domingo, 16 de julho de 2017

Sugestivo...


...descobrir e/ou imaginar o todo que uma simples foto não pode revelar, mas que pode e/ou deve sugestionar. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

A busca do infinito

  Reconhecidamente uma foto, de origem, não muito bem conseguida do ponto de vista técnico _ que valha então pelo conceito!

terça-feira, 27 de junho de 2017

A Foto...


Normalmente não escrevo acerca do que leio, pelo menos aqui nas redes sociais e muito menos neste meu blogue de base essencialmente fotográfica, além de que a bem da verdade nos últimos tempos, desde há já quarto ou cinco anos a esta parte que ando a ler muito pouco.

Mas como de momento me foi suscitado ler este romance “A Foto de Lime”, que está directamente inspirado na expressão fotográfica e em como esta pode influenciar a nossa vida, pelo melhor e pelo pior, no caso a partir da perspectiva dos paparazzi. Em que como por si só diz na capa do livro: _ “…num romance repleto de suspense que, centrado em Espanha nos entranha no fenómeno do terrorismo e no mundo inquietante dos paparazzi.”

Pelo que tão pouco falando eu aqui acerca da trama, além de dizer que é uma tão intrincada e apaixonante história, quanto escrita e traduzida duma forma magistral ou por si só cinematograficamente simples e clara. Que com todas as suas implicações políticas, sociais, culturais e genericamente existenciais inerentes, está no entanto centrada na expressão fotográfica que é o fotojornalismo e mais especificamente os paparazzi. E em que sendo por si só este meu blogue de básica expressão fotográfica, incluído o facto de que gosto e/ou até acima de tudo necessito escrever, isso sim com ressalva das devidas distâncias da minha parte face à fotografia profissional e à obra literária aqui em causa, na circunstancia tão pouco quis deixar de partilhar a minha referência fotográfica e escrita própria a:
  “A Foto de Lime”.

domingo, 25 de junho de 2017

"MARISA"


Tenho uma particular predilecção por captar outro/as fotografo/as em plena acção, em especial se o cenário envolvente e a figura ou a postura do/a retratado/a inspiradoramente se prestam! 

sábado, 24 de junho de 2017

Caricia


Há fotos que pela temática, pelo momento, pelo contexto ou pela sequência em que as faço, inspiram-me um titulo antes de ou imediatamente após fazê-las; outras não me inspiram titulo nem antes, nem durante, nem depois; outras ainda acabam por me inspirar um titulo apenas no momento de as partilhar, como no caso da foto acima. 

Sendo que esta foto tem quase um ano de feita, inclusive já a havia partilhado no Flickr, no respectivo dia mundial da fotografia de 2016, precisamente sob designação de "Dia Mundial da Fotografia II", sem no entanto lhe atribuir um titulo especifico. Mas dado que há cerca de três meses que não partilho nada no Flickr, cujo um dos principais motivos é o de que tenho feito poucas fotos novas e como até Abril do corrente ano de 2017 tinha mais fotos partilhadas no Flickr que aqui no Blogue, passei então a aproveitar para actualizar o Blogue, o que para além dalguma pontual foto nova, inclui acima de tudo inéditas fotos de arquivo ou outras já antes partilhadas no Flickr, em especial se estas últimas propicias a edição monocromática, dado que aqui no Blogue partilho mais em monocromático do que a cores, salvo as devidas excepções, como esta que a meu ver deve mesmo ser partilhada a cores. Sentindo eu também agora necessidade de lhe atribuir um titulo:

O que de entre alguma que outra hipótese, acabei por me decidir pelo titulo: Caricia, essencialmente pela forma das pétalas de ambas as flores subtilmente se tocarem, meio frontal meio diagonalmente, como que num cúmplice ou mesmo terno dialogo entre si.  

Em qualquer caso: pelo colorido, pela luz e pela forma, que a mesma seja dalgum positivo modo inspiradora para quem a observa.    

terça-feira, 20 de junho de 2017

Espaço verde na cidade


A marcar o fim da Primavera e se a modesto acaso em contraposição ao recorrente drama incendiário que sempre assola o País por esta altura do ano e que no momento presente, para além da sempre vasta destruição do meio natural, inclui também múltipla perda de vidas humanas.

Deixo no caso esta foto feita num dos lugares mais urbanizados (Cacém) e por si só atravessado por uma das vias rodoviárias mais congestionadas do País (IC19), cujo este espaço verde com cristalina água a correr, nos coloca mais próximos duma bucólica paisagem rural do que duma cinzenta paisagem urbana. Em qualquer caso e salvo imponderável, não tendo à partida nada que ver com destruição incendiária. 

Pelo que em conclusão, incluindo todo o devido respeito, consideração e respectivo pesar pelas vitimas dos incêndios ainda vigentes, fiquemos no entanto com o verde natural, com a corrente transparência aquática, com o prometedor azul celeste e dada a localização também com referência humana, tão naturalmente distendida quanto possível! 

"Acontecimento"


Ney Matogrosso, todo um acontecimento pela musica, pela mensagem, pela irreverência provocadora, nesta foto em pleno e apoteótico agradecimento a todo um vasto e espectacular público, que neste último caso não se vê na foto, mas a quem a atitude do artista, se assim se pode dizer, presta reverência!

Aliás para mim um espectáculo vale tanto pela/o artista ou pelo grupo quanto pelo público e que se neste caso o artista foi fiel a si mesmo, como tal pouco surpreendente na sua própria surpreendente irreverência, já o publico surpreendeu-me pela positiva, porque nos últimos anos assisti a algum que outro pontual espectáculo musical na mesma região em que ocorreu este e pelo menos em dois desses espectáculos o publico, apesar de numeroso, foi profundamente deprimente, numa atitude passiva, diria mesmo apática. Pelo que surpreendentemente neste caso, sob a insistente e animada atitude do público, o Bis até foi duplo.  

Dai que o grande "acontecimento" tenha sido tanto pelo artista, quanto ou até mais pelo público! 

No dia 17/06/2017

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Frescura bio


A meio da manhã ao ver estes legumes acabados de colher sobre a bancada da cozinha, dentro dos limites de enquadramento, não resisti a fotografá-los tal como os vi, sem pré produção e apenas com posterior ajuste de luz, um pequeno recorte na parte superior da imagem sobre iluminada e redução de tamanho de ficheiro aqui para o blogue.

O que além de frescura biológica, resulta também em frescura fotográfica, tendo por base a mais comum realidade quotidiana.  

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Olh'o passarinho


Chegado à selfie, de que não sou particular adepto. Aliás o exemplo acima é para ai um quarto de selfie! O que na circunstancia é sinónimo de que cheguei ao ponto em que necessito fazer novas fotos, porque o meu arquivo, independentemente da sua extensão, já não me satisfaz pró exposição pública. Ao menos segundo aquilo que e como mais me interessa expor publicamente do ponto de vista fotográfico, de entre uma série de faculdades e de condicionantes próprias, quer fotográficas, quer extra fotográficas que se entre cruzam, nem sempre de forma fotograficamente profícua. O que de momento até leva a que por diversos motivos a minha predisposição para a fotografia nem ande nos seus melhores dias, aquém e além desta repescagem do arquivo nas ultimas semanas, com apenas uma ou outra excepcional foto do momento, como por exemplo a foto titulada: "Solitário". Bom! E claro que está também o caso da família de cegonhas que foi algo tão excepcional para mim que  até me esqueci do considerar do exclusivo ponto de vista fotográfico, para com o que então está acima de tudo a foto titulada: "Maternal". 

Seja que a minha participação fotográfica própria aqui no blogue, como de resto desde sempre, está em vias de se tornar mais intermitente do que nas últimas semanas. O que neste último caso, por minha disponibilidade temporal, até foi, está ainda a ser, uma das fases mais continuamente profícuas no que a minhas partilhas fotográficas próprias respeita, desde que aderi aqui ao blogger desta mesma perspectiva fotográfica. Pelo que razão de queixa nenhuma, salvo que posso é entretanto ter começado a habituar-me "mal" a mim mesmo, na medida em que esta minha expressão fotográfica até acabou conquistando (mais) uma série de pessoas, que passaram a seguir-me de forma explicita e/ou interactivamente participativa, tanto mais se pessoas a quem eu mesmo admiro e respectivamente sigo aqui no blogger, mas a que por seu turno tão pouco vou conseguir corresponder fotograficamente na mesma medida em que o vinha a fazer nas últimas semanas.  

Dai que ao menos de momento deixo uma, rara, semi-selfie :), com muita consideração por toda/os que aqui me seguem, em especial se de forma explicita e/ou interactivamente participativa, sem natural prejuízo de na medida do possível eu mesmo ir participando nas vossas próprias publicações aqui no blogger, designadamente via comentário, sequência em que espero ser mais conveniente do que inconveniente. 

Bem e entretanto tudo isto serviu-me para exercitar/expandir a minha expressão escrita que inclusive mais que um prazer é mesmo uma incontornável necessidade. Ainda que não sendo eu tão sucinto quanto eventualmente deveria, na expressão escrita, no entanto com o presente como prenuncio duma minha ausência fotográfica daqui, no mínimo durante dias, na circunstancia deixa suficiente tempo a que cada qual, se assim lhe for naturalmente dado fazê-lo, possa ler o presente, no momento que encontre mais adequado, senão por interesse próprio, ao menos pela curiosidade do mesmo ser o que da minha parte e durante um tempo aqui vai ficar em primeiro plano. 

Pelo que em resumo final restando-me esperar que não se aborreçam muito, ao ler até aqui, deixo-vos então com um até já! ;-)  

                                                                VB

                                                                      receberedar.blogspot.pt (PORTUGAL)

terça-feira, 6 de junho de 2017

Pedra da sorte…

Numa fase em que estou mais propício à escrita do que à fotografia, sem no entanto descorar de todo esta última, aproveito para reforçar a minha associação entre fotografia e escrita, com base em fotos feitas há algum tempo, mas que me suscitam textos no presente momento:


Estando eu sentado numa esplanada de café enquanto já os vira passar duas ou três vezes num e noutro sentido da rua, para cima e para abaixo, pelo meio dos diversos viandantes, de entre as tendas do temático mercado de rua e dos demais figurantes-animadores daquele evento cultural de cariz histórico-medieval. Inclusive eu já os havia fotografado de perfil a partir da esplanada onde me encontrava sentado a tomar uma bebida fresca. Sem que por um lado os mesmos me vissem a mim e sem que por outro lado em momento algum eu os tenha visto a eles parar a conversar com quem quer que fosse e vice-versa. Até que mais tarde, depois de me levantar da esplanada onde me encontrara sentado até então e de respectivamente ter recomeçado a caminhar também eu pelo meio das tendas do temático mercado de rua, dos restantes viandantes e dos diversos figurantes temáticos que aqui e ali surgiam compassadamente uns atrás dos outros, eis que ressurge o casal figurante que vira passar anteriormente mais do que uma vez em frente à esplanada, e mas agora já comigo a caminhar em sentido inverso ao deles acabei por os fotografar frontalmente, com um enquadramento a apanhar o genérico contexto envolvente, isto enquanto com eles ainda a uma boa dezena de metros de mim. Para quando surpresa minha, no momento em que nos cruzamos, como algo que não os vira em absoluto fazer até então, o casal figurante parou e se me dirigiu directamente, cumprimentando-me em castelhano e perguntando se eu era português ou espanhol. Correspondi-lhes cumprimentando-os também a eles e dizendo-lhes que era português.  

A partir de que sob passiva atenção do elemento feminino, o respectivo elemento masculino retirando uma pequena bolsa fechada com cordão de correr, que trazia pendurada na cintura, abrindo esta última retirou algumas pedras, minerais, coloridas e polidas do seu interior e de entre estas, não sei se objectiva ou subjectivamente, escolheu uma enquanto me dizia que: _ eram pedras recolhidas por eles mesmos e esticando o braço na minha direcção com uma das pedras entre os dedos acrescentou tratar-se duma Pedra da Sorte _ que dá sorte. Surpreendido e sem entender muito bem o objectivo de toda aquela atitude, imaginei que o senhor me estava a fazer venda da Pedra, dai que agradecendo-lhe a atenção e a respectiva explicação com um sorriso, enquanto aceitava a Pedra para ao menos a ver a minha mão, também fui perguntando: _ e quanto é que custa a Pedra? _ ao que me foi correspondido: _ não custa nada, é oferta! Com ainda reforço do mesmo para comigo disse que: _ A sua simpatia e respectivo sorriso eram tudo o necessário em troca da Pedra. Fiquei ainda mais surpreendido e imagino que deixando transparecer expressivamente a minha surpresa, foi também ainda algo desconcertadamente que enquanto o senhor ia fechando de novo a bolsa com as restantes pedras no interior, eu reforcei a minha gratidão com: _ mais uma vez obrigado! Sendo correspondido pela outra parte com um: _ és un placer! Sequência de que desejando-me sorte, que eu retribui, aquele casal seguiu o seu caminho e eu o meu, no meu caso e nos primeiros momentos algo desconcertado por tudo aquilo.

Moral da história é que posso imaginar uma série de motivos para aquela atitude daquele casal de figurantes para comigo, quando nem antes, nem nos momentos imediatamente após os vi conversar ou dirigir-se a quem quer que fosse e vice-versa, como o fizeram com relação a mim, inclusive face a outras pessoas que também (os) fotografavam. Ainda que pela multiplicidade de pedras que portavam eu imagine que a espaços os mesmos se dirigissem a outros transeuntes, nos mesmos equitativos termos em que o fizeram com relação a mim, alegadamente sob o critério de simpatia por parte do possível receptor abordado. Mas de entre o que o mais surpreendente é que para tão só estar naquele espaço de mercado de rua era necessário pagar entrada à organização do evento e de repente ter-me visto surpreendido pela selectiva oferta por parte duns figurantes desses mesmo evento, foi algo multiplamente surpreendente.

Já quanto à “Pedra da Sorte” propriamente dita, eu que não sou particularmente supersticioso, no entanto por via das dúvidas e como uma espécie de recordação dum momento surpreendentemente intrigante, com ressalva de que numa primeira instância a deixei semi-esquecida no bolso interior pequeno das calças de ganga que vestia na altura e que não meti imediatamente a lavar, a partir do que de resto ainda a preservei durante um tempo sobre uma estante de livros, mas após umas obras em casa, sei que a guardei, mas nem recordo onde. Só podendo esperar e desejar que a minha sorte, na pior das hipóteses não seja menos afortunada do que era antes de receber a Pedra da Sorte e/ou depois de em objectivo perder paradeiro desta última. De qualquer modo resta-me a recordação de tudo o inerente, para o poder estar a partilhar agora aqui, com ilustração fotográfica quer do casal de figurantes no topo desta postagem, quer da respectiva Pedra da Sorte a fechar esta mesma postagem! VB

                                                                                 

Sobreposição: desenho, fotografia e escrita…

  Criei originalmente este blogue "Receber e Dar" com exclusivo propósito fotográfico. Mas há fotos e/ou seus respectivos conteúdos acerca da/os que não posso deixar de dar alguma explicação ou fazer alguma complementação, designadamente escrita _ o que começando a ser recorrente não sei até que ponto é ou não preocupante!? Como é o seguinte triplo caso fotográfico, que já agora está inspirado na postagem: “Desenhar”, que eu mesmo comentei, no excelente blogue: “o sítio das pequenas coisas”, propriedade da para mim, também, já muito estimada: Laura Ferreira.   


…antes da prática da fotografia e da escrita na minha vida, mais ainda antes da massificação das tecnologias digitais e das respectivas redes sociais virtuais, eu já desenhava. Ah! E claro que se pode desenhar digitalmente, mas para mim a magia do desenho está no lápis, na barra de carvão, no papel ou em qualquer outro suporte físico.

            A partir de que pela actual via fotográfica e digital deixo aqui três exemplos, duma minha fase mais autodidacticamente profícua ao nível do desenho em suporte de papel, que também coincidiu com os últimos desenhos que em absoluto fiz, na já longínqua década de noventa do passado séc. XX. 

        Sendo que o primeiro, da bela modelo feminina acima, envolve uma história tão interessante quanto após mais de meia dúzia de anos sem desenhar em absoluto, incluindo que até então só havia desenhado rudimentarmente ao nível escolar, com alguma que outra intermédia e espontânea derivação doméstica, mas sempre enquanto jovem estudante. Isto até que quando por um lado em sequência duma tão marcante quanto impossível paixão sentimental derivada do tempo escolar, com dita impossibilidade que começava e terminava logo em mim por mim mesmo face ao objecto da paixão, aquém e além de entre mim e este último; enquanto por outro lado em sequência duma profunda frustração derivada de anos de crescente dedicação à actividade desportiva/futebolística, que tive de deixar em sequência de dupla lesão física. O que em qualquer caso e tanto mais se no seu conjunto, envolve uma história da minha parte cuja descrição não cabe no presente contexto, mas que se pode resumir a um meu redundante e não menos marcante fracasso interpessoal, social e curricular escolar modo geral, com tudo o que ao mesmo me levou e que do mesmo derivou para com e sobre mim. Mas dai que por um respectivo lado inspirado pela minha impossível paixão sentimental derivada dos tempos de escola, a cujo estereótipo a modelo do desenho acima essencialmente correspondia e por outro lado impulsionado pela energia (física, mental, técnica, táctica, etc.,) que durante anos dedicara à prática futebolística e mas que se viu definitivamente interrompida, em pleno crescendo da mesma; eis que circunstancial/providencial e espontaneamente, a partir dessas duas forças, que não sei até que ponto são divergentes ou convergentes de entre si mesmas, mas que foram complementares com relação a concretizar o desenho aqui em causa. Como desenho que eu auto defino de tão impulsivamente espontâneo quanto (pró) objectivamente técnico, num misto de fluidez sentimental e de rigidez realista/perfeccionista. Tudo a partir do (quase) nada que eu sempre fora ao nível do desenho, apenas com ressalva para quando ainda durante a instrução escolar primária, sob tutela duma daquelas professoras austeras que puxam orelhas, davam bofetadas, palmatoadas e taxam os alunos de “burros” ao mais mínimo erro curricular e pior se a qualquer mínima falta disciplinar, no entanto a mais austera dessas professoras numa determinada ocasião, após um didáctico exercício de desenho e correspondente avaliação docente, acabou ineditamente solicitando-me se poderia ficar com um desenho que eu havia feito, que segundo ela (professora) revelava muita imaginação da minha parte. Foi uma honra a que não pude em absoluto resistir. Ainda assim elogiosa honra mais alusiva à minha alegada imaginação do que à minha técnica/capacidade de desenho, ainda que por via deste último. Seja que, dalgum modo, começara e terminara ai qualquer minha glória ao nível do desenho em particular e inclusive ao nível escolar modo geral, onde salvo um esforçado e sofrível medianismo, de resto e modo geral jamais passei da mediocridade. Dai que ao ser este desenho da modelo agora aqui exposto, praticamente o primeiro que fiz nas sequencialmente globais circunstancias em causa, meia dúzia de anos após ter deixado o contexto escolar em absoluto, só posso mesmo auto-considerar um desenho derivado duma história própria particularmente interessante, quer pela vertente de paixão sentimental impossível, quer de ambição futebolístico-desportiva não menos impossível, por assim dizer com um redundante fracasso interpessoal, social e curricular como máximo denominador comum, tudo com reflexo na minha existência dum modo geral. Mas ao que em qualquer dos casos sobrevivi, ao menos a ponto de estar agora aqui a auto expressar-me ao respeito, inclusive numa expressiva sobreposição própria, por via do desenho, da fotografia e da escrita, acima de tudo como constatação duma realidade própria, aquém e além de falsas modéstias e/ou de vãs presunções.
              


 Já agora uma palavra para os dois subsequentes desenhos imediatamente acima, a do cesto de pão, do jarro e o copo de vinho efectuado em pastel seco e o do pequeno veleiro efectuado em aguarela, como minhas subsequentes derivações auto-didacticamente práticas e ensaísticas com relação ao desenho e à complementar pintura, enquanto derivações já posteriores ao anterior desenho da bela modelo feminina, tudo ainda numa prática de desenho algo intermitente e esporádica no tempo; o que de resto e em qualquer caso, por diversos motivos e razões, até ao momento se ficou por estas derivações auto-didacticamente práticas e ensaísticas que não desenvolvi, precisamente para além dos dois últimos exemplos em causa, como os até ao momento, derradeiros desta minha circunstancial/providencial incursão pelo desenho e pintura, pós escolar. Mas que entretanto foi uma experiência fundamental com relação a uma fase particularmente delicada da minha existência, em que eu cheguei a ter estes desenhos como o melhor de mim, não só e ao nível do desenho mas ao nível pessoal, humano e existencial modo geral, também dai eu a referir como uma experiência circunstancial/providencial, que valeu e continuará a valer indefinidamente como tal!  
          
Finalmente e sem falsas modéstias, não tenho os meus desenhos propriamente como Arte, bem longe disso, mas que ao menos nos casos aqui expostos, com tudo o que me trouxe aos mesmos e que dos mesmos derivou para com e sobre mim, que na sequência e respectiva medida do possível foram feitos com alma lá isso foram. Cujo primeiro, da bela jovem modelo, auto preservei-o durante anos como motivo de me fazer pensar ou sentir que ao menos potencialmente eu seria ou valeria um pouco mais do que um redundante fracassado interpessoal, social e curricular escolar, subsequentemente desportivo e existencial modo geral; já o segundo foi adoptado pela minha mãe e o terceiro por uma irmã; o que em qualquer dos casos não vale como exterior, qualificado e/ou imparcial interesse artístico.   

                                                                      Victor Barão

                                                                       receberedar.blogspot.pt (PORTUGAL)   

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Dar música

Repartilhando uma foto cuja primeira titulação que lhe dei aqui no blogue não terminou de me agradar; pelo que agora reeditada, renomeada e secundada pelo sugestivo tema musical: "Dar e Receber" de Martinho da Vila, na circunstância magistralmente acompanhado de Katia Guerreiro, fica então a foto e o respectivo tema musical, que neste último caso é dalguma, diversa, forma condicente quer com o titulo da foto quer com o titulo deste meu blogue "Receber e Dar":

                     
   

quarta-feira, 31 de maio de 2017

A vida com outros olhos II / Life with other eyes II


             Aproveitando o titulo e o conteúdo da foto acima:

            Aqui tenho de confessar que como puro amador fotográfico dependendo doutras actividades laborais/profissionais que sustentem a minha curiosidade/paixão fotográfica. Sendo que as coisas de que eu gosto, como a fotografia, ou as faço de corpo e alma ou não as faço em absoluto, porque mesmo não me tendo como um radical em coisa alguma, no entanto a este nível, por assim dizer, de paixão, sou de tudo ou de nada. Logo como não profissional fotográfico, que não sei até que ponto é melhor ou pior assim, no entanto leva recorrentemente a que possa estar ou até mesmo a não poder deixar de estar semanas e a espaços até meses sem fotografar em absoluto, por carência de tempo e/ou até de disponibilidade pessoal geral para tal, mas quando a ocasião se proporciona, nem que seja por um escasso dia, em semanas ou em meses, então fotografo quantitativa e na medida do possível qualitativamente como se não houvesse amanhã, como seja com total entrega.  

            Mas! De entre o que entra a particular curiosidade de nos cerca de últimos dois anos eu ter significativa disponibilidade temporal derivada dum misto de prolongada baixa médica associada a condição de desemprego _ até porque o ortopédico motivo de baixa médica interfere directamente com as actividades laborais/profissionais essencialmente físicas que eu pratico, pelo menos de há cerca de década e meia a esta parte. Ah! E já agora devo referir que isto sem qualquer intermédia subsidiação estatal de que inclusive auto abdiquei logo à partida, acima de tudo por um meu princípio próprio de fundo, cuja objectiva descrição não cabe agora aqui. Mas dai derivando uma significativa austeridade financeira, com acrescida e mais substancial intranquilidade interior, acima de tudo com relação ao futuro, mesmo que por circunstancias da própria vida, desde há muito, dalgum modo desde globalmente sempre eu me tenha habituado a viver na instabilidade, designadamente laboral/profissional, mas também existencial geral, como seja com permanente adaptação às circunstancias do dia-a-dia, que no meu caso são significativamente voláteis e estão muito aquém e além de carreiras e/ou de projectos de longo prazo. Como seja que em permanência tudo pode mudar literalmente dum momento para o outro e muitas vezes ou em muitos casos o pior mesmo é quando não muda!

            E não, com isto não me estou a lamentar de coisa absolutamente alguma, porque se há coisa que até pró vital, sanitária ou subsistentemente eu jamais deixo de fazer é procurar retirar o mais positivo proveito de tudo isso, das circunstâncias da vida tal como ela se me apresenta, até talvez ou seguramente por isso estou a escrever o presente. Pelo que o que aqui e agora contextualmente pretendo é encaixar a minha curiosidade/paixão fotográfica em toda esta sequência, para no caso dizer que a minha relativamente amiúde presença fotográfica aqui no blogger nas últimas semanas, deriva da disponibilidade temporal de que usufruo de momento, mas salvo uma excepção ou outra, de resto esta minha presença não deriva necessariamente só e nem na sua maioria de fotos recém feitas, o que como tal tem a vantagem de eu estar a revisitar e a aproveitar fotos semi-esquecidas, em que se acaso eu estivesse frequentemente a fotografar de novo só por certo não regressaria a pelo menos algumas delas. Sendo que se não fotografo muito de novo, em parte é pela mais prosaica austeridade económico-financeira, mas acima de tudo pelo paradoxal dilema de que se por um lado disponho de tempo, no entanto não disponho de toda a devida e mais substancial tranquilidade/disponibilidade interior. 

            Global sequência esta perante a que regra geral sou mais dado a escrever do que por exemplo a fotografar, até porque o acto de fotografar é para mim essencialmente um misto de curiosidade técnica e de paixão recreativa, que sendo em qualquer dos casos algo positivo e construtivo, no entanto enquanto amador não me é algo indispensável a designadamente tão só sobreviver; enquanto escrever, inclusive contra todas as expectativas de partida(…), nasceu de impulsivo/compulsivo acto espontâneo, como um circunstancial/providencial meio de tão só necessitar subsistir mais um (in)constante e (im)permanente presente momento nas e às circunstancias do meu dia-a-dia próprio e mas também do dia-a-dia colectivo, em especial quando as interacções e/ou as inter-influências inerentes não sejam sempre e nem por vezes de todo as melhores; isto enquanto necessitando eu do melhor de mim para mim mesmo e para com o exterior e vice-versa do exterior por si só e para comigo, de entre o que por assim muito sucintamente dizer a escrita funciona para mim como uma espécie de não menos pró positiva e construtiva catarse e/ou reciclagem interna, inclusive por via da de todo não menos catártica e/ou reciclica (se é que este último termo existe como tal!?) leitura; e entretanto, já mais de duas décadas após ter começado originalmente a escrever acto espontâneo para tão só necessitar sobreviver e de durante mais duma década consecutiva tendo tido de o fazer literalmente todos os dias, nem que para isso tivesse de perder literais noites inteiras de sono, como recorrentemente continua a suceder, se e quando não raro de entre dias de actividades laborais/profissionais de subsistência relativamente exigentes, que nada têm que ver com escrita, tendo-me isso inclusive custado alguns múltiplos dissabores, que no entanto e até à data jamais suplantaram os benefícios. Pelo que mesmo incluindo ainda todas as minhas carências técnicas, concepcionais e/ou substancias inerentes, o facto é que posso afirmar com toda a propriedade que, apesar de e/ou até por tudo, tenho na escrita a minha maior, melhor quando não mesmo única forma de expressão e até de existência própria. Na circunstância tanto melhor se complementada por esta minha curiosidade/paixão fotográfica, que no não menos curioso caso me está por si só a fazer escrever ao respeito, sem ainda natural prejuízo de toda a minha restante vida laboral/profissional, familiar, social, etc., com todas as suas incontornavelmente melhores e piores circunstâncias inerentes, como de resto transversalmente inerente a todos e a cada um de nós, nesta nossa condição existencial, terrena e em suma universal _ de que a própria louva-a-Deus e a folha de limoeiro em que a mesma está pousada na foto são derivantes exemplos. No caso justificando e sustentando no seu todo esta minha existência fotográfica, escrita e em resumo pessoal e humana modo geral, que no seu global conjunto aqui me trouxe e como tal aqui me tem.

            E dito o dito, como sempre, vou procurando sustentar a minha presença fotográfica aqui, já seja mais amiúde ou mais intermitentemente e com fotos mais recentes ou mais remotas a partir do meu arquivo fotográfico. Em qualquer caso como uma minha necessidade ou prazer própria/o, que por inerência justifique um respectivo mínimo interesse e/ou prazer alheio _ desde logo de quem mais directa e explicita ou indirecta e anonimamente aqui me segue. 

            Mas que enquanto precisamente neste meu presente espaço virtual que se pretende essencialmente fotográfico, não posso em resumo deixar de pedir perdão e de correspondentemente expressar gratidão, em qualquer dos casos pela vossa necessária paciência face a esta minha, longa, explanação escrita _ ao menos para quem conseguiu ler o mesmo até aqui. Mas a partir de que em conclusão e acima de tudo necessito expressar consideração e estima por quem de bem aqui me segue, incluindo a minha profunda admiração por algum/as de vós, que até como tal e na medida do possível eu mesmo sigo aqui no blogger e/ou no G+. VB

Declínio solar & Ascensão Lunar / Solar Decline & Moon Rise


domingo, 21 de maio de 2017

...Lei da selva / ...Law of the jungle


Tal como indiciei anteriormente que continuaria com este assunto, ainda que noutros meios e/ou para outros fins que não aqui para o blogue, mas também sem prejuízo deste. O facto é que não pensava nem sequer pretendia voltar a este assunto aqui no blogue tão cedo. Mas ao constatar o ninho vazio há já dois dias não resisti a vir aqui propor um exercício muito simples que é:

_ Imagine-se que este ninho de cegonha está vazio, porque a família de cegonhas que o ocupava cumpriu positiva e satisfatoriamente a sua natural função procriativa.


Só que em concreto há pelo menos três anos que nenhuma família de cegonhas consegue procriar com sucesso neste mesmo ninho.
                                                                                                                       VB

                                                                                              receberedar.blogspot.pt (PORTUGAL)

Espontâneo acto dançante / Spontaneous dancing act

 

sábado, 20 de maio de 2017

Luar poético / Poetic moon


Progenitor/a coragem - Lei da selva / Progenitor courage - Law of the jungle

Dia 19/05/2017


Para quem acompanhou todo este meu prévio relato alusivo à família de cegonhas, enquanto história por mim titulada de “Progenitor/a coragem”, lembrar-se-á que ao início da mesma eu referi que tendo a prender-me _ vulgo a defender _ causas tendencialmente perdidas. E hoje dia 19 foi o culminar de mais uma causa perdida, pois que o/a “Progenitor/a coragem(!?)”, desapareceu pelo menos entre as sete e vinte (07:20h) da manhã e as dezanove e quinze (19:15h) da tarde, altura em que reapareceu então uma cegonha adulta a rondar o ninho, que tudo indica fosse o/a até então “Progenitor/a coragem”, isto quando desde logo e de entre meio dito/a progenitor/a não apareceu em absoluto entre as 07:20h da manhã e as 15:00h da tarde, levando-me circunstancialmente na sequência a denunciar os factos aos técnicos do Parque Natural (PN) local. O que respectivamente suscitou um relativamente complicado, tecnicamente pesado e moroso processo de resgate da cria sozinha no ninho, que de entre muitas condicionantes dito resgate só se viu concretizado precisamente por volta das, já atrás citadas, 19:15h da tarde, isto sem que durante cerca de doze horas consecutivas o/a progenitor/a desse o mais mínimo sinal de vida, pressupondo o seu definitivo desaparecimento, à prévia imagem e semelhança do sucedido com o/a seu/sua companheiro/a. Mas voltando ao resgate, o mesmo acabou por envolver meios técnicos, materiais e humanos à partida impensáveis para mim, incluindo um veículo pesado com grua da EDP, que teve de fazer cerca de setenta quilómetros para cada lado (vinda e ida), pró efectivação do resgate da jovem ave. O que por seu turno me levou a sentir-me responsável/culpado pelo envolvimento desses mesmos meios, inclusive já em horários extra laborais dos seus respectivos técnicos _ quer do PN, quer da EDP. Ainda que isto também por via do PN local não ter meios próprios para fazer este tipo de resgate, tal como nenhuma entidade oficial local (concelhia) parece ter esses mesmos meios em absoluto. Aliás quando através do PN me foi comunicado via telefone que por um lado os serviços Municipais locais, de momento não têm essa disponibilidade de meios e que os Bombeiros locais, primeiro disseram que "esse tipo de serviço se paga" e depois rectificaram dizendo que "nem pago nem ser pago, porque simplesmente não tinham escada que chegasse ao ninho", havendo no entanto ainda a possibilidade de resposta positiva da PT ou da EDP; na imediata sequência enviei uma mensagem SMS à técnica Ana do PN que se encarregou de tratar do assunto, a dizer-lhe basicamente que: "...apesar de eu estar desempregado me predispunha a pagar até 50 €uros para resgatar a cria de cegonha", isto na esperança de que os técnicos do PN conhecessem alguém local, mesmo que particular, que tivesse meios _ vulgo uma escada adequada _ e uma ou duas horas disponíveis para resgatar a ave; mas em conclusão o PN teve de se socorrer de meios técnicos e materiais significativamente pesados, a partir de origem distante e ainda de pessoal em horário de serviço extra regular, no caso concreto da EDP, sendo que por tudo isto e pela demora envolvida na procura e comprometimento dos meios necessários ao resgate, foram as próprias e inexcedíveis técnicas do PN que também tiveram de fazer horas extras, não pagas, para se poder resgatar a jovem e entretanto já muito debilitada ave. 




Tudo para eventual ou mesmo muito provavelmente a cria não sobreviver, porque quando resgatada já se encontrava bastante desidratada, ainda que cerca duma hora antes do resgate se mostrasse algo activa, talvez ou seguramente como uma espécie de derradeiros reflexos de vitalidade, após pelo menos doze horas sem comer e sem beber, sob sol escaldante e vento secante. E eu que até suscitei o processo de resgate em causa, precisamente impulsionado pela necessidade de salvar a cria ou pelo menos de aliviar a sua degradante agonia, no entanto na última hora deixei-me embrenhar num meu significativo sentido de culpa/responsabilidade pelo envolvimento dos "pesados" meios técnicos, materiais e humanos em causa, que ao nível humano incluíram duas técnicas do PN e mais dois respectivos técnicos da EDP, com as correspondentes viaturas, pelo que concluído o resgate e ao menos que eu me apercebe-se não tendo as técnicas do PN dado de imediato de beber à cria, também eu mesmo me esqueci de conferir e/ou de as lembrar em objectivo de tal facto, tendo antes passado a tentar justificar a minha posição perante as pessoas e respectivas entidades envolvidos, inclusive com isso atrasando alguns minutos mais a trasladação da cria de cegonha para o seu destino, que segundo as técnicas do PN seria para um outro ninho de cegonha a fim de ser sustentada por outros progenitores _ de substituição. 



Enfim, no final de tudo isto e numa reflexão que me levaria e/ou eventualmente me levará significativamente longe, creio que perdi a minha causa inerente em (quase) todos os sentidos, salvo pelo facto de ter feito em global medida o que me ditou a minha própria consciência, nas circunstâncias em causa, coincidindo isso com o resgate da derradeira cria de cegonha com vida, ainda que já muito debilitada/desidratada, logo com escassas possibilidades de sobrevivência e como tal com eventual vão esforço de todos os meios envolvidos. Isto enquanto do mero ponto de vista humano comigo no epicentro de tudo, desde logo enquanto eu como único responsável por suscitar todo o processo de resgate inerente, por respectiva inerência da minha consciência face ao objecto de resgate (uma cria de cegonha) e de toda a sua envolvência natural e humana _ que tudo o mais que por aqui partilhei reflecte dalguma mínima forma. Tudo isto mesmo que por meu mais que humilde até mesmo obediente princípio original próprio, associado ou dissociado a uma múltipla série doutras causas, efeitos e consequências próprias e envolventes, precisamente em sequência do que sempre ditou a minha própria consciência, também (quase) literalmente sempre me senti e/ou me foi envolventemente feito sentir, por assim dizer, muito mais como pesarosamente culpado do que como positivamente virtuoso, mesmo que a partir da melhor das intenções e/ou dos instintos; o que até e/ou acima de tudo por isso, me levou na melhor das hipóteses a olhar-me a mim mesmo como uma espécie de "bicho raro", no limite não devida ou plenamente encaixável, por si só no meio sociocultural envolvente e/ou na pior das hipóteses como alguém que estaria positiva ou plenamente errado com relação à Vida; o que ainda e à respectiva cautela a partir de determinado momento e/ou fase da minha vida, me levou também e muito consequentemente a tender auto anular-me prática, (inter)activa e funcionalmente a mim mesmo, com correspondência a já várias décadas, para por si só evitar perturbar e/ou no limite eventualmente prejudicar o que ou quem mais quer que seja, com respectivo perturbador ou prejudicial reflexo de retorno sobre mim; global sequência de que se respectivamente também hoje dia 19/05/2017 ao fim do dia e depois de tudo não me sinto mais uma vez uma pura e simples trampa por mim mesmo e/ou face ao exterior, é porque entretanto aprendi auto gestionadamente a respeitar um pouco mais a minha própria consciência e as suas respectivas consequências, desde logo e em especial se por eu auto assumir as minhas responsabilidades inerentes e por na sequência procurar (auto) sobreviver o mais pró positiva e construtivamente possível, nas e às mesmas. Isto aquém e além de que não raro constato que em meu redor também há muita coisa a funcionar mal ou pelo menos a não funcionar tão bem quando podia e devia, como por si só o próprio Estado _ que como constatável pelo resgate de cria de cegonha aqui em causa, por via do PN local como parte integrante do Instituto de Conservação da Natureza, que enquanto organismos oficiais do próprio Estado, responsáveis pela vigilância e protecção da natureza, no entanto não possuem os meios próprios para por exemplo socorrer uma ave em perigo de vida, em especial se essa ave pertencer a uma espécie em vias de extinção absoluta, tendo enquanto tal estes organismos oficias de se socorrer de meios externos, que nem sempre e nem por vezes de todo estão disponíveis _ isto com relação a um caso como o presente de resgate duma cria de cegonha que não sendo uma natural prioridade absoluta, porque segundo o próprio PN as cegonhas tão pouco estão de momento em vias de extinção, mas que no final das contas o resgate da cria de cegonha funcionou como uma prioridade absoluta, além de que o que não falta são espécies em vias de extinção! Enquanto tudo derivado ainda da necessidade humana de vigiar e proteger o meio ambiente natural (fauna, flora e clima) face à própria e directa ou indirecta nefasta acção humana sobre este último, o que por si só levaria a uma reflexão de fundo significativamente complexa e não raro profundamente contraditória. Mas de entre o que felizmente já há a auto consciência humana de vigiar e proteger o meio ambiente natural, independentemente dos princípios, dos meios e dos fins humanos práticos e concretos subjacentes a tal empreendimento, tanto mais ou menos se dita vigilância e defesa essencialmente face ao mesmo e próprio ser humano. Mas de entre o que no mínimo, mais uma coisa auto aprendi de e com tudo isto, que foi e é o facto de que apesar de e/ou até por tudo, mesmo que com falhas, o melhor mesmo é seguir a minha própria consciência, nem que como no caso concreto o resultado final, eventual ou mesmo muito provavelmente não seja o mais satisfatório, que em suma e até por todos os meios envolvidos coincidiria com salvar ou pelo menos abreviar o sofrimento daquela cria de cegonha, nas globais circunstancias em causa. Pelo que sem absoluto prejuízo de eu continuar a reflectir e quase seguramente a escrever a todo este respeito, até porque vou fazer uma solicitação, com respectiva exposição escrita a quem de devido direito oficial, acerca de todo este fenómeno da cegonhas não terminarem de conseguir procriar naquele ninho em concreto há já mais de dois anos consecutivos, com as correspondentes reflexas consequências sobre mim, ainda que de momento eu não revele que solicitação farei, no entanto e por força das circunstancias inerentes encerro agora o respectivo relato ao respeito aqui no blogue, enquanto relato alusivo a (mais) esta família de cegonhas sem sucesso reprodutivo num mesmo local durante já anos consecutivos, de entre o que em toda a global sequência termino então este relato já não só e/ou nem tanto com a titulação de “Progenitor/a coragem”, mas sim e/ou também com o titulo de “Lei da selva”, incluindo ou excluindo a minha própria humanidade, pelo melhor e pelo pior, no topo da cadeia!... 

                                      
                                                                                                                           VB
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Progenitor/a coragem IV / Progenitor courage IV

Tal como terminara o dia de ontem 17, também o dia de hoje 18 não pressagiava nada de bom logo a começar. Designadamente, ao invés do quem tem sido comum nos últimos dias, hoje o/a progenitor/a não saiu do ninho a alimentar-se ou a buscar comida para a cria uma só vez durante (quase) toda a manhã, desde menos das sete (07) até às onze (11) horas. Com a cria deixando-se ver, como um mero e praticamente inactivo pontinho branco, sobre a borda do ninho.


Apesar de eu ter tempo disponível de manhã, no entanto dadas as pouco animadoras circunstancias que já vinham do dia anterior, não me apeteceu sequer aproximar-me do ninho. No caso preferi esperar para ver como evoluiria a situação e mais tarde logo iria confirmar os factos. Até que então já algo surpreendentemente, justo às onze horas o/a progenitor/a levantou voo e após fazer alguns círculos voou em direcção Sul. A cria aparentemente mantinha-se imóvel ou praticamente inactiva no ninho, como um mero pontinho branco ao longe, só a espaços se lhe começou a vislumbrar algum movimento. Aqui tenho de confessar que comecei a ficar cada vez mais pessimista, a ponto de imaginar que a cria estaria em fatal agonia e o/a progenitor/a haveria abandonado o ninho, se acaso em definitivo, ainda que ao ver a cria mexer, por pouco e espaçado que fosse, também me fizesse acreditar que eventualmente o/a progenitor/a voltaria. Mas entretanto preferi continuar a manter-me na expectativa, sem me aproximar, até porque fosse como fosse eu nada poderia fazer.


Passava algo das treze (13) horas quando o/progenitor regressou, eu não estava disponível para o constatar no momento, mas foi-me comunicado por familiar interessado, com a nota de que parecia haver actividade quer do/a progenitor/a quer da cria, alegadamente em processo de alimentação desta última. Até pelos factos imediatamente antecedentes, com já alguma respectiva surpresa, aqui senti-me positivamente aliviado e dentro do possível animado pelo facto. E por volta das 14:30 horas o/a progenitor/a voltou a deixar o ninho, mais uma vez comigo indisponível, tendo-me mais uma vez sido comunicado por familiar interessado e próximo. Até que a partir das 15:00 horas passei a ter disponibilidade para observação própria, então sem que o/a progenitor/a tivesse regressado da sua última e até então segunda saída do dia. Dai que faltando pouco para as 16:00 horas, não tendo a progenitora ainda regressado da última saída, mostrando-se agora a cria, mesmo sozinha, muito mais activa do que nas últimas 24 horas, além de que a partir das 18:00 horas eu voltaria a ficar indisponível para observação própria, me predispus então a aproximar-me do ninho, se possível para ver e fotografar mais de perto o regresso do/a progenitor/a e a respectiva reacção da cria. Só que ainda antes de meio caminho de entre casa e a proximidade do ninho, o/a progenitor/a regressou, só me dando tempo de tirar a máquina fotográfica da bolsa e fazer três ou quatro fotos, cuja a seguinte foi a primeira das mesmas:


A partir de que enquanto caminhava em direcção ao ninho fui observando a actividade entre o/a progenitor/a e a cria de que ainda resultou a seguinte foto:


Já na proximidade do ninho, acabei por fazer mais algumas fotos, sem no entanto subir à torre da Igreja, fotografando tão só a partir do chão, de cujo as duas seguintes fotos são conclusivo e de todo mais animador exemplo:



Global sequência de que caso não haja alterações significativas vou-me auto conceder a mim e a quem em segue, senão um descanso, até porque no meu caso vou na literal medida do possível continuar a acompanhar a evolução desta já mini família de cegonhas, mas pelo menos conceder alguma abreviação no relativo a estes meus relatos escritos com ilustração fotográfica alusiva à situação desta família de cegonhas reduzida ao mínimo. Seja que sem absoluto prejuízo de eu aqui voltar aludindo a este assunto sempre que ache pertinente e/ou as circunstancias se alterem significativamente, até porque de resto e em conclusão gostaria de deixar aqui por escrito e em fotografia o eventual e por si só por mim desejado, positivo desfecho para o que resta desta família de cegonhas, como seja a saída da cria em gloria do ninho, pelos seus próprios meios, quando chegar a devida altura. E assim se do por hoje é tudo, com confirmação dum/a progenitor/a coragem e duma cria apesar de tudo resistente! :-)  

                                                                                                                      VB

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Elemento aquático / Aquatic element


Apesar de e/ou até por eu viver no, no limite, mais árido interior rural, mas talvez também por ter nascido literalmente de entre dois cursos de água, uma ribeira e um rio, o facto é que por tudo isso, por nada disso, por algo mais ou menos que isso, em qualquer caso o elemento água exerce um forte fascínio em mim, por exemplo levando-me a não resistir fotografar perante o mesmo _ de resto chego a surpreender-me a mim mesmo com o número de fotos que tenho feitas junto ao meio aquático, litoral marinho ou cursos de água no interior serrano, em especial quando por diversos motivos venho cada vez menos a frequentar de perto ou a contactar directamente com o meio aquático natural _ salve-se então e ao menos o resultado fotográfico do fascínio que o mesmo exerce em mim. VB