domingo, 16 de junho de 2019

Anacronismos...


...candeeiros a petróleo na era digital!

Aquém e além do restante conteúdo, que compõe a mise-en-scène da foto acima, no caso e para mim destacou-se o facto de me ter levado a recordar que as noites da primeira dezena e meia de anos da minha vida foram, em exclusivo, iluminadas pelo tipo de tecnologia fotograficamente exposto _ candeeiros a petróleo. O que, sem juízos de valor, coincide com um progressivo ou mesmo revolucionariamente profundo contraste energético e mas também cultural, face a esta (minha) presente existência virtual, de base electrónica-digital. 

Mas como se o anterior não bastasse, tendo ainda por base a anacronista titulação do presente, inclusive como um factor que dalgum modo também contribui para as minhas ausências daqui do meio virtual, na medida em que mais do que disponibilidade temporal me absorve disponibilidade interior e/ou pessoal modo geral, por via de não raro me levar a mais ou menos profundos retiros reflexivos/contemplativos, está ainda e por exemplo o anacrónico facto de uma das principais referências, sob alguns aspectos mesmo a principal referência da minha vida, ter sido e que enquanto tal será já indefinidamente sempre um meu tio-avô, literalmente analfabeto, além de por norma subestimado ou no limite mesmo chacoteado localmente, a começar logo por parte dalguns sectores familiares _ o que, ao menos em parte, faz (também) de mim um ser, por assim dizer, anacronicamente, esquisito 

Como seja que, no meu caso, procuro viver o presente, com um no passado e outro no futuro. Mais especificamente ainda procuro, na medida do possível, não esquecer ou ignorar o passado, no seu melhor e pior, como se o mesmo não existisse ou fosse algo desprezável, mas tão pouco viver o presente como se não houvesse amanhã (futuro). Até porque procurar esquecer ou ignorar o passado é correr o risco de o repetir, em especial pelo seu pior, como diversos sinais indicam estar cada vez mais em risco de suceder colectiva/globalmente; além de que viver como se não havendo amanhã (futuro), pode, como de resto está mesmo a levar a que hipotequemos, por no limite não dizer mesmo que inviabilizemos o futuro humano e até planetário, algo de que também temos cada vez mais indiciantes ou mesmo  óbvios sinais.

Finalmente, com o anterior, não procuro dar lições, nem muito menos impor a minha perspectiva (realidade) a quem mais quer que individual ou colectivamente seja. Apenas procuro expor a minha perspectiva e/ou a minha forma de ser e de viver, seguramente com muitos defeitos e eventualmente com algumas virtudes, esperando que isso seja positiva e vitalmente útil a alguém (individual ou colectivamente) mais, no limite, senão for por se seguir, ao menos, que seja por se contrariar a minha perspectiva ou o meu exemplo própria/o!

VB 

segunda-feira, 13 de maio de 2019

...


Escrevi menos, enquanto genuína expressão própria, nos últimos dois a três meses consecutivos, do que praticamente em todo o restante quarto de século a esta parte. Até por isso esta partilha fotográfica não tem titulo escrito. A partir de que a presente sub nota escrita, nada mais pretende ser do que a paradoxal expressão escrita do inverso facto de eu andar a escrever muito pouco, mesmo (quase) nada. 

Mas como este é um blogue de prioritária expressão fotográfica, que seja então a fotografia a falar por si só, enquanto fotografia como não menos minha expressão própria, mesmo que com esta, também, por mim, apenas, esporadicamente praticada! 

VB

domingo, 5 de maio de 2019

Guadiana...




...até onde chega a maré!


Letras


Corre nobre Guadiana

espelho de moura formosa
vai ficando uma ribeira
pela terra sequiosa
Nunca pensei assistir

à tua dor na charneca
és como um Deus a cair
Ante a barbárie da seca
Corre corre Guadiana

pela terra alentejana
pudesse eu dar-te esta canção
a vertigem dos caudais
dar-te o farto aluvião
das águas primordiais
E ver-te com dignidade

a correr entre os campos
como o rio que tem um caminho
desde o começo dos tempos
Ouve as pedras do teu leito

a pedir que não as deixes
ouve os barcos parados
ouve os homens ouve os peixes
Corre corre Guadiana

por essa terra raiana
que eu faço um apelo aos lagos
convoco nos céus as fontes
teço três meadas de água
dos fios perdidos nos montes
Compositores: Rui Veloso

quarta-feira, 1 de maio de 2019

"Porto(gal) Sentido"


Eterno sorriso de menino... com "brinquedo" preferido...


Entre Rock, Blues e Fado:

Sem esquecer as magnificas letras de Carlos Tê, de longe, um dos melhores (predestinados) compositores/interpretes musicais, sem saber uma letra de música: RUI VELOSO _ o "berdadeiro artista"! 

VB

domingo, 28 de abril de 2019

Espírito woodstock...



O melhor de nós exige entrega total, de corpo e alma _ para com o que o princípio, o meio e o fim inerentes são fundamentais! VB


Ainda que com base em duas fotos do meu arquivo e num vídeo musical externo a mim, com complementação no texto que se segue, esta postagem vai directamente dedicada a vós que aqui vos dais à humildade de me acompanhar explicita, participativa e/ou amigavelmente.

A minha indisponibilidade para aqui vir nos últimos tempos (semanas) deriva essencialmente
do facto de eu estar em fase de adaptação a uma realidade de base laboral-profissional que contém uma vertente (burocrática), a um nível, que jamais fez parte da minha vida prática; outra vertente (relações públicas) que já fez e mas deixou há muito (anos) de fazer parte da minha vida prática; além ainda duma vertente (extrovertida) que sequer faz parte da minha natureza pessoal.

E mas dito o anterior tão pouco é motivo para dramatizar, pois que na verdade tudo se passa num contexto e numa base interpessoal, social e funcional que na sua globalidade tão pouco me ofende, em alguns aspectos até bem pelo contrário. Pelo que o maior problema para mim está no facto de que, até perante o paradoxo existencial original, nas duas a três últimas décadas a esta parte fui crescentemente procurando e dalgum modo encontrando alguma coerência pessoal e existencial própria, por exemplo e precisamente tendo por base a minha natureza mais introvertida e uma minha respectiva forma de pensar muito mais ao nível da substancial essência das coisas (da própria vida), do que ao nível da mecânica prática das coisas (da própria vida). Quando de momento tenho, não raro, de agir duma forma muito mais pró extroversiva e de pensar duma forma muito mais ao nível da mecânica prática das coisas (da própria sociedade).

Como seja que, com todos os incontornavelmente efectivos ou potenciais prós e contras inerentes, está aqui criado um (novo) paradoxo na minha vida, ao qual eu estou ainda a procurar (re)adaptar-me em absoluto e mas acima de tudo da forma mais (pró) positiva, construtiva, produtiva, satisfatória e condigna possível. O que me tem exigido muito significativa disponibilidade pessoal modo geral, que por seu turno e aqui para o caso concreto tem obstado a que eu venha aqui à blogosfera e à respectiva dimensão social virtual modo geral, não só da perspectiva de partilhar algo novo, mas também de interagir com quem, como no caso concreto vós que primeiro via G+ e agora via Blogger, se deram e/ou dão à para mim muito honrosa humildade de aqui me acompanhar de forma mais ou menos explicita, participativa, simpática, positiva e no limite mesmo amigável.

Pelo que não me cansarei jamais de vos agradecer por tudo o de vós para comigo, versos também e mais uma vez pedir-vos perdão por no caso concreto ter deixado de corresponder aos vossos comentários às minhas últimas postagens aqui, em especial quando alguns desses comentários me suscitavam ou mesmo solicitavam resposta directa. Tudo tanto pior, da minha parte, quanto na minha última postagem "Magnetismo..." prometi sob a forma de comentário visitar-vos nos vossos respectivos blogues próprios, no máximo, nos dois ou três subsequentes dias e depois nem nas diversas posteriores semanas o fiz. Também por tudo isto é necessário muita humildade e/ou boa-vontade da vossa parte para comigo e/ou para com este meu espaço virtual próprio, a que na circunstancia corresponde acrescida gratidão da minha parte para convosco.

Desde logo por mim mesmo, espero aqui regressar o mais breve possível com novas fotos, mas de momento e após o transacto limito-me a terminar com um grato e sentido:

Obrigado!

VB

domingo, 10 de março de 2019

Fiel companheira...

Estou em, pró subsistente, fase de adaptação a uma nova realidade, não só laboral/profissional, como dalgum modo até existencial. Uma realidade que desde logo inclui uma vertente burocrática que jamais fez parte integrante das minhas actividades laborais/profissionais até ao presente momento, como tão pouco e até acima de tudo faz sequer parte integrante da minha natureza própria; a que se adiciona uma vertente de atendimento ao publico que, inclusive por minha parcial opção própria, não pratico desde há cerca de duas décadas a esta parte; ao que respectivamente acresce uma vertente interpessoal e social, que salvo aqui na dimensão virtual, da minha parte estava reduzida à quase presencial nulidade prática desde há cerca duma década e meia a esta parte; mas curiosamente inclui ainda esta minha nova, polivalente, actividade laboral/profissional actual, na sua formal categoria de prestação de serviços, a vertente fotográfica; neste último caso enquanto fotografia como minha paixão própria e respectiva grande base deste meu blogue, desde que praticada ao meu ritmo e segundo o meu inspirativo/conceptual critério próprio, sendo que ao nível da minha actual actividade laboral/profissional, a minha respectiva prática fotográfica funciona mais a um nível documental-burocrático e/ou de reportagem de circunstancia, a que na medida do possível adiciono o meu cunho próprio, mas que de base e em conclusão me ultrapassa em muito a mim por mim mesmo.

Seja que com mais ou menos prós e contras, inclusive à imagem e semelhança de basicamente (quase) tudo o mais nesta nossa vida, resumidamente diria que estou de momento a viver em grande medida: "fora da minha zona de conforto"_ com ressalva desta última não raro e sob diversos aspectos ser essencialmente não acomodável _ e/ou ainda como também agora se costuma dizer: "fora da caixa"! O que por si só não deixa de ser altamente aliciante e em grande medida até positivamente profícuo, mas por outro lado tão pouco deixa de mexer com todas as minhas normativas existenciais, ao menos, da última década e meia a duas décadas a esta parte _ o que desde há cerca de meia dúzia de anos a esta parte inclui esta minha intermédia existência virtual, aqui no blogger em concreto. Cuja minha pró subsistente fase de adaptação a uma nova realidade laboral/profissional e até existencial actual, já seja por minha carência temporal e/ou até interior própria inerente, está de momento a ser mais um acrescido motivo para as minhas ausências daqui, o que no entanto espero aprazo venha a ser motivo para aqui vir mais vezes ou pelo menos com mais e melhor substancia! 

Mas de entre o que para já venho com um motivo ocorrido há já três semanas atrás, com mesmo dito motivo em certa medida derivado da fase adaptativa que estou a atravessar no momento e de como esta última, pelo melhor e pelo pior, semi-implícita ou explicitamente, desde logo por via da minha (in)disponibilidade mental inerente, interfere com a minha vida dum modo geral.   

Sequência do que termina sendo uma complexa postagam em três tempos, incluída a presente introdução. Mas que na circunstancia apenas o último e por si só satisfatório desses tempos acaba por dar titulo absoluto à presente postagem na sua globalidade; cuja vertente escrita da mesma, tal como se segue, foi concretizada no momento em que eu estava a vivênciar o seu conteúdo prático, ainda que só agora (10/03) me sinto com disponibilidade para rever e publicar o relato inerente, a partir de que passemos então ao que interessa!

Luto Fotográfico

Quando por diversos motivos, próprios e envolventes, perdemos a esperança de reencontrar/recuperar o que ou quem perdemos...


...se bem recordo, esta é a primeira vez que aqui partilho uma foto não feita por mim, nem por nenhuma das minhas máquinas, como base fotográfica duma minha postagem própria. Ainda que a foto em causa, tal como exposta acima, tenha sido por mim editada para foto monocromática a partir duma foto colorida, sob licença livre da Net. Daí que assumo-a pela minha improvisada edição da mesma e não pela sua origem externa mim. Tudo isto porque hoje (17/02), em que escrevo o presente, não me sinto merecedor de partilhar aqui qualquer foto feita por mim e muito menos pela minha, até ontem (16/02), mui fiel Fuji X10. VB

O seguinte só tem que ver com bens materiais, no literal sentido do termo, de entre precisamente o valor material (económico-financeiro) dum bem e o que nos custa pagá-lo, a que em alguns casos, que não no meu, pode acrescer o respectivo valor material que retiramos do mesmo. Pois tudo o mais, que vou dizer de seguida, tem fundamentalmente que ver com Valores, senão mais elevados, pelo menos mais subjectivos ou essenciais, como por exemplo o afectivo ou documental conteúdo fotográfico perdido, cara ao mero valor material do suporte _ máquina fotográfica e seus itens de memória _ que me levou a adquirir e guardar momentaneamente esse conteúdo.

Além de, até derivado do anterior ponto, haver objectos materiais que pela sequência em que, como e para que os adquirimos; a forma como nos relacionamos com eles, designadamente as sensações que estes nos transmitem; a que no presente caso acrescem as circunstancias em que e como perdemos o contacto com o/s mesmo/s; o facto é que na sua globalidade e ressalvadas as devidas distâncias chega a ter algum, mesmo que residual, nível de equiparação a como nos relacionamos com outra(s) pessoa(s) humanas, nossas semelhantes.

Tudo o anterior para muito sucintamente dizer que o que eu poderia expressar em mil e uma(…) palavras ou até nem expressá-lo de objectiva forma absolutamente alguma, aqui para o caso resumo-o da seguinte forma:

_ Nos últimos cinco a seis anos a esta parte, não só as fotos que partilho aqui no blogue e nas redes sociais em geral, como literalmente todas as fotos que fiz desde então, mais de noventa por cento (90%) destas foram feitas com a minha pequena e fiel companheira _ salvo a publicidade _ Fuji X10. Enquanto Fuji X10 que ontem mesmo (Sábado 16/02/2019) perdi numa circunstancial sequência que nem vou começar a descrever, porque em parte sequer têm descrição possível, mas que em suma foram umas circunstancias que me levarão muito tempo a perdoar-me a mim próprio, se é que chegarei a perdoar-mas, aquém e além de ter de as suportar e/ou de na medida do possível ter de as digerir como e enquanto tais.

O que em conclusivo resumo, diria então que associado ao facto de eu já estar a atravessar uma fase significativamente exigente modo geral, com reflexos extensíveis a esta minha existência virtual, mas também à minha expressão fotografia, enquanto esta última concretizada da minha perspectiva e por minha iniciativa pessoal própria, inclusive como básico-fundamental modo de sustentação deste meu blogue; eis que logo ontem (16/02) em que, excepcionalmente face aos últimos tempos, saí de casa (quase) exclusivamente motivado pelo factor fotográfico, curiosa e ironicamente acabei por perder a minha, de já anos a esta parte, fiel companheira fotográfica (Fuji X10); o que por seu turno leva a sentir-me agora em, por também assim dizer, efectivo luto fotográfico, sem saber bem até quando assim será e nem como sairei do mesmo, desde logo se sairei mais ou menos fotograficamente inspirado!? Até porque a outra máquina que tenho de momento, já seja por tamanho, por peso e por sensações gerais só a costumo utilizar em casos muito específicos e pontuais, como por exemplo em fotografia de paisagem mais elaborada e/ou em fotografia nocturna mais exigente do que a norma geral _ que em qualquer dos casos só pratico muito residualmente. Pelo que para fotografia em geral, independente de a mais curto ou médio prazo eu ter de adquirir uma nova máquina mais compacta, equivalente à X10, ao menos de momento sinto-me de facto fotograficamente de luto, pior se por minha responsabilidade própria, levando-me até a dizer que, no mínimo por minha incúria própria, fui eu que abandonei a minha X10, que fotograficamente (quase) tudo me deu nos últimos anos.

Fiel companheira

Apesar de e/ou até por evidências de partida pouco ou nada animadoras, no entanto...



...mesmo quando tudo parece estar a descambar, há sempre uma base e/ou um fundo "verde esperança" _ que depois se confirma ou não como tal! VB

 Após já ter perdido toda a esperança de voltar a rever a minha  fiel companheira fotográfica de anos, mas também num último fôlego de meu descargo de consciência com relação a não deixar de esgotar todas as oportunidades de procurar rever a mesma, eis que após cerca duma dezena de infrutíferas chamadas telefónicas e dalguns quilómetros percorridos de automóvel, por acaso muitos menos do que à partida cheguei a supor, naquilo que conforma uma rocambolesca história em si mesma, algures entre o trágico-cómico, cuja descrição não cabe extensivamente aqui, o facto é que "milagrosamente" acabei por reencontrar e reaver a minha, diria agora, mais que nunca: fiel companheira fotográfica _ salvo sempre a publicidade, que ninguém me encomendou nem me paga_ Fuji X10, cuja foto imediatamente acima foi feita a 20/02,  após meu reencontro e correspondente reunião com a mesma no final do ainda dia 17/02,  com este último correspondente ao mesmo fim-de-semana (16 e 17/02) em que tive a minha X10 perdida, por quase vinte e quatro horas consecutivas _ quando tudo chegou a indicar poder ser definitivamente!

VB