terça-feira, 29 de agosto de 2017

Amor à beira rio

Tradição que se extingue... (I)

Sr.º Diamantino

Sr.º Manuel Gomes

...versão masculina, que ao nível de tradição em decadência se aplica basicamente o mesmo que ao anterior caso na vertente feminina. Com particular ressalva para o facto de que aqui partilho duas fotos personalizadas dos dois artesãos masculinos, incluindo o nome próprio dos respectivos, o que só acontece porque por um mero acaso, derivado de transacção comercial, terminou levando-me a estar mais tempo à conversa com estes do que com as senhoras dos bordados e dai que acabou também por se proporcionar esta acrescida individualização, sem nenhuma outra relevância, como designadamente sexista.

domingo, 27 de agosto de 2017

Tradição que se extingue...


...esta foto sem grande resolução pretende ser documental face à eventual derradeira resistência duma arte tradicional, em convívio, que aquando da minha infância era tida como um dado adquirido _ estou a ficar velho :/_, mas que cada vez mais já só se vê em feiras de artesanato e pela mão de senhoras como as aqui retratadas que continuam a dar resistente expressão à mesma, precisamente mais como uma curiosidade em vias de extinção do que como uma actividade viva e com futuro.

E ainda que eu tenha boas recordações da minha infância, desde logo coincidente com a época em que este didáctico e não raro prazeroso convívio, no caso concreto de entre o género feminino, era norma adquirida. No entanto não sou propriamente um saudosista, até porque se a vida nuns casos e respectivos aspectos evolui para pior, noutros evolui para melhor, desde logo e por si só o género feminino fez conquistas nas últimas décadas que no geral se podem considerar positivamente para melhor ou mesmo para muito melhor; mas de entre o que o caso aqui retratado não deixou jamais de ser muito positivamente digno e até inspirador por si só, independentemente da época e das evoluções socioculturais inerentes, pelo que se a época corrente e com projecção futura já não demanda este tipo de presencial convívio e respectiva arte tradicional derivada, tão pouco invalida que se documente e recorde o/a mesmo/a, inclusive como ainda minimamente resistente.

De resto outro tipo de convívios e respectivas artes derivadas se impõem e/ou imporão de futuro, senão presencial ao menos virtualmente!

VB     

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

...

Momento de paixão...


Vou contar uma "pequena" história subjacente à foto aqui em causa, como meio e forma de dar a entender que se a cena que a foto retrata à partida só deveria mesmo ter mero interesse fotográfico, no entanto por uma oportuna coincidência do destino posso dizer que captei uma foto que inclui como fundamental ponto de interesse não só a silhueta duma esbelta jovem rapariga num belo quadro envolvente, como também duma esbelta jovem rapariga num momento de, no mínimo aparente, plena paixão no ar de entre a própria e um jovem da sua respectiva faixa etária, que neste último caso não aparece na foto, mas que se encontrava a umas escassas dezenas de metros na margem do leito fluvial. Enquanto apaixonada sequência de que passei a aperceber-me, inclusive para além do que me interessava, precisamente enquanto fazia a sequência de pouco mais de meia dúzia de fotos que oportuna e circunstancialmente me foi permitido fazer e de que cuja foto aqui exposta foi a penúltima e no caso a que conclui como melhor das mesmas. Mas entretanto a história é a seguinte:

Quando cheguei ao local, deparei-me basicamente com a cena retratada, salvo que a rapariga retratada em silhueta, no primeiro momento em que a vi enquadrada no global contexto envolvente e tal como se pode constatar na foto, incluiu o intermédio facto de que enquanto eu retirava a máquina fotográfica da bolsa e me aproximava na expectativa de encontrar um ângulo ideal para a fotografar no atraente contexto envolvente e a que a sua presença conferia o mais sublime toque de atractividade, eis que de entre meio a mesma recostou-se para trás deitando-se sobre o cais móvel, perdendo como tal, em muito significativa medida, o interesse fotográfico _ ao menos do ponto e da perspectiva em que eu me encontrava. Restava-me então esperar que a jovem rapariga não se mantivesse muito tempo na posição de deitada, até porque eu mesmo dirigia-me em sua direcção através dum acesso de não corrente passagem de pessoas e em que estando eu também muito exposto, se como tal ficasse mais do que um certo tempo ali de máquina fotográfica na mão e a apontar para a jovem rapariga poderia dar a sensação de perseguição ou coisa que o valha. Mas que portando a máquina fotográfica comigo não resisti a começar a fotografar, mesmo enquanto caminhava e com a rapariga deitada, na esperança de que a mesma voltasse à posição de sentada tão breve quanto possível. E que precisamente após captar duas ou três primeiras fotos com a rapariga deitada, sem grande interesse enquanto tal, mas que me ia servindo para testar ângulos, leitura de luz, etc.; quando eis que não mais do que após um escasso minuto deitada a mesma se voltou a sentar, sempre comigo a aproximar-me um pouco mais do ponto onde a mesma se encontrava. Pelo que para não perder oportunidade, antes mesmo de me aproximar e/ou de me posicionar da forma mais fotograficamente interessante para mim, como que intuindo que a mesma poderia voltar a deitar-se ou se a caso a levantar-se continuei a disparar enquanto caminhava aproveitando precisamente agora já o facto da mesma se ter voltado a sentar, como eu desejava. Sequência esta de que resultou a foto aqui exposta, como penúltima duma sequência de sete fotos no total, com tudo dentro duma dinâmica do momento que não se fazia esperar e que precisamente enquanto eu fazia as três ou quatro ultimas fotos da sequência, incluída a foto acima, com a rapariga sentada de novo sozinha sobre o cais e em silêncio; eis no entanto que ao ter voltado a sentar-se, também a levou a dirigir-se por palavras a alguém na margem, irrompendo com a seguinte pergunta: _ “Já te vais embora?” tendo recebido como resposta duma voz masculina o seguinte: _ “Sim! Pois amanhã já tenho de estar em Lisboa e sigo viagem esta mesma tarde.” Apercebi-me então que quem respondia era um jovem semi-encoberto pelas copas das árvores face ao local onde eu me encontrava, reparando eu que dito jovem colocava às costas uma mochila e o que me pareceu ser uma grande prancha de windsurf, devidamente acondicionada em bolsa dedicada. A partir de que gerou-se um diálogo apaixonado sem grande discrição entre os jovens, como que numa emergente sequência em que parecia ter havido prévia e circunstancial interacção entre os mesmos, mas não a suficiente para sequer terem chegado a trocar contactos telefónicos ou electrónicos, quando de repente já o destino os estava a separar; mas não sem que antes e mesmo que indiscretamente o rapaz tenha perguntado à rapariga se ela tinha algum contacto electrónico ao que ela levantando-se e em passo de corrida dirigindo-se ao rapaz que se encontrava na margem, mas também numa certa apaixonada e imatura emergência, antes mesmo de chegar próxima do mesmo lhe disse tão indiscretamente quanto para que eu ou quem mais na proximidade ouvisse: _ “procura o nome…” tendo-lhe dito o que tudo leva a crer seria o seu nome e apelido próprios, com uma inicial de entremeio, o que em qualquer caso eu nem cheguei a fixar. Tal como não cheguei a fixar o que me pareceu ser a não menos indiscreta troca de referência do local de estudo de ambos os jovens. A partir de que então sim se aproximaram e passaram mais discreta e intimamente a trocar contactos, pelo menos o rapaz escrevia no seu telemóvel, já que a rapariga, talvez por ter saído dalgum imediato prévio mergulho, no momento parecia não estar na posse de qualquer meio onde anotar o que quer que fosse. E que tendo aquela apaixonada troca de contacto durado escassos momentos, sempre comigo a caminhar em frente coincidindo com ter de passar junto de onde se encontrava agora o jovem casal, não pude evitar aperceber-me que os mesmos se despediam com a rapariga a regressar de novo ao cais móvel onde momentos antes eu a fotografara como atractiva silhueta, enquanto o rapaz seguia em sentido inverso. Tendo agora a jovem rapariga de cruzar-se comigo, no seu percurso de volta ao cais, enquanto eu me afastaria do cais em sentido inverso ao seu; isto para dizer que no imediato momento prévio a cruzar-mo-nos não consegui evitar reparar que a rapariga seguia agora com um semi-sorriso no rosto, mas repentinamente parou mesmo quando praticamente a meu lado e baixando um pouco a cabeça reflexiva, creio ter metido um ou dois dedos na boca, como quem rói as unhas e auto concedendo-se um pequeno compasso de espera, começando eu já a deixá-la para trás, no entanto repentina e algo inesperadamente passou de novo ao meu lado já na mesma direcção em que eu ia e para onde escassos momentos antes se dirigira o rapaz, como seja em direcção inversa ao cais. Tendo-me então ultrapassado a rapariga apressada, enquanto eu que comecei a encontrar outros motivos de interesse, fiquei-me pelo caminho face ao imediato caminhar quer da rapariga quer do rapaz, no mínimo como aparentes agentes de pura paixão

No caso escusado será dizer que não voltei a ver o rapaz, já quanto à rapariga tão pouco sei se a voltei a ver no resto do tempo em que estive no local, não só porque o ponto para onde eu me dirigi havia muita gente e depois eu não reparei suficiente e especificamente na jovem rapariga, além de natural e genericamente ter reparado que era esbelta e atraente, como para de resto sequer saber se voltei a cruzar-me com a mesma nessa mesma tarde. Até porque o que entretanto mais me havia importando com relação à mesma havia sido sacar a foto da sua presença em contra luz, sobre aquele cais móvel, a que o subsequente apaixonado contexto apenas veio conferir acrescido interesse à própria foto. Até porque esta última foi concretizada precisamente no momento da primeira troca de, como mínimo aparentes, apaixonadas palavras de que me apercebi por parte da rapariga sentada sobre o cais para com o rapaz que se preparava para partir. Pelo que se a imagem captada não tiver suficiente interesse fotográfico, que então estas minhas palavras confiram ao menos suficiente interesse de apaixonado contexto à mesma!

VB

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Eclipse Solar




... sem o melhor ponto de vista e nem equipamento adequado, este foi o meu melhor resultado fotográfico do eclipse Solar (21/08/2017), a remeter para Eclipse de 2015 em:

https://4.bp.blogspot.com/-5jjjOUhj-4k/VQxUBXkXaMI/AAAAAAAAAGs/UyP7Vnk4LO0/s1600/_DSC1042edp1.jpg

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Entre fotografia e escrita...


...uma forma de dizer que, no meu caso, de momento a escrita está a levar a melhor, a um nível de exigência e de compromisso que me deixa pouco espaço, tempo e disponibilidade geral, também, para a fotografia. Sem natural prejuízo de quando combino fotografia e escrita, além ainda e não raro até acima de tudo incluído o meu prazer de apreciar a fotografia e a escrita doutras pessoas, como desde logo de quem como vós que duma ou doutra forma me seguem e/ou que eu mesmo sigo aqui no blogger. Pelo que em qualquer dos casos espero aqui regressar o mais breve e plenamente possível, se acaso, neste meu espaço pró fotográfico, até com mais exclusividade fotográfica do que por exemplo na combinação, da minha parte, entre fotografia e escrita. VB

domingo, 6 de agosto de 2017

Praia "privada"


...que não necessariamente com privacidade!

Bem! Desde logo para não ficar a ideia de que _ qual paparazzi _ ando a invadir a privacidade das outras pessoas, enquanto algo que por princípio não me interessa para nada e que até tenho como muito caro no que a mim respeita(*); na verdade a praia em causa é pública e o acesso de onde fiz a foto também _ por isso a adjectivação "privada" do titulo estar entre aspas. Sendo no caso uma praia tão pequena em extensão quanto belíssima na sua essência, de que espero a foto, apesar de a P&B, fale por si só e cuja presença dum único casal veraneante na mesma naquele momento eu aproveitei como adicional motivo de interesse, que no final terminou até por ser fundamental para eu titular a foto. Praia ainda inserida numa global envolvência lindíssima no seu todo, Porto Covo, que mais tarde ou mais cedo me merecerá uma particular atenção meramente fotográfica, aquém e além de passagem como no oportuno caso acima.  

(*)...que cada um de nós goste e necessite, mais ou menos, de partilhar a própria privacidade, até onde ou com quem, é outra coisa!VB  

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Estado de espírito II _ a redenção possível...



Quem se atrever a isso e não se perder na leitura do que se segue,  é porque a minha missão na partilha do mesmo está cumprida para com o exterior, aquém e além de cumprida de e para comigo mesmo tão só por o escrever!

Introdução 

O melhor conhecido de mim não deriva da minha cultura do mesmo desde sempre, mas sim e até pela inversa deriva da minha resistência a ter-me perdido do mesmo ainda durante a infância, com particular ênfase a partir da adolescência. De entre o que escrever por escrever ao respeito e na sequência eu sempre tenho de até pró vital, sanitária ou subsistentemente o fazer, ao menos de mim para mim mesmo. Mas a partir de que não sei até que ponto, no presente caso, é convenientemente apropriado expô-lo aqui como e enquanto tal ou não!? Salvo que até por ao escrevê-lo numa base pró vital, sanitária e/ou subsistente de e para comigo mesmo, face a umas circunstancias à partida pouco ou nada edificantes da minha parte; subsequentemente expô-lo como e enquanto tal, faço-o por duas grandes ordens de razão que se complementam de entre si e que na medida do absoluto e/ou para mim possível são: por um lado procurar honrar o melhor da vida, mesmo que e/ou até por quando eu passo ao lado do mesmo e por outro complementar lado, em que apesar de e/ou até pela benévola perda inerente a eu passar ao lado do melhor da vida, deixar no entanto uma mensagem global e conclusivamente positiva. Por mais difícil e complexo que isso seja de concretizar em termos o mais objectivamente simples e práticos possível, até por todo o paradoxo inerente, o que inclusive exige o peso de todo o meu percurso de vida. E em que estando a presente partilha directamente ligada à imediatamente anterior postagem também titulada "Estado de espírito", ainda que no presente caso de hoje  com uma perspectiva fotográfica muito diversa, como por assim dizer com uma imagem de todo mais multicolorida e até festiva face à anterior, mas em compensação com a vertente escrita de hoje muito mais aprofundada e extensa também face à anterior, tendo no entanto as respectivas fotos e seus complementares textos, de entre a presente postagem de hoje e a imediatamente anterior, em qualquer dos casos, directa ou indirectamente que ver com o que está básica e essencialmente em causa!

Essência

Após já mais de vinte e quatro horas mergulhado no estado de espírito inerente aos factores em causa e depois de várias páginas escritas ao respeito e na respectiva sequência, o melhor e mais sucinto que até ao momento me foi e está a ser suscitado pela substancial a situação em causa, inclusive pró aberta partilha da mesma aqui, é o seguinte:

Para além do próprio "milagre" do nascimento que não depende de nós mesmos, quanto ao mais e como algo que nas minhas mais de quatro décadas de vida tenho por muito raro, mesmo por uma verdadeira excepcionalidade, em muitos casos eventualmente inconcretizável, como foi e é Deus e/ou Universo me ter/em, na circunstancia, apresentado uma oportunidade de Vida, justa e diria mesmo literalmente coincidente com um meu sonho de anos, mesmo de décadas, no fundo desde toda a minha vida e que se alguma subtil diferença houve com relação ao por mim sonhado foi até positivamente para melhor. Dalgum modo num sonho com determinadas especificidades não totalmente inconcretizáveis, mas tão pouco de fácil conjugação e respectiva concretização prática, neste caso no entanto foi como se eu tivesse feito um determinado pedido num estabelecimento de serviço publico e esse pedido tivesse sido perfeitamente atendido como tal, inclusive com algum melhoramento. No entanto por motivos e razões que em parte não sei se entendo e se como tal posso explicar muito bem no seu todo, desde logo de e para mim mesmo, mas de entre o que se há algo que eu sei é que desses motivos e razões faz parte integrante o facto de por intermédias “portas e travessas” eu ter paradoxalmente deixado há muito de me sentir à devida e pró prática altura dos meus próprios sonhos, além de num determinado percurso existencial próprio ter perdido rotinas interpessoais e sociais práticas(*) que em determinados casos e circunstancias fazem toda a diferença, independentemente da personalidade mais introvertida ou extrovertida de cada qual, sequência de que neste meu caso acabei por não só torpe, como até fatalmente deixar escapar essa “milagrosa” oportunidade de vida, que tudo (99,99999%) indica a título definitivo _ desde logo a magia da forma, do momento e do contexto em que tal oportunidade natural, genuína e originalmente se proporcionou e eu a perdi será já sempre algo absolutamente irrecuperável. Seja que dalgum modo enquanto eu processava a surpresa de entre tudo semi-objectiva e espontaneamente se proporcionar como uma oportunidade de vida, tal como há muito por mim sonhada, versos eu ter deixado de acreditar na capacidade de concretizar os meus próprios sonhos, de resto numa determinada fase da minha vida creio que deixei mesmo de ter sonhos, ao menos minimamente definidos, além dalguns que vinham de trás e mas que se esbateram; logo como que num  misto de certa incredulidade de entre os meus sonhos ou a reminiscência destes, incluindo o concreto sonho aqui em causa, versos ter paradoxalmente deixado de me sentir à prática altura dos mesmos, dita oportunidade começou a esfumar-se. E ainda que de entre a sua vigência e a sua definitiva dissolução, a respectiva possibilidade dessa oportunidade de vida se concretizar a mesma ainda se tenha chegado a reavivar, como que numa segunda oportunidade Divina ou Universalmente concedida, no entanto e confessamente neste último caso eu já me tinha deixado invadir mais pela minha incredulidade há muito enraizada do que pela minha fé de dar os devidos passos, que a mim me cabiam, pró concretização dessa oportunidade. A partir de que incluindo uma multiplicidade de factores intrínsecos e extrínsecos a mim, como que para correspondente abono dos meus pecados acabei mesmo por não só deixar esfumar-se dita oportunidade de vez, como até dei alguns paradoxais passos em sentido inverso à sua concretização, mesmo sabendo eu os devidos passos que devia no imediato dar para a sua concretização _ dalgum resumido e confesso modo tenho de concluir que senti-me perdido e confuso perante o inesperado, mesmo que e/ou até por previamente por mim sonhado. De resto foram-me clara e até reiteradamente apresentados todos os pressupostos para os que eu até tinha todos os meios necessários e em parte até sobrantes para corresponder a esses pressupostos, ao menos no imediato, mas ainda assim não o fiz no mais que suficiente tempo útil que me foi proporcionado. E mas como se isso não basta-se por próprio pesar de mim para comigo mesmo, de entre meio e muito mais grave, até porque isso implica múltipla desilusão e mágoa para mim, esteve o facto de que como mínimo ainda desiludi e como máximo magoei uma outra pessoa que por si só e tanto mais se por me ter valorizado a mim me merecia todo o positivo inverso do que eu lhe “brindei” _ aparente desprezo, que para a própria foi efectivo. Isto enquanto precisamente tendo-me Deus e/ou o Universo apresentado essa mesma pessoa como fundamental parte integrante de concretização da vital oportunidade e/ou do meu próprio sonho inerente! Sendo que parte do que, tudo indica, faz da oportunidade em causa definitivamente perdida, inclui o facto de eu mesmo não me ter sequer auto proporcionado a mim próprio a oportunidade de criar uma positiva ou absoluta ligação básica com os elementos da “milagrosa” oportunidade _ naturalmente aquém e além deste posterior peso da sua inerente perda sobre mim, pior se com extensão a alguém mais, com todas as diversas implicações inerentes.

Sequência de que até na impossibilidade de por natureza espacial ou temporal, além ainda de por conjugação de factores dum mesmo “milagre” este pró redentoramente se poder repetir, com agravado acréscimo de no presente caso concreto eu nem sequer ter vinculado ligação básica com os elementos deste “milagre”, ao menos, pró possível mitigação das consequências da sua perda face aos seus próprios elementos, incluindo ou excluindo a possibilidade de lhe dar eventual continuidade, o que no seu conjunto suscitou o meu respectivo estado de espírito desde então, que como tal sei desde já ir deixar uma indelével marca, no limite mesmo uma profunda e vincada cicatriz no meu espírito, equivalente ao que e como escrito até ao momento, inclusive enquanto escrito directamente de dentro do meu, por assim dizer, atormentado estado de espírito inerente. Só que aqui, creio eu que entra uma pró positiva ressalva que passa e/ou é mesmo esta minha faculdade de escrever, inclusive enquanto na sua origem e correspondente continuidade como pró vital, sanitária ou subsistente necessidade derivada precisamente e acima de tudo do que me atormenta, já seja de mim para comigo mesmo, de mim para com o exterior, do exterior para comigo e/ou de entre mim e o exterior, de resto e para ser sincero não sei como poderia suportar e/ou como eventualmente superar algo como por si só a perda duma “milagrosa” oportunidade de vida, a concreto exemplo da aqui genérica e abstractamente referida, tendo ainda por base uma multiplicidade de factores, não raro contraditórios, inerentes à mesma e/ou acima de tudo a mim próprio face à mesma. A partir do que até é curioso que enquanto escrevo ao respeito, tudo parece estar muito significativamente bem comigo, mas mal paro de escrever e ao menos até que não chegue a uma conclusão escrita devidamente satisfatória face às circunstancias em causa, tudo o que entretanto e como melhor das hipóteses me resta é angústia e desespero, a partir dos pressupostos base para com esta mesma imperiosa necessidade de escrever a respeito e na sequência da sua origem; até porque oportunidades de vida são oportunidades de vida, que quando perdidas só regressarão numa eventual próxima reencarnação, com todas as implicações inerentes, que inclusive enquanto reencarnação já não seria nem se enquanto tal serei eu ser humano actual, mas sim um outro ser humano vindouro. Como seja que para o ser humano actual a oportunidade está perdida de vez, enquanto sendo o ser humano actual que está vivo ao invés do que eventualmente ainda há-de vir, mesmo que se do ponto de vista da reencarnação contendo um mesmo espírito ou uma mesma alma, de entre o corpo/ser humano que está e o que alegadamente há-de vir em virtude do desaparecimento do primeiro, o que como tal digo eu será seguramente sempre numa pessoa, num tempo, num espaço, numas circunstancias e numa vivência diversa/os de entre o presente e o eventualmente vindouro.

Sequência de entre o que precisamente de momento o meu estado de espírito não está para muito mais ou melhor do que para vir aqui dizer isto, com gratidão e respectivo pedido de perdão a Deus e/ou ao Universo pela oportunidade que me foi concedida e mas por mim respectivamente perdida, mas também e desde logo com pedido de perdão e respectiva gratidão a quem aqui me segue e que nos casos mais explícitos e/ou participativos me mereceriam algo animicamente mais leve, satisfatório ou prazenteiro _ salvo o facto de que a vida não é só leve, satisfatória ou prazenteira, ainda que haja casos e casos!

Mas de todo o modo estou cada vez mais convictamente em crer que tudo acontece por um justificado desígnio divino, vital ou universal de fundo, mesmo que esse desígnio nem sempre seja fácil e em parte sequer possível de entender ou de gerir objectivamente e de digerir funcionalmente por nós humanos, o que no limite e dependendo de diversas variantes, até pode mesmo tornar-se de todo ingerível ou indigerível, ainda que por sua natureza original e dentro das respectivas normas vitais ou universais naturais seja um desígnio essencialmente gerível e digerível, ao nível da natural dimensão de cada qual, até porque o respectivo é e/ou passa em si mesmo pela própria vida de cada qual, na indefinida vastidão de vida envolvente, de que neste último caso faz por si só composta e interdependente parte integrante a vida de cada qual. Como seja que esse desígnio é a vida em si mesma, por sua incontornável natureza a exigir por norma o melhor de todos e de cada um de nós, já seja defensiva ou activamente. O que no meu caso, ao menos até ao presente momento, tem resultado nisto que e como constatável, desde logo por via desta minha presente e concreta expressão escrita que por si só iniciei circunstancial/providencialmente acto espontâneo há já mais de duas décadas como uma minha pró vital, sanitária ou subsistente necessidade própria, por assim resumidamente dizer de entre o efectivo ou potencial melhor e pior da própria vida, enquanto em prol do melhor e por automática inerência em detrimento do pior. Isto a partir duma base em que antes, durante e depois do mais me senti perdido do melhor de mim mesmo e não queria em absoluto cair no respectivo pior de mim mesmo, aquém e além de necessitar o mais e melhor (positiva e vitalmente) possível equivaler-me ao melhor envolvente e até por isso automaticamente na correspondente medida do possível (auto) defender-me do respectivo pior envolvente; a partir do que após uns anos de intimista e inicialmente rudimentar escrita de e para comigo mesmo nas circunstancias em causa, passei então há cerca de meia dúzia de anos a esta parte e num não menos circunstancial/providencial acto espontâneo a também necessitar divulgar/partilhar o que e como escrevo neste meio virtual. Em qualquer caso como uma minha natural e espontânea expressão (pró) vital ou existencial própria, que enquanto tal é e/ou mesmo desejo e necessito seja o mais pró positiva e edificante possível. Já agora incluindo ou excluindo a minha mais lúdico-recreativa expressão fotográfica que inclusive neste blogue é prioritária, fazendo inclusive aqui da escrita o complemento! Mas em qualquer caso num global conjunto em que coloco o mais, melhor quando não mesmo tudo de mim, seja qual for a complementar ordem hierárquica entre fotografia e escrita ou vice-versa, enquanto tal e salvo a imodéstia creio global e essencialmente resultar do mesmo algo (pró) positivo e edificante. Permitindo-me até sobreviver, por si só pró positiva e edificantemente, inclusive à inversamente pouco ou nada positiva e edificante perda duma “milagrosa” oportunidade de vida, por mim mesmo sonhada como e enquanto tal desde há muito, dalgum modo desde sempre e mas logo também por mim mesmo definitiva e lamentavelmente perdida.    

Pelo que enquanto tal espero, por não dizer mesmo que estou certo poder e dever o presente reflectir-se (pró) positiva e edificantemente no exterior, desde logo em quem aqui me lê, mas que acima de tudo gostaria se pudesse reflectir, mesmo que indirecta e remotamente, em todas as pessoas que alguma vez e/ou dalguma forma desiludi ou pior se magoei, em especial se quando e enquanto  merecendo as mesmas por si sós e tanto mais se pelo que me dedicaram a mim, o meu respectivo e literal melhor próprio a cada momento, o que no circunstancial ou providencial caso concreto passa e/ou é mesmo esta minha expressão escrita complementada por expressão fotográfica e/ou vice-versa, em qualquer dos reiterados casos como o melhor possível de mim dum modo geral, com respectivo reflexo no presente momento e suas respectivas circunstancias.

Moral da história, já não importa tanto a oportunidade de vida por mim perdida, quanto o que e como eu estou a fazer com ela ou melhor com a perda da mesma. Que se acaso e nas circunstancias em causa o desígnio era mesmo perdê-la!

VB

(*)...fazendo directa ligação com a referência que fiz na anterior postagem enquanto complementarmente ligada a esta, designadamente quando referi: _"...a por vezes dúbia ligação entre existência real e existência virtual", no meu presente e confesso caso de entre, por assim dizer, esta minha existência social virtual versos minha inexistência social prática. O que ao referi-lo como tal retira da equação o factor dúbio, independentemente de segundo os casos e as circunstancias com respectiva conotação positiva ou negativa deste último!