco animadoras circunstancias que já vinham do dia anterior, não me apeteceu sequer aproximar-me do ninho. No caso preferi esperar para ver como evoluiria a situação e mais tarde logo iria confirmar os factos. Até que então já algo surpreendentemente, justo às onze horas o/a progenitor/a levantou voo e após fazer alguns círculos voou em direcção Sul. A cria aparentemente mantinha-se imóvel ou praticamente inactiva no ninho, como um mero pontinho branco ao longe, só a espaços se lhe começou a vislumbrar algum movimento. Aqui tenho de confessar que comecei a ficar cada vez mais pessimista, a ponto de imaginar que a cria estaria em fatal agonia e o/a progenitor/a haveria abandonado o ninho, se acaso em definitivo, ainda que ao ver a cria mexer, por pouco e espaçado que fosse, também me fizesse acreditar que eventualmente o/a progenitor/a voltaria. Mas entretanto preferi continuar a manter-me na expectativa, sem me aproximar, até porque fosse como fosse eu nada poderia fazer.


Passava algo das treze (13) horas quando o/progenitor regressou, eu não estava disponível para o constatar no momento, mas foi-me comunicado por familiar interessado, com a nota de que parecia haver actividade quer do/a progenitor/a quer da cria, alegadamente em processo de alimentação desta última. Até pelos factos imediatamente antecedentes, com já alguma respectiva surpresa, aqui senti-me positivamente aliviado e dentro do possível animado pelo facto. E por volta das 14:30 horas o/a progenitor/a voltou a deixar o ninho, mais uma vez comigo indisponível, tendo-me mais uma vez sido comunicado por familiar interessado e próximo. Até que a partir das 15:00 horas passei a ter disponibilidade para observação própria, então sem que o/a progenitor/a tivesse regressado da sua última e até então segunda saída do dia. Dai que faltando pouco para as 16:00 horas, não tendo a progenitora ainda regressado da última saída, mostrando-se agora a cria, mesmo sozinha, muito mais activa do que nas últimas 24 horas, além de que a partir das 18:00 horas eu voltaria a ficar indisponível para observação própria, me predispus então a aproximar-me do ninho, se possível para ver e fotografar mais de perto o regresso do/a progenitor/a e a respectiva reacção da cria. Só que ainda antes de meio caminho de entre casa e a proximidade do ninho, o/a progenitor/a regressou, só me dando tempo de tirar a máquina fotográfica da bolsa e fazer três ou quatro fotos, cuja a seguinte foi a primeira das mesmas:


A partir de que enquanto caminhava em direcção ao ninho fui observando a actividade entre o/a progenitor/a e a cria de que ainda resultou a seguinte foto:


Já na proximidade do ninho, acabei por fazer mais algumas fotos, sem no entanto subir à torre da Igreja, fotografando tão só a partir do chão, de cujo as duas seguintes fotos são conclusivo e de todo mais animador exemplo:



Global sequência de que caso não haja alterações significativas vou-me auto conceder a mim e a quem em segue, senão um descanso, até porque no meu caso vou na literal medida do possível continuar a acompanhar a evolução desta já mini família de cegonhas, mas pelo menos conceder alguma abreviação no relativo a estes meus relatos escritos com ilustração fotográfica alusiva à situação desta família de cegonhas reduzida ao mínimo. Seja que sem absoluto prejuízo de eu aqui voltar aludindo a este assunto sempre que ache pertinente e/ou as circunstancias se alterem significativamente, até porque de resto e em conclusão gostaria de deixar aqui por escrito e em fotografia o eventual e por si só por mim desejado, positivo desfecho para o que resta desta família de cegonhas, como seja a saída da cria em gloria do ninho, pelos seus próprios meios, quando chegar a devida altura. E assim se do por hoje é tudo, com confirmação dum/a progenitor/a coragem e duma cria apesar de tudo resistente! :-)  

                                                                                                                      VB

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