sexta-feira, 15 de junho de 2018

Como a vida...


...imagem "arejada" e luminosa, com o azul celeste em fundo, ainda que, tal como a vida, composta de nuvens que à partida podem ser tão delicadas e leves como algodão, quanto agressivas e pesadas como pedras!

É claro que gosto e de resto até prefiro desfrutar da beleza e benevolência da vida, sem mais. Sendo que para o caso não é necessário qualquer mérito fotográfico, pois que facto, ao menos a meu ver, o céu retratado na foto, na sua simplicidade, é belo e aparentemente benévolo por si só _ de resto, até por isso o partilho fotograficamente aqui, pois que salvo circunstanciais excepções, inclusive porque por exemplo não sou fotojornalista para andar a fotografar os dramas da vida, o grande propósito para este blogue é, na medida do possível, de partilha fotográfica do lado mais belo ou pelo menos mais sereno da vida. Mas talvez porque falta a inocência infantil, associada à experiência de vida adulta, leve a que não só não consiga evitar, como em parte até prefira ter sempre presente que, na sua paradoxal dualidade, no limite até pelo seu maniqueísta melhor e pelo pior, a vida é sempre algo mais, ou menos, do que aquilo que aparenta _ até porque por exemplo quando estou bem não gosto de esquecer de todo quem está mal, sendo que quando estou mal não quero perder de vista o facto de que vida é também mais e/ou melhor que que isso... podendo a partir daqui chegar-se ao infinito de possibilidades de entre estar-se bem ou estar-se mal, independentemente da beleza e/ou benevolência do céu sobre a nossa cabeça, salvo ainda quando este último seja por si só factor decisivo para se estar bem ou mal e melhor ou pior, designadamente quando por exemplo um céu como o retratado pode, no positivo limite, ser anti-depressivo; enquanto, por outro inverso lado, céus compostos de determinado tipo de nuvens, podem ser e não raro confirmam-se mesmo como vendavais, em maior ou menor medida, devastadores!

Cujos céus que se fazem adivinhar para a próxima estação (Verão), são visualmente mais monótonos que o retratado acima, além de serem ainda presságio de fornalha, como seja, bons para a praia, mas ao menos para meu gosto muito menos bons para fotografar, em especial se incluindo o próprio céu na foto durante o dia solar. 

Daí que as nuvens retratadas acima sirvam para, nos momentos mais escaldantes que se avizinham, fazerem alguma refrescante sombra, ao menos mental! 😌

 VB    

Nota: Defeito de escrever e publicar de forma mais improvisada do que reflectida, acima de vinte e quatro horas após publicá-la, acabo de editar a presente postagem, da perspectiva escrita, em parte para corrigir algum pormenor que não me agradava e mas acima de tudo para descodificar um pouco a exclamação com que terminava a primeira versão, além de para conferir um pouco mais de dinâmica à mesma, o que espero ter conseguido, face a qualquer dos propósitos! VB   

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Crianças no campo...


...a vida real, momentaneamente sem gadgets! vb

De entre espinhos & sombras


Por associação ao titulo que lhe atribui, a presente foto é a minha básica perspectiva do género feminino, aquém e além das interpretações de quem diversamente a contemple, mas a meu próprio ver e sentir a mesma não poderia, por concreto exemplo e dum modo geral, ser nem muito cromaticamente saturada, nem monocromática _ cujo para além da uniformidade cromática do centro da rosa, as pétalas exteriores apresentam uma mescla de tonalidade mais escura, que não é nem (d)efeito de edição e nem anomalia da planta, é sim uma espécie de aveludado natural que in situ é fantástico!

Que sendo um pouco mais claro e objectivo, enquanto eu individuo do género masculino, devo acrescentar que não posso nem consigo entender qualquer falta de paridade de básicos e genéricos direitos humanos, vitais e universais entre mulheres e homens ou vice-versa, apesar de e/ou até pelas incontornáveis e, digo eu, naturalmente desejáveis diferenças entre géneros. 

Ainda que a partir daqui, até em nome da respectiva paridade de direitos e de deveres entre géneros, o curioso seria conhecer-se, por equitativa via fotográfica ou qualquer outra, a respectiva perspectiva feminina e/ou das mais diversas individualidades do género feminino acerca do género masculino!? 🙉

Em qualquer caso, incluindo necessariamente o melhor e pior inerente, da minha parte pessoal dedico esta partilha: à mulher, à minha mãe, às mulheres, às mães!

VB

Obs: Duas perspectivas masculinas muito distintas, dalgum modo mesmo antagónicas e no limite discutíveis de per e/ou de entre si, sem prejuízo de infindáveis outras, com toda a intermédia ou transcendente multiplicidade de variações inerentes, na presente circunstância são as públicas interpretações da mulher pela via maternal, no caso concreto nas versões cultural-musicais: Mother dos Pink Floyd e Mother de John Lennon, incluindo ainda mais genericamente: Woman, também de John Lennon _ em qualquer dos casos, para eventuais reproduções no Youtube, respectivamente em: https://www.youtube.com/watch?v=QBi4xkxz1FY _"_ https://www.youtube.com/watch?v=yOWJHY-zGhY _"_ https://www.youtube.com/watch?v=NY5ToS7SVOQ&start_radio=1&list=RDNY5ToS7SVOQ. 

segunda-feira, 28 de maio de 2018

No banco do jardim... reflectindo...


Fui resgatar e editei esta foto, por mim muito recentemente feita, com o objectivo propósito de ilustrar uma relativamente profunda e dalgum modo complexa (auto-)reflexão acerca desta minha existência virtual, mais centrada na vertente interpessoal e social, de resto com concreta alusão a toda/os e cada um/a de vós que compõem a quantitativamente pequena e mas qualitativamente excelente comunidade de seguidora/es que mais ou menos interactivamente e mas para mim muito grata e honrosamente aqui me vêm a acompanhar, de entre cerca de dois a três anos a esta parte e, ao menos, até ao presente momento; só que, da minha perspectiva, resultou-me uma reflexão de tão extensiva exposição escrita, que mesmo após várias tentativas de a resumir o mais possível, sem no entanto terminar de ficar satisfeito com ditos resumos, que até bem pelo contrário a natural tendência era mesmo para a distender um pouco mais; daí que, em última análise, decidi abdicar de expor dita reflexão, a partir de que podendo ficar-me apensas pela unilateral exposição da foto, inclusive como meu original e pretensioso propósito para este blogue que era de prioritária e tanto quanto possível exclusiva base pró fotográfica, no entanto tendo-me também habituado a ver a presente foto, desde um primeiro momento, sub-acompanhada pelo reflexivo texto que a mesma prioritariamente complementaria, de repente vê-la a sós como que me pareceu demasiado "nua", designadamente despida de contexto, como se a mesma tivesse fatalmente nascido para ser acompanhada, pelo que, para além da presente descrição, finalmente decidi-me sub adicionar-lhe a seguinte versão musical, minimamente condicente, de: " Os Velhos do Jardim", do magnifico Rui Veloso, aqui em suprema companhia de Carlos do Carmo!

E que já agora para terminar a presente descrição, tal como terminava a aludida reflexão de cuja exposição para aqui abdiquei, em qualquer caso, com transversal extensão a quem mais indefinidamente seja, ainda que mais directamente inspirado em e para convosco que aqui, grata e honrosamente até ao momento me acompanhais, era e é assim:

Por mim, por vós, por nós, pela vida!

VB

terça-feira, 22 de maio de 2018

Sonho, sem saída!


Quem acompanha esta minha expressão fotográfica há mais tempo, também já conhece a minha simpatia pelo monocromático, na presente circunstancia com acréscimo dalgum cariz conceptual, com que também simpatizo. 

Mas para quem aqui me acompanha há menos tempo, a respectiva quebra da minha última sequência de partilhas fotográficas mais coloridas/realistas, por esta presente partilha monocromática/concepcional, no limite, tanto pode significar uma "atractiva" surpresa, quanto uma "chocante" desilusão! Daí que não necessariamente para justificar o meu, mais ou menos, "ecléctico" gosto fotográfico, mas sim para fazer dalguma dialéctica forma a ponte de entre a minha ultima sequência de partilhas fotográficas mais coloridas/realistas e a presente partilha monocromática/concepcional, sem ainda prejuízo de por intermédias vezes poder conjugar cor com conceptualismo, está-me na sua globalidade a ser suscitado escrever tudo isto ao respeito, a que acresce ainda que: 

Quando começando eu já a sentir necessidade de postar algo em tonalidade monocromática e tendo feito a foto acima há poucos dias atrás, achei-a especialmente adequada, tanto mais se adicionada de perspectiva mais concepcional, que neste último caso a foto já continha de origem e mas que, por assim dizer, eu pretendi acentuar ainda um pouco mais em pós-produção, por inerência do próprio processo de conversão da foto: de cor para preto & branco.  

A partir de que a mesma valha como tal: monocromático concepcional, dependente ou independente, ainda, da estética!

  VB   

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Curiosa conjunção de amarelos, entre outras curiosidades...


Escutei, há poucos dias atrás, parte da "Grande Entrevista" televisiva a Caetano Veloso na RTP, o que me fez reavivar, duma forma muito objectiva, algo que jamais esqueci e salvo motivo de força maior seguramente jamais esquecerei, que no caso foi e é a magistralmente indelével interpretação de Caetano Veloso do tema "Cucurrucucú Paloma" no filme "Hable con ella" de Pedro Almodovar. Isto com a curiosidade de que, entretanto e como algo relativamente comum em mim, cheguei a esquecer qual o titulo do tema em causa, ainda que jamais tenha esquecido a sua magistral interpretação. Como seja que este foi um caso em que independentemente do titulo do tema interpretado, o que acima de tudo contou, ao menos para mim, foi a própria interpretação contextualizada na sequência cinematográfica inerente, até porque a bem da verdade o tema "Cucurrucucú Paloma", previamente à interpretação do Caetano em "Habla con ella" não significava para mim mais que um tradicional tema mexicano, associado a um, por assim dizer, basicamente "entretido" cinema latino-americano e/ou norte-americano, sem muito mais expressão ou significado, inclusive nem recordo se até então já havia alguma vez atentado no seu titulo.  

Mas, de entre o que, aproveitando a grata recordação que a recente entrevista televisiva do Caetano Veloso ressuscitou objectivamente em mim, tendo por base a sua interpretação do tema "Cucurrucucú Paloma" em "Hable con ella", me leve agora a fazer a respectiva presente partilha dessa sua interpretação _ na circunstancia como partilha duma minha indelevelmente boa, no limite, mesmo apaixonada recordação, dado que confessamente à altura eu estava numa fase particularmente apaixonada, pela Vida..., de entre o que espero esta partilha possa eventualmente agradar a alguém mais ou se no limiar acaso marcar sensibilizadamente a paixão, pela Vida..., de mais alguém! 

 

Ainda que esta estória _ vulgo postagem _ não comece nem termine com a transacta partilha duma minha indelevelmente boa recordação musical-cinematográfica, pois que por exemplo esta última coincidiu ainda com o último filme a que assisti numa sala de cinema, lá pelo ano de 2004; enquanto mesmo ano de 2004, que por qualquer curioso motivo ou associação de motivos, designadamente por alguma minha dita mudança de idade, acabou inclusive marcando algum significativamente abrangente nível de intrínseca mudança em mim e na minha vida, como por exemplo tendo eu por essa altura também perdido a minha velha atracção de sempre pela praia, ainda que não tenha perdido o meu natural fascínio pelo mar; de qualquer modo quase me levando a questionar-me acerca de que mais é que eu perdi ou deixei de fazer em ou a partir de 2004!? 😖 Ainda que, para o caso, eu prefira referir uma das coisas que ganhei ou que passei posteriormente a fazer, mesmo que com muitas iniciais resistências e continuas intermitências próprias, que como constatável foi por exemplo aderir a esta dimensão existencial virtual, na circunstancia coincidindo com a generalidade das outras pessoas, como tal sendo algo contextualmente (quase) inevitável, também da minha parte, logo não particularmente interessante ou pessoalmente característico. Salvo que, por exemplo, ainda de entre coisas que deixei de fazer e que retomei mais tarde, inclusive como algo fundamental para o presente contexto, está o não menos coincidente facto de que também a partir de 2004 deixei de fotografar em analógico, vulgo fotografia química, tendo inclusive na sequência ficado cerca duma década consecutiva sem fotografar em absoluto, pelo que só de há cerca de quatro a cinco ano a esta parte é que retomei a actividade fotográfica, no caso já na versão digital, o que então sim acabou por me trazer a esta existência virtual, também por inerente via da minha expressão fotográfica, na circunstancia com expositiva concretização prática neste blogue, a mais concreto exemplo da foto que abre esta postagem, enquanto postagem com um conjunturalmente curioso significado global, em si mesmo e/ou para mim _ dalgum modo, a não menos curioso exemplo da pontuada e mas também transversal conjunção de amarelos presentes, de extremo a extremo, na própria foto de conteúdo absolutamente ocasional, no topo da postagem, como primordial justificação (pró) fotográfica deste meu espaço virtual!

VB

Nota: Sou plenamente consciente de que escrevo aqui muito centrado em mim e nas minhas experiências próprias, se acaso aludindo até recorrentemente a este meu espaço virtual próprio. O que, ao menos até onde o posso auto-entender, não sucede porque eu me dê muita importância a mim mesmo, que não raro até bem pelo contrário; a partir de que o que eu creio que se passa é que, por formação ou melhor por deformação própria, acabo por pouco mais ou melhor saber escrever do que acerca de mim mesmo e/ou pelo menos em directa sequência da minha comprometida perspectiva e/ou vivencial experiência própria; o que no entanto e sem natural prejuízo das eventuais excepções inerentes, pode ter, ao menos, uma normativamente grande vantagem que é a  de me exigir falar/escrever o mais positiva/construtivamente possível, não só acerca de mim, como acerca do que ou de quem mais eu aqui refira, enquanto externo a mim. Até porque quanto ao mais, a própria vida é em si mesma um constante e permanente paradoxo, face ao que isso sim, nós humanos devemos procurar encontrar e/ou mesmo conferir o mais positivo, coerente ou se possível (também) sublimemente artísitco sentido possível! VB