domingo, 31 de dezembro de 2017

Balanço pessoal do ano, aplicado a esta minha existência virtual


Antes de mais, modesta ou imodestamente, compreendo que o que se segue, incluindo ou excluindo o meu fraco poder de síntese, é algo mais extenso e denso do que muitas pessoas estão naturalmente dispostas a ler, para o que neste último caso eu mesmo aconselho a ficarem-se pela foto e/ou a irem directamente para o último parágrafo. A partir do que:

Até como (pró) positiva projecção na transição de ano, desde que estando eu vivo, a ponto de estar a escrever o presente e a publicar mais uma foto, o meu respectivo balanço do ano pessoal é à partida relativamente fácil de fazer, na medida em que com mais ou menos trabalho, com mais ou menos saúde, com mais ou menos exposição à vida, no presente momento também por via aqui redes sociais virtuais, a minha grande base existencial sempre esteve, está e tudo leva a crer que continuará a estar ao respectivo nível da mais básica e imediata subsistência. Como seja sem muito mais expectativas de vida ou de futuro do que subsistir, desde logo organicamente, mais um inconstante e impermanente presente momento, isso sim da forma mais (pró) positiva possível, com sua correspondente projecção no imediato ou remoto momento seguinte. Logo tudo o que, da minha própria parte e/ou do meio envolvente a mim, não ponha prática e/ou literalmente em causa a minha própria subsistência, a minha respectiva existência está sempre dentro daquilo que se designa: normal. O que, dadas as circunstâncias, até ao presente momento e mais uma vez por tão só estar a escrever o presente, o respectivo global balanço que posso fazer do meu ano é precisamente o de subsistente normalidade _ que no que depender de mim e como pior das subsistentes hipóteses, assim será indefinidamente, desde logo e se sem inesperado contratempo de última hora assim é para encadear com o já imediatamente próximo 2018. Base em que poderia terminar já aqui este meu balanço pessoal do ano, o que como tal e inclusive como genericamente normativo em mim, dispensava até qualquer meu expresso balanço. Salvo que como em alguns outros momentos da minha vida, também no ainda corrente 2017, houve uma excepcional perturbação, que neste último caso estando dentro da norma, também teve e tem o poder de, pelo melhor e pelo pior e para o bem ou para o mal, fazer indeléveis alterações à norma, a partir do que até pró positiva, vital e/ou por si só normativa subsistência básica e imediata, a justificar o meu presentemente expresso balanço pessoal do ano, com descritivo desenvolvimento no seguinte:

Ainda que e/ou até porque dentro da (minha) subsistente normalidade geral, no entanto e por vezes há perturbadores momentos/acontecimentos que se podem considerar algo anormais, como seja com a potencialidade e/ou mesmo a efectividade desses momentos/acontecimentos marcarem um antes e um depois, no caso concreto na minha vida. Como foi a ocasional circunstância de a coincidir com meados do imediato passado Verão, eu me ter deixado cair, por assim resumidamente dizer, num estado anímico que em si mesmo e/ou em cumulação a equitativas experiências anteriores me impelia a reflexivo/contemplativo recolhimento, inclusive face aqui às redes sociais virtuais. Mas ao literal invés disso, ainda dentro desse mesmo estado anímico e inclusive no pico do mesmo, circunstancialmente com base num interessado estímulo externo, acabei por me expor duma forma e com relação a algo que não tem na prática muito ou mesmo nada que ver comigo, como seja expondo-me em explícito apoio a uma eleitoral candidatura político-partidária autárquica. Seja ainda que quando de mim por mim mesmo me sentia num momento que em nada me aconselhava a expor-me, bem mesmo pelo contrário me impelia a recolher-me reflexiva/contemplativamente a um nível até mais significativamente profundo que a norma, eis que vertiginosa/excepcionalmente, como se eu só pode-se existir através de algo e/ou de alguém externo a mim, acabei por de todo mais impulsiva do que reflectidamente me expor em nome dum interessado e solicito estímulo externo, isso sim política/socialmente legítimo, mas que nada tinha/tem que ver comigo, em suma uma excepcional anormalidade da minha parte, ainda que e/ou até porque dentro da minha pró subsistente normalidade geral.

A partir de que na medida do possível sem complicar descritivamente muito este meu balanço pessoal do ano, mas tão pouco deixando de descrever um pouco mais e melhor a atrás referida como excepcional anormalidade, dentro da minha genérica normalidade, como seja numa conjuntura algo complicada em si mesma e que engloba uma sequência existencial naturalmente muito mais extensa e complexa da minha parte do que cabe aqui; desde logo sendo justo comigo próprio, diria e digo que tendo por base a minha desde há muito confessamente assumida forma de pensar e de sentir, essencialmente (pró) humanista/universalista, que enquanto tal não excluí a vertente político-ideológica no seu todo, designadamente como parte integrante do próprio universo humano, no entanto tão pouco tenho comprometidamente muito ou mesmo nada que ver com nenhuma das unilaterais facções político-partidárias inerentes; logo por respectiva anormal inerência, após ter eu excepcional/atipicamente prestado explicito apoio a uma eleitoral candidatura político-partidária em concreto, independentemente de qual seja a sua base ideológica, teria agora de pró universalmente, em cada consecutivo acto eleitoral, passar a prestar equitativo apoio eleitoral a cada uma das restantes facções político-partidárias, dum literal extremo ao outro do respectivo espectro político-partidário e ideológico nacional, desde que eleitoralmente representado, aquém e além de seu assento parlamentar e/ou de sua concreta execução política nacional e autárquica ou não _ independentemente ainda dalgumas dessas facções político-partidárias serem mais humanistas/universalistas em si mesmas ou não. Mas que não sendo este último caso, de meu consecutivo apoio eleitoral a todas e cada uma das facções político-partidárias em jogo, em a cada respectivo acto eleitoral, algo eticamente viável e/ou razoavelmente sensato em si mesmo; até porque além de eu próprio já não estar numa fase de fragilidade anímica, por exemplo susceptível a entusiasmos ou a desentusiasmos envolventes, tão pouco conviria a cada uma dessas facções político-partidárias terem um momentâneo e circunstancial apoiante tão político-partidariamente ambíguo e/ou ideologicamente abrangente quanto o meu _ ainda que até pela minha confessa vertente pró humanista/universalista eu me identifique mais com o espectro político-partidário dito centralista, na media em que ao menos em teoria é política, social e por si só universalmente mais abrangente. Mas, que ainda assim, nem este último "centrão político" com as suas virtudes e os seus defeitos me inspira ou motiva a prestar-lhe explicito apoio, que salvo excepção não desejada, por respectiva confessa norma nem sequer me motiva ou inspira ao mais básico e secreto voto político-partidário. Cuja uma excepção não desejada, seria por exemplo a eminência de eleição dum qualquer "trump" da política nacional devidamente identificado e/ou identificável logo à partida, caso que em circunstancias normais da minha parte, jamais excluirei a democrática possibilidade de votar numa alternativa a um exemplar do género referido atrás, mas aí e da minha parte também coincidirá mais com votar contra do que votar por, pelo que em respectivas circunstancias políticas, ditas de genericamente normais, eu prefira abster-me até do mais elementar e secreto voto político-partidário democrático _ pois que virtudes e defeitos todos têm, política e extra politicamente, daí que da minha unilateral parte, não sei se mais como defeito ou como virtude, por genérica e normativa regra democrática estou disponível a aceitar as escolhas das maiorias, sem natural prejuízo de eu intervir responsável e consequentemente à minha modesta medida, se e quando ache ou sinta necessidade, como por exemplo ao expor-me como agora aqui o faço, incluindo ou excluindo o voto político-partidário. Que neste último caso e da minha normativa parte costuma coincidir com auto exclusão do voto político-partidário. Sendo basicamente esta a minha grande posição política de fundo, até porque salvo extraordinária evolução, positiva ou negativa, da minha parte e/ou do meio envolvente, designadamente do meio político-social, de resto e tal como assumi logo ao início, sendo a minha normativa base existencial própria ao nível da mais básica e imediata subsistência, coincidente com ter de recorrente/frequentemente me (re)adaptar a circunstâncias muito diversas ao nível da vida corrente, até porque por exemplo não tenho estabilidade ou sequer diferenciação profissional; daí que (re)adaptar-me também às circunstancias políticas é um mero pormenor.

Pelo que na circunstancia resta-me auto assumir e de respectivamente viver com o estigma de no último acto eleitoral autárquico ter apoiado explicitamente uma eleitoral candidatura político-partidária em concreto, no fundo tomando partido, contra tudo o que foi, é e no que depender de mim continuará indefinidamente a ser a minha essencial/subsistente norma própria. Em que tão mais estigmativamente ainda quanto, desde o momento em que acedi prestar esse excepcionalmente explicito apoio eleitoral a uma determinada candidatura político-partidária e até ao momento da própria votação, acabou por haver uma sequencial sucessão de causas, efeitos e consequências, de entre intrínseca/os e extrínseca/os a mim, que em qualquer caso e num meu (quase) absoluto distanciamento prático face a essa sequencial sucessão, terminou em conjuntural resumo por abonar positiva e coerentemente muito pouco ou mesmo nada em meu favor _ aliás ao colocar o meu nome e a minha cara, em mera cedência a uma solicitação externa como eu fiz, no caso concreto face a uma eleitoral candidatura político-partidária, com toda a devida responsabilidade política, social e em si mesma eleitoral inerente, sem colocar absolutamente algo mais da minha parte, como por exemplo: convicção, paixão, activa entrega e/ou por si só consciência político-partidária própria, salvo na embalagem desse meu explicito apoio e mas por via destes meus escritos basicamente apartidários, eu ter colocado algum meu espírito critico relativo a determinadas práticas menos dignas dalguns políticos, como por exemplo um significativo cinismo eleitoralista que coincide pouco ou nada com a sua prática quotidiana pré e pós eleitoral; ainda que acabando essas cínicas práticas político-partidárias pró eleitoralistas por serem mais ou menos transversais a elementos de todas e de cada uma das diversas facções político-partidárias, incluindo aquela que eu apoiei, como tal e por norma, inspirando-me mais a não prestar explicito ou absoluto apoio a qualquer das facções em causa. Daí que ao ter eu apoiado uma dessas facções, por minha mera cedência a uma interessada solicitação externa, ao invés de como outras diversas equitativas solicitações de que fui sendo alvo ao longo dos anos, inclusive por parte desta mesma facção político-partidária aqui em causa, entre outras, mas que em todo e qualquer caso sempre fui rejeitando, no entanto eis que desta vez e sem mais substantivos motivos para aceitar do que em qualquer outro momento, acabei mesmo por anormativa excepção aceitando prestar este último apoio, por assim dizer como se eu não tivesse crer, pensar, sentir ou existir próprio, aquém e além da própria solicitação externa a mim, não podia mesmo abonar muito em meu favor. De resto e apesar de em meio rural, relativamente pouco povoado, eu não conhecia em absoluto o candidato ao município; não tinha afinidade pessoal, social e menos político-partidária com o candidato à freguesia; salvo algumas entusiasmadas notas da pessoa que me solicitou apoio, com esta última integrante da candidatura à freguesia, de resto à partida eu não conhecia a fundo o programa, nem a respectiva lista eleitoral da candidatura que apoiei; no fundo limitei-me confessamente a ceder ao, legitimo, entusiasmo de quem me solicitou apoio, num momento de meu nulo entusiasmo próprio face ao que quer que fosse. Logo pouco ou nada coincidente com uma visão política e/ou sequer partidariamente abrangente da minha parte, desde logo como devido a quem se presta a apoiar explicitamente uma eleitoral candidatura político-partidária, qualquer que ela seja, daí que só não peço perdão à candidatura que apoiei, porque apesar de entretanto eu lhes ter demonstrado as minhas muitas resistências a apoiá-la, no entanto parece que para os seus integrantes o importante era o meu explicito apoio, independentemente do que mais fosse ou deixasse de ser. E ainda que sabendo eu à partida e de mim para mim mesmo que isso não estaria correcto, sem mais, o facto é que acabei mesmo prestando esse apoio, isso sim na condição de designadamente escrever ao respeito, o que fui fazendo desde um primeiro momento, inclusive com expressão aqui nas redes sociais virtuais, como por si só no Facebook. De qualquer modo, remetendo-me como tal e inclusive cautelarmente ainda mais para uma dimensão de reflexivo/contemplativo recolhimento próprio; salvo claro as, por si só, devidas compensatórias excepções como por exemplo as já imediatamente atrás referidas expressões escritas relacionadas, culminando de momento neste explicitamente exposto balanço do meu próprio ano pessoal, enquanto balanço em si mesmo já derivado do meu reflexivo/contemplativo recolhimento possível, em especial nas últimas semanas e dentro das genéricas circunstâncias em causa. 

Global sequência de que como auto resumido balanço pessoal do meu ano próprio, está o facto de que dentro da excepcional anormalidade descrita atrás, em especial a partir de meados do imediato Verão passado, como que, por assim dizer, tenho andado algo significativamente mais perdido do que a genérica norma, designadamente de entre necessidade de recolhimento reflexivo/contemplativo, versos complementar/compensatória necessidade de me expor à vida, no presente caso via aqui redes sociais virtuais _ de resto a minha original adesão a estas últimas derivou por si só dum meu relativamente longo e profundo recolhimento reflexivo/contemplativo, com subsequente resultado na minha pró reestruturante expressão escrita e pró lúdica expressão fotográfica, ainda que com prioritária e substancial prioridade à escrita. Sequência de que com este meu presente balanço pessoal do ano, exteriorizado por via desta minha mais pró reestruturante forma de expressão e existência escrita, isso sim complementada aqui plasticamente pela minha mais pró lúdica expressão e existência fotográfica, neste último caso fazendo ainda jus a este meu espaço virtual (blog) de origem e essência pró fotográfica, mesmo que no presente caso com base numa foto "curiosamente" feita na madrugada de 31/12/2015 para 01/01/2016, dado que, salvo alguma que outra pontual excepção, nos últimos tempos,  já meses a esta parte, a minha disponibilidade interior para a fotografia tem sido praticamente nula; mas em qualquer caso e mesmo que com base numa foto mais antiga, sem ainda prejuízo de minha recorrente intermitência de entre estar presente e ausente aqui deste expositivo meio virtual, em conclusivo resumo final creio estar de momento, também por via do presente com tudo o que em trouxe ao mesmo, a reentrar na minha mais genericamente normativa dimensão existencial própria, aquém e além de mais ou menos inevitáveis e marcantes anormalidades de excepção, por si só neste último caso subjacente a estar-se normativamente vivo, o que enquanto tal espero, desejo e necessito assim seja indefinidamente, como meu definitivo balanço pessoal do ano.

Cujo sem prejuízo de quem mais de bem seja, mas sempre com especial ênfase para os meus ciclos aqui no Blogger e no G+, acima de tudo ficam os meus votos dum excelente 2018 _ que por mim regressarei aqui de forma fotograficamente renovada e interactivamente disponível, tão breve e plena quanto possível!... 

VB   

sábado, 23 de dezembro de 2017

Luz "guia"


Até pela dinâmica sociocultural associada, não me referindo aqui à vertente comercial mas sim à reunião das famílias, aquém e além da incontornável vertente religiosa, por experiência própria reconheço haver uma especial magia nesta quadra natalícia. O que pelo melhor deve corresponder e corresponde a alegria, mas que pelo pior pode corresponder e quando acaso corresponde a tristeza até amplificada! 

Anterior sequência de entre a que salvo precisamente ao nível da oportuna reunião da família mais próxima, que no caso da minha família há já anos não é um reunião familiar plena nesta fase natalícia, a partir de que de resto também jamais tive por hábito próprio celebrar estas quadras festivas (Natal, passagem de ano), começando logo pelo meu próprio aniversário; no entanto em nome de quem costuma celebrar mais activamente estas quadradas festivas, desde logo dentro da muito globalmente grata e honrosa comunidade  que compõe os meus círculos aqui no Blogger e no G+, tão pouco deixa de ser com sentido prazer que vos desejo Boas Festas e mais imediatamente um feliz e santo Natal!

...com pedido de perdão por não passar pelo espaço de cada um/a de vós, no caso limito-me a partilhar o presente com conjuntural extensão a toda/os vós! 

VB 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Invertido contraste climático...

    Novembro 2014

    Dezembro 2017

Entretanto já choveu e estou em crer que choverá razoavelmente (muito) mais _ mal será se assim não for!

Mas, no meu quase meio século de vida própria é a primeira vez que me recordo de na proximidade temporal de meados do mês de Dezembro não estar já todo o campo silvestre e agrícola verdejante. 

VB

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Excepcional... o "espectáculo" começa antes mesmo de ter começado!...


Não! Meus amigos, ainda não estou de volta num sentido fotográfico e virtual minimamente renovado e sólido; estou sim, em directa sequência das, mais uma vez, excepcionais trágicas circunstancias dos últimos dias, com reiterada base numa foto(*) que funciona em antítese à temática incendiária, de novo a abordar reflexiva/contemplativamente o próprio fenómeno incendiário para dizer que:

Primeiro não vou escrever acerca dos últimos inqualificáveis dias no que a incêndios florestais respeita, porque os a todos os títulos trágicos factos a nível de destruição humana e natural(fauna e flora), que neste último caso afecta também sempre o ser humano, são factos que falam por si sós _ para quem tenha a mais mínima sensibilidade para os constatar ou no mínimo intuir _ aquém e além do que, no caso, eu mesmo possa dizer/escrever ao respeito. 

Pelo que voltando sim a restringir-me na alusão às mediáticas previsões de “risco de incêndio”, estas são tão mais absurdas quando e por quanto não podendo os jornalistas dizer taxativamente por si sós e à cabeça que após consumados os incêndios estes são de origem negligente ou criminosa, não raro questionam e questionam-se os próprios jornalistas a esse mesmo respeito. A partir de que digo eu que independente de deflagrarem ...dez, cem, ou pior se alegadamente mais de meio milhar... de incêndios num só dia, leva a concluir que se os mesmos são em parte ou num todo de origem negligente está mais que provado que as mediáticas previsões de “risco de incêndio” são essencialmente inúteis/ineficientes como prevenção incendiária; já se esses mesmos incêndios foram parcial ou totalmente de origem criminosa essas mesmas mediáticas previsões de “risco de incêndio” continuando a ser inúteis/ineficientes como prevenção incendiária, parece-me a mim que até podem chegar a ser uma boa/perversa referência para os diversos, aparentes, interesses humanos _ económico-financeiros, imobiliários, políticos, individuais, em qualquer caso doentios _ pró incendiários.

Sendo que a temática dos mediáticos anúncios de “risco de incêndio”, pseudo preventivamente prévios aos próprios incêndios, é-me tão mais cara quanto a mesma dá, ao menos retórica, visibilidade aos incêndios, antes mesmo de qualquer incêndio ter deflagrado. Como seja que sem prevenirem positiva ou absolutamente os incêndios, que dadas as circunstancias, parece que até bem pelo contrário, levam é a que o mediático "espectáculo" incendiário comece até antes mesmo de ter começado!...

E se eu pessoalmente já não suporto ver, ouvir ou ler notícias acerca dos próprios dos incêndios, menos ainda o suporto sob as inqualificavelmente trágicas consequências humanas e naturais do corrente ano (2017), em acrescida adição a todos os demais transactos anos; agora imagine-se como é nauseante ou repulsivo estar a ouvir falar de incêndios antes dos próprios incêndios, pior se não como efectiva prevenção dos incêndios mas sim como pré anúncio incendiário, que é o que na prática se tem constatado ano após ano. Tudo numa comunicação social que regra geral me parece conter tanto ou mais de sensacionalista do que de sóbria. Cujo esse sensacionalismo se sustenta cíclica e viciosamente a si mesmo, no caso concreto também com base no fenómeno incendiário, como quando mediaticamente se difundem insistentes e intensos anúncios de “risco de incêndio” prévios aos próprios incêndios, depois e ironicamente face ao anterior cobrem-se mediaticamente os próprios dos incêndios, sem conclusivamente excluir os subsequentes balanços e respectivos debates mediáticos a respeito do fenómeno incendiário; com o “espectáculo” a somar e seguir, inclusive crescentemente ano após ano, de há já décadas a esta parte _ suponho que até já não haver mais floresta ou espaço natural para arder e/ou então até que no alusivo a espaço natural não se transforme este último em espaço artificialmente controlado/ocupado pelo ser humano, que enquanto tal já não será espaço natural na sua plena ou absoluta acepção, pior se após total, indiscriminada e em determinados aspectos irrecuperável destruição incendiária, na destrutiva conjunção de entre fauna e flora, sem naturalmente excluir a destruição da vida e do património humana/o. 

Em que a terminar, de momento, quero dizer que tendo eu nascido e crescido em meio rural, sou no entanto dum tempo em que incêndio era sinónimo de anormalidade natural/mentalmente a evitar e automaticamente a combater a todo o custo desde um primeiro momento e por toda/os _ sem qualquer prévia, paralela ou posterior intervenção mediática. Enquanto me parece que actualmente, até pela abordagem mediática do fenómeno incendiário, os próprios incêndios parecem ser algo natural/culturalmente inevitável, que qual “fruta do tempo”, até já há uma “época de incêndios”; sendo que pessoalmente até admito haver uma época (Verão, quente e seco) mais propícia(o) a incêndios, mas uma época de incêndios não existe pura e simplesmente, aquém e além de na doentia/controversa mente e sob respectiva negligente/deliberada acção humana.

VB

(*)...foto que eu confessamente já havia partilhado há meses por aqui, em registo monocromático e meramente fotográfico. VB 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Equilíbrio...


Encadeando esta postagem com a imediatamente anterior, no presente caso com base numa foto feita há cinco anos e editada há quase um ano, digo que a minha disponibilidade para a fotografia de momento volta a ser muito baixa ou mesmo nula, enquanto algo ciclicamente natural em mim. E que sendo este meu blogue de básica essência fotográfica, pouco mais me resta que ausentar-me por algum tempo. Dalgum resumido modo e com base na foto acima diria que vou, também, procurar reencontrar o equilíbrio entre esta minha existência virtual e a minha existência presencial!

Agradeço a compreensão de toda/os e retribuirei qualquer visita/comentário quando puder, de resto revisitarei os blogues que sigo e que tenham novidades assim que aqui voltar.

VB 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Navegar...


Criei originalmente este blog com o essencial, por não dizer o exclusivo propósito de partilha fotográfica. A que posso ou não associar complemento escrito. Só que por um lado nem sempre tenho disponibilidade temporal e/ou interior para a fotografia e por outro lado escrevo numa base e duma forma mais de circunstancial ou providencial recurso do que numa base e duma forma poético-literariamente atractiva-criativa(*).
  
Seja que como um veleiro que navega: ora em águas calmas, ora em águas agitadas, ora em calmaria, ora em tempestade, ora com o vento a favor, ora com o vento contra, ao sabor ou ao arrepio da corrente, aportando por motivo de rotina ou inusitado, estando mais ou menos tempo aportado, incluindo ou excluindo sempre o risco de naufrágio, etc.; também este meu virtual navegar, devido a motivos pessoais, profissionais(de trabalho) e no fundo existenciais dum modo geral, progride de entre águas calmas e águas agitadas, com e sem vento, com vento a favor e com vento contra, em linha ou em inversão à corrente, que não sei bem até que ponto chega ou não a estar à beira de naufragar, mas sei que salvo imponderável, de resto e por norma de entre a ...origem e o destino... tenho indefinidas milhas a percorrer sob as mais diversas condições de navegação, perante e para com o que este meu blog é uma espécie de "bloco de apontamentos" fotográficos e/ou escritos, derivados do meu vital navegar, que em viável parte aqui virtualmente partilho sempre que possível e/ou necessário, não podendo garantir à partida ou à prior se e/ou quando o farei mais contínua ou mais esporadicamente, mas como qualquer velejador/navegante sempre que e quando o faço é com o melhor de mim e respectivamente com espírito de chegar a bom ou pelo menos ao melhor porto/destino possível!

(*) Que não sendo falso modesto e inclusive fazendo justiça a quem desde sempre e/ou de momento elogia o que e como eu por aqui escrevo, devia eu desde um primeiro momento ter acrescentado logo no primeiro parágrafo que: apesar de e/ou até por todas as minhas limitações inerentes, ainda assim tenho de e para mim mesmo a escrita como a minha maior, melhor, quando não mesmo única forma de expressão e de existência própria!

VB

Obs: por mera curiosidade editei a foto acima sob um ocasionalmente bom som de jazz & blues via rádio, que espero tenha influído positivamente na minha edição fotográfica (rsrs); a partir de que mesmo tendo de fazer uma algo exaustiva pesquisa para encontrar um bom exemplo que não fosse muito longo e mas que reflectisse fiel e agradavelmente o referido género musical, cujo seguinte exemplo me pareceu o mais apropriado, inclusive ainda porque o titulo do mesmo "All of me" tem até muito que ver com o que escrevi acima, pelo que mesmo para quem não aprecia muito o género, espero possa desfrutar um pouco:

sábado, 7 de outubro de 2017

Uma excepcional postagem de circunstancia...



...esta excepcional postagem deriva directamente do sistémico-normativo fenómeno incendiário florestal, ano-após-ano, já difícil de qualificar enquanto tal, com tudo o que o está à prior, durante e após o mesmo. Face ao que em contrabalanço utilizo uma ilustrativa foto que é a antítese desse mesmo fenómeno, quando a mim e que para além dos próprios dos incêndios:

Se há coisa que me irrita e revolta solenemente é a palhaçada duns designados anúncios mediáticos de “risco de incêndio”. Que não posso afirmar que os incêndios ou parte deles derivam directamente desses ridículos, por não dizer perversos anúncios mediáticos, mas o que me parece muito constatavelmente é que esses mesmos anúncios não contribuem muito ou mesmo nada para prevenir e menos ainda para terminar com o fenómenos incendiário já como uma norma em si mesma, enquanto norma de que isso sim fazem parte integrante os próprios prévios anúncios mediáticos de “risco de incêndio”, sem absoluto prejuízo da posterior e em grande medida espectacular cobertura mediática desses mesmos incêndios.  

Não quero nem vou agora escrever muito ao respeito, mas ao menos tenho de dizer que de cada vez que vejo e ouço qualquer jornalista nos espaços noticiosos televisivos anunciar com pompa e circunstancia: “amanhã vai estar uma temperatura atmosférica acima dos trinta graus, bom para a praia e mas com forte risco de incêndio”, como mínimo ou como melhor das hipóteses penso ou digo logo: para dizer tal obviedade e no limite baboseira não era necessário estudar durante anos (décadas) e nem ir pomposamente de fato e gravata dizê-lo na televisão.

Sendo que após vários dias sem anúncios de “risco de incêndio”, nem respectivos incêndio, logo ontem no noticiário da noite, salvo erro da RTP1, lá veio a em si mesma compreensível previsão atmosférica, na circunstancia de tempo quente para o dia seguinte, enquanto tal acrescida dos aqui já dispensáveis anúncios de: “bom para a praia” e mas com “alto risco de incêndio”. É que bastava com a previsão atmosférica, na circunstancia a anunciar tempo quente, acima dos trinta graus, enquanto tal e isso sim já motivo de noticia por algo fora de época, mas a partir do que não era, nem é em absoluto necessário estar acrescida e obviamente a lembrar quem quer que seja que isso é “bom para a praia” e/ou que inclui “risco de incêndio”. Pelo que eu logo disse: lá vem outra vez a palhaçada dos anúncios de “risco de incêndio”, pensava que já se iam esquecendo, mas basta fazer um dia mais quente e logo vem essa trampa de novo

E o curioso é que após uns tempos (dias) sem mediáticos anúncios de “risco de incêndio” nem respectivos incêndios, de ontem(06/10/2017) para hoje(07/10/2017) lá retornaram os próprios dos incêndios e as subsequentes mediáticas notícias inerentes no respectivo jornal da tarde de hoje, após o imediatamente prévio anúncio mediático de “risco de incêndio” de ontem. E não, com tudo isto não estou a dizer que não se devam dar ou que se devam proibir determinadas noticias, o que estou a dizer é que não se faça notícia até do que é natural e correntemente óbvio, como por exemplo que calor acima dos trinta graus é no mínimo potencialmente bom para a praia e/ou que enquanto ainda sob o terreno seco derivado do Verão também implica risco de incêndio. De entre o que não digo que os ridículos anúncios mediáticos de “risco de incêndio”, não previnam um ou outro excepcional caso de incêndio derivado duma ou outra mente mais distraída/negligente, mas o que me leva cada vez mais a crer é que contribui acima de tudo para tornar os incêndios algo normal, uma espécie de inevitável “fruta do tempo” em muitas outras mentes, que como dalgum modo se diz na minha terra: “lá estão eles (os jornalistas) de novo a fazer lembrar aos incendiários do que os próprios não estão esquecidos, ao estilo de vão agora atear fogo que está bom para isso”! De resto se os, como melhor das hipóteses, ridículos anúncios mediáticos de “risco de incêndio” contribuíssem se facto para prevenir os incêndios, dada a insistência e intensidade desses anúncios durante anos e anos consecutivos, praticamente já não havia incêndios em absoluto, quando ironicamente parece que até bem mesmo pelo contrário.

Pelo que mais uma vez digo eu que incêndios florestais no contexto sociocultural, político, mediático e existencial actual, coincidem acima de tudo com: industria, negócio, espectáculo, circo mediático e loucura humana muito significativamente enraizada e já institucionalizada.

Claro que com esta minha perspectiva, pouco ou nada política, sociocultural, institucional ou mediaticamente correcta terei poucas ou nenhumas hipóteses de ser escutado, salvo se for para que tudo isto enquanto da minha responsável parte, seja usado contra mim, porque o sistema está bem enraizado e eu sou nada e ninguém face ao sistema!

VB

...

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Convite a sentar e tomar algo...


...bem sei que falta a presença humana e algo que tomar sobre as mesas, mas o convite é precisamente a quem não está e como tal o pedido continua por concretizar! ;) 

Entretanto conversemos ou pelo menos e sem qualquer obrigatoriedade de quem quer que seja me escutar/ler a partir daqui, no caso converso eu que sinto necessidade de o fazer, desde logo para dizer que em circunstâncias ditas normais, com base na foto exposta ficar-me-ia pela respectiva legenda imediatamente acima. Mas dado que desapareci repentinamente durante cerca duma semana sem mais, subsequentemente é-me no "mínimo" suscitado acrescentar:

Claro que eu só tenho necessidade de dizer/escrever isto, porque tenho já aqui uma pequena e mas excelente comunidade de seguidora/es que muito prezo e com que ao menos em alguns casos criei uma espécie de amigável afinidade, pois caso contrário eu iria e viria por maiores ou menores intervalos de tempo sem necessidade de explicar minimamente o porquê de estar ou de me ausentar. 

Além de que a minha ultima ausência, de praticamente uma semana, enquanto tal não muito longa mas tão pouco muito curta, neste último caso em especial se perante e para com precisamente algumas das pessoas com quem já criei algum nível de afinidade e como tal de existencial compromisso virtual, devo dizer que foi uma ausência de fundamento algo complexo de explicar, em sequência do que por concreto exemplo nas últimas semanas escrevi várias dezenas de páginas, enquanto algo acerca do que não consigo falar em poucas palavras. Além ainda de que tudo isto faz parte integrante duma minha base existencial de fundo, em sequência da que inclusive comecei originalmente a escrever acto espontâneo há mais de duas décadas e em sequência do que escrevi milhares de páginas, muitas delas manuscritas e em muitos respectivos casos já não existentes. Pelo que por exemplo qualquer resumida tentativa que fiz de vos falar grosso modo e o mais resumidamente possível tão só a respeito da minha ultima ausência daqui redundou sempre e como mínimo em mais de duas páginas A4, sem jamais terminar de ficar satisfeito, até por enquanto baseado essencialmente em mim por mim mesmo. Salvo que ontem Quinta-feira 05 surgiu algo que me suscitou escrever ao respeito, mais uma vez duma forma não necessariamente resumida _ como constatável, mas ao menos dentro dum contexto, por assim dizer mais balizadamente enquadrado no meio envolvente, aquém e além da minha unilateral perspectiva própria ao respeito, sem mais. Sendo que falar ou escrever acerca de nós mesmo nunca é muito fácil ou se acaso sequer devida e imparcialmente objectivo, mesmo que e/ou até porque eu seja um senão feroz, pelo menos um muito significativo auto critico de mim mesmo. O que contrabalança qualquer minha semi-objectiva ou subjectiva tendência de falar ou escrever em meu unilateral favor, aquém e além do que diga a minha vida prática e concreta do dia-a-dia.

De entre o que antes de entrar nesse contextual e por assim dizer balizado enquadramento que ontem surgiu, vou genericamente explicitar o mais imediato motivo desta minha última ausência, que foi o facto de com culminação no passado Domingo eu ter andado nas ultimas semanas a funcionar ao menos em parte por abnegado/desapaixonado abandono a solicitações externas, o que por si só coincide pouco ou nada com a minha presença aqui, dado que esta depende da minha expressão fotográfica e/ou escrita, que em qualquer dos casos coincide mais com minha interessada/apaixonada entrega à vida. Sendo que até pró subsistentemente, duma ou doutra forma eu até consigo encontrar e sustentar algum equilíbrio prático de entre uma coisa e outra: abnegado abandono e interessada entrega. Até porque por exemplo a minha expressão escrita deriva essencialmente dum meu longo processo de auto gestão pessoal e existencial próprio/a que faço desde há décadas, por assim dizer de entre o mais genérico paradoxo existencial e mas no caso concreto de entre a minha tendência de abnegado/desapaixonado abandono por exemplo a solicitações externas e/ou a imposições superiores, como meu princípio sociocultural a partir duma base existencial prática bastante humilde e/ou mesmo obediente; versos a não menos minha tendência de interessada/apaixonada entrega à vida, neste caso por minha primordial e inata natureza pessoal, humana e vital própria. Mas também dai que por vezes e em determinados casos se me torne, ao menos momentânea e circunstancialmente difícil ou mesmo impossível encontrar e contrabalançar auto gestionados equilíbrios práticos, como designadamente expressivos de entre uma coisas e outra, a exemplo do que sucedeu nos últimos dias. Restando-me, nestes últimos casos mais difíceis, reflectir e contemplar auto gestionadamente ao respeito e na sequência, normalmente a um nível de maior quietude e silêncio possível, por assim dizer a um nível mais austeramente monástico/eremítico do que do que expansivamente interactivo/expressivo. Também por isso muito difícil falar ao respeito em poucas palavras e as espaços mesmo em absoluto. Como dalgum modo me sucedeu na última semana e até ao presente momento.

Mas eis senão quando precisa e curiosamente, como que por magia da própria vida, na noite imediatamente anterior (ontem Quinta-feira 05 para hoje Sexta-feira 06) assisti a uma reportagem televisiva acerca das imensas riquezas arqueológicas nacionais, quer em águas territoriais próprias quer em águas internacionais a nível global, em qualquer dos casos com ditas riquezas arqueológicas abandonadas pelo próprio Estado; sendo que nem mesmo quando arqueólogos/exploradores internacionais procuram envolver/interessar o Estado português nos achados e respectivas recuperações arqueológicas alusivas a Portugal, isso parece surtir grandes resultados práticos por parte das diversas administrações do Estado nacional; como seja que está uma imensa riqueza arqueológica de origem nacional já recuperada por entidades nacionalmente externas, como por exemplo em Omã e/ou na Nabia, sem concreta participação ou substancial interesse nacional, além de muitas outras riquezas equivalentes identificadas e ainda por recuperar quer em águas nacionais quer em águas internacionais, mas sempre e em qualquer dos casos com o Estado português a mostra-se prática e essencialmente desinteressado. Isto quando parece que os vizinhos espanhóis reclamam os achados arqueológicos com origem em Espanha ou em barcos espanhóis afundados ao redor do mundo, inclusive recuperando Espanha os seus próprios tesouros arqueológicos em águas internacionais e portuguesas em concreto, com alguma dessas recuperações até derivada de batalhadas jurídicas vencidas em tribunal, como sucedeu nos EUA em sequência dum tesouro arqueológico de origem espanhola extraído e desfrutado por entidades extra Estado espanhol. Como seja que a oficial atitude Nacional portuguesa, no caso concreto é a dum nunca melhor dito: abnegado/desapaixonado abandono. Como seja que quando eu mesmo ando há dias com aguda e mesmo desanimada auto noção do meu abnegado/desapaixonado abandono próprio, de repente senti um forte sentido de pertença, inclusive a toda uma nação, confesso mesmo que nas circunstâncias em causa senti-me e enquanto tal sinto-me um: Bom Português! Mesmo que tudo isso não necessariamente pelos melhores motivos, que inclusive no seu global conjunto me leve a concluir que da minha unilateral parte serei mais um bom influenciável sob o genérico e/ou oficial espírito envolvente do que um bom e bem caracterizado autónomo.

De qualquer modo estou ao menos momentaneamente de volta a esta minha expressão escrita e também fotográfica, que em qualquer dos casos e mas em especial este último caso é essencialmente derivado de e para com minha interessada/apaixonada entrega à vida. De entre o que a foto acima foi feita no passado Domingo, dia de votos, numa sequência em que se eu tivesse saído de casa apenas para votar seguramente não o faria. Pelo que quando numa circunstancial conjugação existencial de entre mim e o meio envolvente em que acabei por precisamente numa base de abnegado/desapaixonado abandono me ter comprometido no explicito apoio a uma eleitoral candidatura político-partidária, enquanto algo que tem pouco ou mesmo nada que ver comigo, até porque tenho-me e auto assumo-me a mim mesmo como alguém suficientemente complexo e multifacetado, como para ter unilaterais simpatias ideológicas e menos ainda meramente partidárias. Pelo que ter de ir votar nesta base e sequência pressupôs para mim uma contrariedade própria para com a que tive de arranjar uma auto justificação para tão só sair de casa, que na circunstancia e não estando absolutamente pré programado, essa auto justificação foi sair para fotografar e então sim de passagem pelo local de voto que dista escassa centena e meia de metros de minha casa, exercer o correspondente direito de voto, dito democrático. Cujo o global efeito de tudo isso em mim, me levou a ausentar-me daqui devido a meu significativo sentimento de descaracterização própria dai derivada; apenas com ressalva para o facto de que quando acedi a prestar explicito e mas também abnegado/desapaixonado apoio a uma eleitoral candidatura político-partidária, foi num momento e numa conjuntura em que da minha parte e à altura me sentia significativamente inútil de mim para mim mesmo, coincidindo por exemplo isso com uma fase em que postei aqui um foto e respectivo texto sob titulação "Estado de espírito", aludindo dalgum modo a esse meu sentimento de inutilidade de e para comigo mesmo. Coincidindo isso dalgum modo ainda com o momento em que quando a poucas horas, por si só na imediata noite anterior a fechar o prazo para formalização legal das candidaturas políticas às eleições autárquicas, tanto mais se na minha região só havendo duas candidaturas possíveis, em que mesmo após e como até então incontornável norma em mim eu ter negado explicito ou absoluto apoio a essa ou a qualquer outra candidatura, quando esse apoio me foi solicitado, no entanto já depois e autonomamente por mim mesmo me ofereci como apoiante da mesma; o que só posso ou consigo explicar desde logo de e para mim mesmo como uma semi-objectiva e intuitiva forma de me provocar uma auto gestionada reacção face ao meu sentimento de auto inutilidade própria naquele momento, além de que se enquanto sendo útil a algo ou alguém mais, desde que esse algo ou alguém social e legitimamente aceite como tal, eu terminasse sentindo-me minimamente útil a mim mesmo. O que não deixou de se cumprir, pois que nos dias e semanas imediatas a eu prestar esse explicito apoio a uma candidatura político-partidária, ainda que na condição de eu não participar em campanhas eleitorais ou em qualquer outras iniciativas relacionadas, o facto é que contextualmente o meu processo de auto gestão inerente até se agudizou e aprofundou a ponto de me ter lavado a escrever dezenas de páginas relacionadas com o contexto em causa ou em directa sequência do mesmo. Sendo que o próprio acto de escrever nasceu originalmente e prevalece continuamente em mim, como uma espécie de pró vital, sanitária ou subsistente ponte de entre os diversos factores subjacentes ao próprio e primordial paradoxo existencial, no meu caso pessoal muito traduzido de entre as minhas vertentes de por um lado abnegado/desapaixonado abandono e por outro lado interessada/apaixonada entrega à vida. 

Ainda que no próprio dia do voto em si mesmo e mas em especial por determinadas circunstancias subjacentes ao mesmo que não vou descrever agora aqui, tanto mais se em associação ou dissociação a todo o meu global desencontro com a dimensão político-partidária modo geral, enquanto determinadas circunstancias essas que não terminei ainda e que de resto suponho levarei indefinido tempo a digerir, tão só ir votar e nas circunstancias em causa foi algo que me custou muito para além do que eu poderia supor, desde logo quando por circunstancial antecipação me havia predisposto a prestar explicito apoio a uma candidatura político-partidária. Como resumidamente seja que apesar de e/ou até por tudo fui exercer o direito de voto, em mínima coerência com o facto de ter prestado explicito apoio a uma das candidaturas político-partidárias a votos, mas de forma altamente contrariada de e para comigo mesmo. Ou seja ainda que paguei caro o facto de ter auto violado um meu princípio existencial próprio, inclusive derivado do meu longo e incompatível processo de auto gestão pessoal e existencial próprio/a, que era e é o princípio de manter distancia face a meros compromissos ideológicos, em especial se num unilateral sentido partidário, independentemente da sua original base ideológica de fundo. De entre o que salve-se então o facto de que de momento e quase uma semana após, estou de regresso aqui como uma minha mais interessada/apaixonada entrega à vida, tendo por base uma foto que resultou de eu ter saído de casa para votar, ainda que só se justificando fazê-lo, ao menos de mim para mim mesmo, em auto esforçado e oportuno nome de ir fotografar _ mas a partir de que quer o acto quer o resultado fotográfico propriamente ditos me resultaram algo essencialmente satisfatório e natural.  

VB  

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Singela beleza natural...


...este é um tipo de imagem que costumo elogiar, porque gosto, ainda que pratique muito pouco. De entre o que um destes dias, enquanto esperava umas pessoas sob a sombra dumas árvores, olhei para cima, gostei do que vi e tendo momentânea oportunidade fotografei. Cujo respectivo resultado, subjacente ao próprio género fotográfico inerente, foi uma constatável foto muito simples, com o natural azul celeste em fundo, o não menos natural verde das folhas e no caso o também cinza-marrom dos ramos da árvore em primeiro plano; tudo num conjuntural jogo de formas, luzes e sombras, que sem falsa modéstia, não sendo tão compositivamente artístico e/ou cuidado como outras fotos do género que costumo ver e muito apreciar, mas que ainda assim me resultou suficientemente agradável, desde logo de mim para mim mesmo, que neste último caso é primordialmente o mais importante, desde logo como potencial pressuposto a agradar minimamente às outras pessoas.

Para o que circunstancialmente de momento aproveito esta foto e respectiva publicação da mesma para agradecer as diversas estimáveis-amigáveis visitas a este meu espaço, incluindo alguma grata novidade. Isto num momento em que, mais uma vez, venho duma circunstancial sequência que me deixa pouca disponibilidade temporal e pessoal geral para aqui estar com a devida atenção, mas que ainda esta mesma noite-madrugada ou o mais tardar amanhã virei corresponder a todas e a cada uma dessas visitas aqui, incluindo ir eu mesmo aos vossos respectivos espaços que muito me apraz visitar. Aproveitando desde já para vos desejar uma excelente semana a toda/os e a cada um/a de vós!

VB

domingo, 24 de setembro de 2017

Contributo para as Lendas de Portugal... Mírtilis - Mértola

                                               Foto de: Victor Barão | Fotografia

Uma aliança com os Fenícios - nasce Mírtilis

Cófilas domina já toda a vasta região da bacia do Ana e daqui até ao Atlântico. Gês e Serpe são os dois pontos concêntricos de maior população e os dois mais fortes baluartes de defesa. Ele sabia, porém, que Rolarte, seu inimigo figadal rondava, como abutre de garras aduncas, suas fronteiras e não perdoaria a Serpínia tê-lo preterido no amor. Mais tarde ou mais cedo ele voltaria à carga, viria incomodá-lo de novo e por isso havia que prevenir tudo. Começara, pois, a construir novos aldeamentos, novos castros, pontos de defesa e muitas vias de comunicação. A terra era muito plana mas de difíceis possibilidades de comunicação. No Verão, muito pó; no Inverno, caminhos lamacentos em que o barro atolava e pegava tudo por causa da sua constituição argilosa. 

Neste entrementes Cófilas soube que umas naus fenícias vindas do Mediterrâneo haviam entrado a foz do Ana até onde a maré dava acesso e pretendiam fundar uma feitoria comercial. 

Ledo e confiante foi-lhes ao encontro. Estudaram o sítio e acordaram em que seria construída nova cidade fortificada no cimo de alto e escarpado morro a cair abrupto sobre ao margens do Ana e na confluência do rio Rochoso com estes. A região é áspera, escalvada, cálida e pronta a boa defesa. A povoação ficaria dependurada de escarpas quase abruptas e de difícil acesso ao inimigo. 

Como foram os Fenícios que quiseram construir a povoação deram-lhe o nome de Mírtilis (Mértola) por ser dedicada à sua principal divindade - Mirto.

Nessas primeiras naus vinha o príncipe fenício Polípio, espírito navegador e sedento de aventuras, homem do mar e esforçado guerreiro.

E se este se apaixonasse por sua filha Serpínia e assim acordassem numa aliança de mútuo auxílio e defesa? Pensava Cófilas.

Nesta esperança convidou-o a visitar Serpe.

Não se enganara.

Quando Polípio viu Serpínia, disse, surpreendido, para Cófilas:

- Aquilo é mulher ou deusa?

- Se a quiseres, pode ser para ti!... - foi a resposta.

O príncipe aceitou a proposta. Estava diante duma beldade como outra não tinha encontrado nas terras misteriosas do sol nascente. Aqueles olhos castanhos e vivos eram ímans que atraíam; aqueles cabelos loiros eram cadeias que prendiam. 

Serpínia afinava pelo mesmo diapasão. Polípio agradou-lhe à primeira vista e viu nele um príncipe encantado das terras orientais. Foi chamado ao palácio o sacerdote de Eliote para assistir ao contrato dos esponsais. Este então recordou a Cófilas:

- Lembras-te do sonho que tiveste a primeira noite que dormiste nesta terra que o destino nos reservou? Aqui tens a sua confirmação. O ocidente e o oriente juntaram-se sob as bênçãos de Eliote.

Cófilas e Polípio firmaram um tratado de amizade e mútua defesa. Além do casamento com Serpínia estipulou-se que os fenícios estabelecessem uma feitoria comercial em Mírtilis. 

Nesse porto ficariam sempre equipados com homens e material dois navios fenícios que ao mesmo tempo patrulhariam o litoral da Turdetânia, pelo menos enquanto o perigo não passasse. Em caso de guerra com qualquer adversário cada um dos contratantes prestaria mútuo auxilio.

Outrosim era estabelecida em Mírtilis uma escola naval onde os túrdelos aprenderiam dos fenícios a arte de navegar, e de se familiarizarem com as ondas. Assim, à face de tal acordo ficavam inteiramente frustrados os intentos imperialistas do chefe celta Rolarte, e a linda Serpínia ficava liberta do seu mais terrível pesadelo.

Texto de: domínio geral.
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Mértola _ Nomes Falas & Lendas


MYRTILIS ou NOVA TIRO - nome dado, provavelmente, pelos Fenícios "que aqui se homiziaram quando Alexandre Magno (356 - 323 a. C.) Rei da Macedónia, o grande conquistador, conquistou TIRO (333 / 332 a. C.)..."
ou MIRTILIS «Cófilas, Rei dos Túrdulos,  fez aliança com os chefes Fenícios e, naquele porto, construíram uma cidade a que deram o nome de Mirtilis, em honra da Deusa Mirto, sua mãe que o teve de Mercúrio.» ver LENDAS
«Em um dos barcos (fenícios) vinha um Príncipe, jovem , guerreiro e bem parecido, que ao ver Serpínia se apaixonou por ela. E Serpínia amou Polípio, o belo Príncipe Fenício. E logo ficaram noivos.»

MYRTILUS - aparece nos dicionários de Latim como MÍRTILO, filho de Mercúrio... A mãe terá sido a Deusa MIRTO...
... ora, nas diversas bibliografias consultadas e apesar de sabermos que os Deuses do Olimpo eram pródigos em arranajar várias esposas ou amantes a exemplo do grande Jupiter ou Zeus, não encontrámos uma Deusa ou esposa de Mercúrio com o nome de MIRTO...

... mas encontrámos a Deusa que tem o MIRTO como árvore - símbolo ou consagrada
é a Deusa AFRODITE (VÉNUS)
- a Deusa do Amor e da Beleza
que a todos seduzia.
... e que, na grande maioria das histórias,
surge como mulher de HEFASTO (VULCANO)
o Deus da Forja, disforme e coxo...
(vide in a «Mitologia», de Edith HAMILTON, Dom Quixote, Lisboa, 1979)

Ora Mírtilo, foi inexplicavelmente morto por PÉLOPE, o filho de TÂNTALO...

MÍRTILO
A lenda pode contar-se assim...

TÂNTALO
TÂNTALO, Rei da Lída, filho de Júpiter ou ZEUS e da ninfa Plota, tinha um lugar privilegiado entre os Deuses do Olimpo... 
Era convidado para os seus banquetes onde podia saborear a comida e a bebida própria dos Deuses, como a ambrosia e os néctares mais delicados, desconhecidos dos pobres mortais, como se dava ao luxo de poder convidar os Imortais para os seus banquetes no seu palácio deslumbrante...
Um dia, do que é que se havia de lembrar?
Tântalo mandou matar o seu próprio filho, Pélope, ordenou que fosse cozinhado num grande caldeirão e serviu-o de refeição aos seus convidados do Olimpo...
Que motivo o terá levado a tão hediondo gesto é um mistério para os poetas e historiadores!
Talvez o ódio e a revolta que sentia por estes seres que se consideravam superiores, para os obrigar a sentir o horror do canibalismo!
Que ingenuidade o levou a escarnecer, desta maneira, dos Deuses que tudo sabem, a ponto de sacrificar o seu próprio filho?!
Os Senhores do Olimpo tinham que decidir um castigo exemplar, para que nunca mais, ninguém ousasse insultá-los de novo:
Foi decidido o conhecido
SUPLÍCIO de TÂNTALO:
Foi lançado num poço, o Hades o inferno, mas, surpreendentemente, num Jardim maravilhoso onde corria abundantemente a água e abundavam todas as árvores de fruto, mas...
cada vez que esticava a mão para beber, a água sumia-se...
cada vez que esticava o braço para um fruto, o vento levava os ramos das árvores para longe, fora do seu alcance...
e, ali está, para a eternidade, morto de sede, à beira da água que se some...
ali está, morto de fome, à vista de uma abundância indescrítível, que se lhe escapa...
PÉLOPE
Além deste castigo exemplar, para que fosse reposta a Justiça, os Deuses do Olimpo, enternecidos, decidiram restituir a vida a Pélope...
Pélope foi reconstruído, mas tiveram de lhe moldar um ombro de marfim! Conta-se que, inadevertidamente, uma das Deusas presentes no macabro banquete, uns dizem que foi Deméter, outros garantem que foi Tétis, não teria resistido ao aspecto agradável daquele saboroso hediondo manjar...
Mas, contam as Lendas, a vida de Pélope correu daí em diante sem incidentes de maior. Teria sido o único descendente de Tântalo que não foi marcado pelo infortúnio, que se abateu de uma maneira impiedosa, por exemplo, sobre a sua irmã NIOBE...

NIOBE
Niobe, a que tudo teve para ser feliz...
Fez um casamento feliz com Anfião o Rei de Tebas...
Foi rainha querida de todos os súbditos...
Teve sete filhos que se tornaram jovens valentes e destemidos...
Teve sete filhas, que se tornaram as mais belas entre as belas...
O seu marido Anfião e seu irmão gémeo Zeto empreenderam a fortificação de Tebas...
O seu marido, músico de eleição, suplantou a força colossal do irmão, arrancando, com a sua lira, sons tão arrebatadores, que as grandes pedras o seguiram para a construção das muralhas de Tebas...
No meio de tanta prosperidade e felicidade decidiu, como seu pai Tântalo, desafiar os Deuses e exigiu do Povo de Tebas as honrarias e o incenso que queimavam no templo de Leto, a mãe de Apolo e Artemisa, em Delos!!!
Ora, como a arrogância e a insolência é imediatamente reconhecida no Olimpo e nunca deixam de ser punidas, Apolo (Febo) e Artemisa (Diana) deslizaram rapidamente dos seus tronos celestiais e, ao mesmo tempo, o Deus do Arco de Prata e da Flecha de longo alcance e a Divina Caçadora, desceram a Tebas e, com pontaria infalível, abateram, sem piedade, os filhos e filhas de Niobe, um dos motivos da sua arrogância perante a rival que só tinha tido dois filhos!!!
Atingida por aquela dor inenarrável, Niobe desfez-se em lágrimas mudas incapazes de um grito, e transformou-se em pedra, que ficou humida por toda a eternidade, devido às lágrimas, que correm sem parar...

MÍRTILO

Mas seu irmão Pélope, o ressuscitado, foi mais feliz...
Cortejou entretanto a fatídica princesa Hipodamia, que foi causa de muitas mortes, talvez não por ela, mas pelo artifício engendrado pelo Rei seu pai, - ENOMÃO ou ENOMAU, que obrigava os pretendentes a prestarem uma prova insuperável...
Como não queria que a filha se casasse, propunha aos pretendentes uma corrida com a sua de parelhas de cavalos.
Se ganhassem, teriam a mão da sua filha...
Se perdessem, pagariam com a morte...
A parelha de cavalos do rei, oferta de Ares, era, evidentemente superior a qualquer parelha de cavalos mortais!...
E assim muitos perderam a vida...
Quando chegou a vez de Pélope, este aceitou o desafio, porque a sua parelha de cavalos tinha sido um presente de Poseídon, e por isso confiava na sua superioridade, mas...
Conta outra Lenda, que ele terá vencido e conquistado a mão da princesa, porque Hipodamia, apaixonada por ele, ou decidida a acabar com aquele terrível massacre, teria subornado MÍRTILO, o cocheiro do seu pai, ...
MÍRTILO, (filho de Mercúrio e Mirto), para agradar à princesa, terá engendrado uma maneira de os raios das rodas do carro real se partirem durante a corrida... e assim a vitória coube, sem dificuldade, a Pélope...
Por motivos insondáveis, que só acontecem no reino da Lendas e dos Deuses, mais tarde, Pélope, em vez da eterna gratidão, veio a matar Mírtilo, que, ao expirar, amaldiçoou o assassino...
Não foi sobre Pélope, directamente, que caiu a maldição, mas ele teve dois filhos:
Atreu e Tiestes...
Foram estes e os seus descendentes que pagaram pelo crime do pai...
Atreu era o rei...
Tiestes apaixonou-se pela Rainha, a esposa do irmão e seduziu-a...
O Rei descobriu, claro, e concebeu uma vingança hedionda e inenarrável...
Matou os dois filhinhos do irmão e mandou serví-los ao pai partidos em bocadinhos...
e Tiestes comeu...
Ao descobrir a verdade Tiestes gritou até à loucura... cuspiu e vomitou até ao desespero... amaldiçoou aquela casa para que sobre ela caíssem todos os male inimagináveis... e, com a mesa do banquete, ficou esmagado contra o chão...
O crime atroz não foi divulgado nem vingado durante o reinado do soberano...
Atreu, o filho mais velho de Pélope, assassino de Mírtilis, era Rei e Tiestes não tinha poderes!!!
Foram os filhos e os filhos dos filhos que vieram a pagar...

MÉRTOLA & MÍRTILO

É, possivelmente, assim, que Mértola, a cidade das encruzilhadas que se ergue entre-ambas-as-águas e foi porto importante de ligação ao mar está ligada à MITOLOGIA Greco-Latina:

- a MÍRTILO, filho da Deusa do Mirto, morto por aquele a quem ajudou a ganhar a corrida e a mão da princesa...
- a VÉNUS dos Romanos - a AFRODITE dos Gregos... a Deusa que tem o MIRTO como árvore consagrada... e a quem os Fenícios , fundadores da Cidade no porto do Ode Ana, deram o nome de Myrtilis, em homenagem à sua Mãe a Deusa (do) MIRTO...
- e quem sabe às terríveis pragas que pesam sobre o hediondo crime de TÂNTALO... castigado pelo suplício de ter tudo ao alcance da mão sem o poder usar...
- ao castigo dos artifícios do pai da Princesa HIPODAMIA, ENOMAU, que causou a morte de tantos jovens pretendentes à mão da Bela Princesa...,
- e ao crime do seu marido Pélope, assassino de MÍRTILO!!!..
- e ao castigo de NIOBE? ... Não será MÉRTOLA o ROCHEDO - a PEDRA em que ELA se transformou e que ficou húmida por toda a eternidade, devido às lágrimas, que correm sem parar... simbolizado no "esporão rochoso" em que a VILA se ergue ENTRE-AMBAS-AS-ÁGUA, que correm sem parar o RIO - ODE ANA e a ribeira de OEIRAS?...

São LENDAS - divagações, podem dizer os Estudiosos sisudos que dedicam a vida na tentativa de saber os segredos do Universo...
São LENDAS - verdades possivelmente ocultas para reflectir e descobrir, podem dizer os Sábios que se dedicam a descobrir os segredos do Universo e as Leis da Natureza e do Cosmos...
São LENDAS que servem para alimentar a inspiração dos Poetas e que o Povo, na sua generosa ingenuidade, se gosta e lhe reconhece algum valor, vai repetindo e reinventando ao longo dos Tempos...
São LENDAS que talvez abram pistas para perceber uma espécie de "maldição" ou "fado" ou "fardo" que pesa sobre Mértola e o Alentejo em geral e está "escrito" nas LENDAS ou nas "estrelas", mas que seria preciso saber e perceber para não se ficar amarrado a um fatalismo sem esperança!...
Aí fica
para os circunspectos Estudiosos...
para os Sábios ignorados e desprezados pela Ciência cega...
para os Poetas visionários...
para a ingénua generosidade do Povo...
para os que têm a responsabilidade de SABER para poderem decidir e governar...