segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Pausa...


... sobre espinhosas farpas, com esperança!

A conceptual ideia da foto acima, com o seu titulo e a sua legenda, são não só prioritária como também fundamental base da presente partilha, que, como tal, contém à partida uma, semi-objectiva e abstracta, abrangência mais ampla do que o que vou escrever a seguir. Mas não deixando de procurar escrever o seguinte duma, também, perspectiva tão abrangente e positiva quanto possível ou por si só tão instintiva e impulsivamente vital quanto o que, apesar de e/ou até por tudo, aqui me trouxe e por aqui me mantem; de momento e para o presente caso, contendo como fundamental base as minhas dificuldades relativas aqui à electrónico-digital dimensão virtual, resulta basicamente assim:

Tirando os interruptores e os electrodomésticos lá de casa _ sim lá de casa porque estou a escrever isto em plena rua _ a única restante coisa que na minha vida tem que ver com electrónica e com esta vertente digital-virtual, é mesmo esta minha existência aqui no blogger, de origem num blogue exclusivamente de escrita, entretanto suspenso e depois neste composto de entre fotografia e escrita. Sendo que, entretanto, a partir do blogger derivei para o mais eclético Facebook e para alguma que outra plataforma exclusivamente fotográfica, a exemplo do Flickr. No entanto, após alguns anos de minha deriva virtual, pelas citadas plataformas em causa e alguma outra, a única em que me mantenho activo e ainda assim, como comprovável, com muitas intermitências e hesitações, é mesmo aqui no blogger e neste blogue muito em concreto. O que talvez ou mesmo seguramente suceda porque aqui conjugo ou pelo menos condenso a minha apaixonada curiosidade fotográfica, com a minha incontornável necessidade de escrever, incluindo alguma interacção social virtual, sem ter de me dispersar muito, por diversas outras plataformas digitais-virtuais. O que ainda, neste último condensado caso, tem tanta mais importância para mim quanto na verdade ora me fata disponibilidade temporal, ora me falta disponibilidade geral para esta dimensão virtual. Além de que a bem da verdade, não fosse a, duma ou doutra forma, necessidade da mesma, já seja por minha natureza própria ou já seja por meu princípio existencial, neste último caso muito rudimentarmente terra a terra, o facto é que modo geral nem sequer sinto particular apetência por esta dimensão electrónica e digital em concreto. De resto, não tivesse sido um motivo de força maior, que por si só passou por durante anos consecutivos eu escrever como se falasse com tudo e com todos, sem terminar de falar com quem quer que em concreto fosse, inclusive comecei a escrever por precisamente também não ter com quem falar _ ainda que isso seja uma história em si mesma, que se pode hiper resumir em desde sempre me ter habituado a, como diz o ditado: "ser o último a falar e quando chegada a minha vez ter de me calar!" e mesmo de entre os meus pares etários e sociais, com quem inicialmente até conversava e interagia de equivalente para equivalente, com o tempo passei a ficar positivamente para trás perante estes últimos, por exemplo logo ao nível escolar quem vinha etária e naturalmente atrás de mim, não só me apanhou como mesmo me ultrapassou, até que por mim mesmo e por assim dizer me auto exclui interactiva e socialmente por não me sentir/constatar à altura, com ressalva do indispensável à mais básica e imediata necessidade de subsistência, a partir de que se possível imagine-se o subsequente restante...  _ o facto é que, após décadas de interativa (auto) exclusão e encerramento ao mundo, perante a entretanto aberta possibilidade de poder passar a expor-me pela via virtual, isso sim e também de forma responsável e consequente, incluindo ainda numa base que possa interessar hipotética e/ou abstractamente a todos, tendo em qualquer caso por base esta minha expressão escrita, de resto como minha entretanto circunstancial ou providencialmente maior, melhor quando não mesmo única forma de expressão e de existência própria, acabei mesmo por também circunstancial/providencialmente, numa determinada ocasião, não ter por fim conseguido evitar apanhar este comboio virtual. Só que ressalvada a primeira fase de sondagem, de aprendizagem e de concretização da minha virtual existência aqui, de resto e também por todos os motivos já invocados, da minha unilateral parte, jamais me foi muito fácil manter-me por aqui. Até porque, como já explicito ou pelo menos implícito, a sequência existencial que da minha parte aqui me trouxe, esteve e ainda está expansiva, interactiva e socialmente nos antípodas da minha presença e existência aqui. 

O que em termos práticos, aqui para o contextual caso, se resume em que após uma série de anos consecutivos de minha contratualmente fiel subscrição com uma operadora de telecomunicações, como meio e forma de poder sustentar a minha virtual presença aqui, também nos cerca de último dois anos dessa fidelização se me foi tornando cada vez mais e mais saber o que fazer com os dados electrónico-digitais mensalmente contratualizados. Até que há cerca de um ano a esta parte cancelei a minha contratual fidelização com a operadora de telecomunicações, desde logo para me conceder um crescentemente necessitado tempo e espaço face a esta minha existência virtual, com que cada vez menos sabia o que e como fazer. Tendo eu, na circunstancia e como comprovável, após vários meses de ausência daqui, regressado há pouco mais de um mês atrás, mas não sem muitas reticencias e hesitações, inclusive tendo por base uma ligação própria à Net pré-paga, vulgo sem contratual fidelização a operadora de telecomunicações alguma. O que por diversos motivos que me ultrapassam, como designadamente dificuldades de rede, não correu nada bem, a ponto de eu ter auto abdicado dessa descomprometida ligação própria à Net. Mas não tendo abdicado de aqui continuar, ao menos de momento e por nalgum tempo mais estou a sustentar esta minha existência virtual, precária e até dalgum modo sofrivelmente via hi-fi público em plena rua _ algo de que não gosto e que inclusive se torna significativamente incomodo e até sofrível. Mas é o que de momento posso dispor e como tal me permite aqui estar. Onde e como de resto estou a compor o presente espontânea e improvisadamente, desde ontem. Pois que tendo eu escrito logo ontem, por assim dizer, a base do presente texto, de repente fui inadvertidamente interrompido por falta de bateria no portátil, porque precisamente estou habituado a compor e a publicar estas coisas em casa, directamente ligado à rede eléctrica, tendo-me esquecido que na rua tinha/tenho a limitação energética e respectivamente temporal da capacidade da bateria _ que mais uma vez, no dia de hoje e de momento já só está nos 27% restantes. Sendo que, se bem recordo, o portátil que entretanto passei a utilizar essencialmente como computador de secretária, de origem até avisava com antecedência da crescente escassez da bateria, mas talvez pela idade e respectiva utilização, o mesmo (portátil) parece já não estar para grandes avisos prévios, acerca da sua própria capacidade energética.

Pelo que, apesar de e/ou até por tudo, vou de momento terminar com um sorriso, pela minha persistência para aqui estar de novo hoje, com o presente, em especial se face à minha prévia falha de memória relativamente a algo tão prosaicamente básico quanto a capacidade energética e temporal da bateria do portátil!.

:-)

Com muito improviso, que inclusive exclui revisão de muito substantiva parte do texto acima, a que salvo contrariedade de maior, adiciono a promessa de regressar amanhã, então já essencialmente para visitar quem de bem aqui me segue e/ou eu mesmo sigo...

   VB   

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Causas e consequências... entre a espada e a parede


Nota prévia: Esta era para ter sido a primeira ou a segunda partilha logo após o meu regresso aqui à dimensão virtual e à blogosfera em concreto. Mas por diversos motivos, incluindo não estar a conseguir resumir o quanto necessitava dizer/escrever ao pandémico respeito, também sempre fui adiando a mesma, no caso mantendo-a como rascunho aqui no blogue. Ao menos, até que no passado dia 08 do corrente mês de Novembro, me foi suscitado (re)escrever o que e como imediatamente me viesse à cabeça, com base na mesma aceção pandémica que estamos a atravessar, cujo resultado já se começa a ver e no que depender de mim se continuará a ver de seguida, por e para quem a isso naturalmente se predispuser, claro está!.

Após ter escrito cerca de três quartos de centena de páginas, desde o inicio e em respetiva sequência do corrente surto pandémico que, de resto, se apresenta (ainda) sem fim à vista. Como sempre, também de momento me termina sendo difícil sintetizar, mesmo que conceptualmente, em poucas palavras o que penso e sinto ao respeito. Por si só não sei bem se o faça num tom mais grave, mais irónico, mais irascível, mais humorístico, etc. etc., salvo que precisamente enquanto já escrevo estas linhas, segundo me estão a vir imediatamente à cabeça, também me está a ser suscitado continuar a fazê-lo espontaneamente segundo o meu estado de espírito do momento, o que substantiva e formalmente, melhor ou pior, da ainda mais resumida forma possível, é como já constatável. 

Além da viral afectação fisiológica, está a pandémica afectação mental 

Tendo as múltiplas e diria mesmo infindas contradições humanas relacionadas com a vigente pandemia como base, desde logo contradições ao oficial nível médico(DGS) e político(Governativo), o que se a diversos níveis não fosse triste seria até humoristimente risível, a exemplo de quando em prol do confinamento na Primavera, como se duma verdade absoluta se tratasse, começou oficial e pró impositivamente a dizer-se:  

Máscaras de proteção não! Porque o uso de máscara é uma ilusão, que leva o indivíduo a imaginar que está protegido, quando bem pelo contrário pode estar a correr riscos maiores! Seja que apenas o confinamento é eficiente!”. Sequência de que _ salva a imodéstia da minha parte _, desde logo ao nível dos meus ciclos familiares e sociais, sensatamente eu sempre disse: “a economia não matará o vírus, mas seguramente que, mais cedo que tarde, matará esta irrazoável paranoia pró confinante.” E quanto a isso, como já reza a história, não me enganei nem um milímetro. Até porque perante um pandémico factor patológico sem fim à vista, nem farmacologia preventiva ou curativa disponível, o simples e duro confinamento estava económica e socialmente condenado a muito curto prazo, por não dizer logo à partida. Seja que, acto imediato, mal a degradação económica e social começou a tornar-se óbvia e insustentável, também em literal inverso, as mesmas supremas  oficiais autoridades médico-sanitárias e político-governativas, como se duma não menos verdade absoluta que a anterior e mas inversamente à anterior se tratasse, passaram a adotar o discurso de que dever usar-se máscara de proteção, porque alegadamente esta é ou repentinamente passou a ser dos melhores meios de evitar o pandémico contágio. O que em resumo, não sei se é mais para rir, para chorar ou simplesmente para embasbacar?! Mas em qualquer caso faz recordar a reacionária lengalenga das regras do chefe, cujas primeiras três regras rezam logo assim: "regra 1, o chefe tem razão; regra 2, o chefe tem sempre razão; regra 3, quando o chefe não tem razão aplicam-se as regras 1 e 2; e assim sucessivamente ...".  

Paralela ou posteriormente ao anterior, vieram impositivas medidas oficiais como a de ter deixado de sequer se poder ver os mortos da própria família, creio que independente de falecido com ou sem COVID-19. Mas mesmo que exclusivamente para os falecidos com COVID-19, esta última radical medida que afetou e eventualmente continuará a afetar todas as pessoas/famílias que se tenham visto ou continuem a ver sob sua alçada, me pareceu e parece a mim uma medida profundamente insensata, por não dizer mesmo prepotentemente ofensiva. É que, por mais não dizer, se o (corona)vírus, causador de Covid-19 se transmite e propaga essencialmente pelas vias respiratórias ou mesmo que pelas diversas excreções humanas, parece-me  a mim que, salvas as devidas excepções, a esmagadora maioria das pessoas mortas já não excreta coisa alguma e muito menos expira. Pelo que com algumas básicas medidas preventivas, como desinfeção da urna e, se acaso, hermética colocação de algo transparente, como um acrílico sobre o defunto, este poderia ser visto uma última vez pela própria família, no limite até para se ter a certeza de que se está a fazer o funeral ao próprio familiar. Tudo isto enquanto o transportes públicos nas grandes cidades andam apinhados até nem mais! Enfim, parece ter sido mais fácil cair na radicalidade de proibir o acesso, sequer visual, dos próprios familiares aos seus respetivos mortos, do que por exemplo criar condições para também nos transportes públicos urbanos se cumprirem minimamente as distancias de segurança pandemicamente exigíveis, desde logo exigíveis nos restantes contextos extra transportes públicos, enquanto ainda distancias de segurança entre vivos, que expiram e afins!  

Como mais um exemplo dos múltiplos, que diria mesmo infindos paradoxos inerentes, recentemente recordo por exemplo, que no respeitante ou no despeitante à (não) presença de público nos estádios de futebol, ter escutado o treinador do FCP, Sérgio Conceição, dizer na primeira pessoa que os atletas e equipas técnicas dos clubes de futebol são das entidades pessoais e colectivas mais testadas à COVID-19, na ordem das já dezenas de vezes em relativamente pouco tempo, que se bem recordo, ao nível das três dezenas de vezes até aquele mesmo momento (19-09-2020), tão só no FCP _ ainda que aqui se deva reconhecer que a não presença de público nos jogos de futebol não tenha direta ou absolutamente que ver com a maior ou menor testagem dos oficiais stafs das próprias equipas de futebol, mas isso é uma outra conversa. Pelo que, aqui para o contextual caso, importa sim acrescentar que como mais uma que diria mesmo paradoxalmente insólita curiosidade, pandemicamente alusiva, foi o mesmo Sérgio Conceição, na mesma respectiva conferência de imprensa, em que disse o anterior, ter também e mas em radical sentido inverso ao anterior, referido que tem familiares próprios a trabalhar nos serviços de saúde que jamais foram testados à COVID-19 _ levando-me a acrescer, agora a mim, que talvez seja também por isso que, segundo parece, os serviços de saúde são paradoxalmente uma das, principais, fontes de contágio do SARS COV 2, com patológica extensão em COVID-19!  

Por outro lado ainda e porque as contradições humanas, pandemicamente alusivas, são mesmo intermináveis, também para além das restritivas e/ou irrazoáveis imposições já atrás referidas, temos ainda por inerência do decreto pandémico, os correspondentes alertas alusivos à utilização de medidas de segurança, desde logo alertas de auto proteção de cada qual, com correspondente reflexo no todo, direta e/ou colateralmente, envolvente. A alertantes exemplos de: "em publico e/ou em sociedade, mantenha as distancias de segurança pessoal, oficialmente indicadas em cerca de 2 metros"; por alertante acréscimo: "lave e desinfete frequentemente as mãos, desde logo, de cada vez que tocar nas mais diversas superfícies, em especial de uso público"; além de, como já referido em anterior parágrafo, não de imediato e mas por força económico-social, com a reflexa reabertura do comércio e da própria sociedade, pós confinamento geral, veio o inevitável alerta de: "em recintos fechados e/ou em público use máscara de proteção, em especial sempre que não seja possível manter a distância de segurança, em cerca de 2 metros"; mas, aparentemente não menos importante que o alertante demais, veio ainda o alerta de: "não entre em sua própria casa com o calçado que usa na rua, porque o (corona)vírus é muito agressivo e de fácil contágio, podendo ser transportado da rua para casa por via do calçado"; enfim, para além das confinativas imposições, as próprias alertantes variações são múltiplas e para diversos (des)gostos, mas basicamente todas sustentadas pelas alegadas agressividade e facilidade de transmissão do (corona)vírus. Cujo em directa sequência desta mesma e ultima acepção, me parece entrar outra profunda contradição, que passa pelo facto de apesar da tão alegada agressividade e facilidade de propagação do (corona)vírus, que até aos sapatos chegará, no entanto para fazer o teste de despiste do vírus e/ou da sua patológica derivação em Covid-19 seja necessário enfiar uma zaragatoa de vários centímetros nariz acima, até quase chegar ao cérebro, em diversos casos provocando mesmo sangramento nos analisados. Cujo, até dada a sua oficialmente alegada agressividade e facilidade de passar de pessoas para pessoa, inclusive para, no limite, nem os mortos poderem ser vistos pelos seus próprios familiares e/ou os sapatos de cada qual terem/deverem ficar preventivamente à porta de casa, me leva ainda a perguntar se o Sars-Cov 2 e/ou a subsequente Covid-19 não deveriam ser superficialmente detectáveis, por exemplo, na própria saliva?! 

Antes, durante e/ou depois de tudo o oficialmente já decretado e por mim em grande critica medida aludido atrás, está ainda oficiosa e/ou popularmente um fenómeno designado de ser-se mais papista que o próprio papa. Pelo que, aqui sendo um tanto mais incisivo, atrevo-me mesmo a afirmar que, desde logo face à auto exigência que tenho de e para comigo mesmo, perante as mais básicas e até grosseiras contradições técnico-especialistas que se têm cometido aos oficialmente superiores níveis médico-sanitário e político-social, com intermédia veiculação mediático-jornalística, se fosse eu a estar no responsável lugar de topo das superiores entidades oficiais em causa, designadamente ao nível da DGS e do Ministério da Saúde, já há muito me teria demitido, desde logo por repetidamente me dizer e desdizer a mim mesmo, em qualquer dos casos como se, com a maior das aparentes convicções, estivesse permanentemente na posse da verdade absoluta, como quando por concreto e reiterado exemplo primeiro se gritava “fiquem em casa, inclusive com oficial-legal imposição de recolher obrigatório, para imediatamente após e como obviamente indispensável, com o respectivo apertar das necessidades económico-sociais, ao literal invés do pró confinante "fiquem em casa" se passou a gritar “saiam de casa, caminhem, vão aos cafés, aos restaurantes, ao comércio em geral e consumam” _ o que de resto só se pode minimamente entender e/ou pelo menos suportar num praticamente ditatorial e em significativa medida cego contexto médico-sanitário, com extensão político-social de, mais ou menos, fundada base pandémica. Sendo inclusive nesta última ditatorial acepção, de fundamento pandémico, que entrou e entra quem de entre o bom do povinho fosse e ainda seja mais papista que o próprio papa, designadamente dizendo diversos elementos do povinho, alto e bom som, durante o primeiro Estado de Emergência Nacional, com genericamente correspondente confinamento/recolher obrigatório, que se deveria ter confinado/recolhido todos mais cedo e mais radicalmente do que em efectivo se chegou a fazer _ digo eu que eventualmente estes últimos elementos do povinho, mais papistas que o próprio papa, devem ter sido e como tal continuar a ser dos que, nas pandémicas circunstancias vigentes, inicialmente durante o primeiro confinamento geral andaram a açambarcar tudo nos supermercados, eventualmente pensando que com isso estariam confinadamente prevenida/os para muito e bom tempo, segundo consta com particular destaque para doméstico aprovisionamento de papel higiénico! 👀    

De qualquer modo e em resumo de tudo isto me leva a concluir que de entre a espada da afetação viral e a parede da degradação económica, me parece a mim que, em significativa medida, do topo até à base da oficial e oficiosa sociedade humana, se entrou genérica e transversalmente em paranoica irrazoabilidade e no limite mesmo em decadência mental _ com positiva ressalva dos próprios idosos, que mais que ninguém, por pandémica e confinante derivação, têm em muitos e mesmo em de todo demasiados casos crescentes motivos para ter algum tipo de afectação anímico-mental, independente de afectação físico-viral _ sendo que sequer posso ou quero imaginar o que terá sido e continuará a ser para idosos internados em lares e afins, repentina e radicalmente terem sido privados de visitas familiares, desde logo privados do contacto com filhos e netos!? 🙏

VB

Nota: Estou, de novo, sem acesso próprio à Net. Mas no caso não tanto por opção própria, quanto por motivos que em significativa parte me ultrapassam, designadamente por dificuldades de rede. algo que vou tentar resolver dalguma forma, a mais curto ou médio prazo. Pelo que para partilhar o texto acima, escrito no passado dia oito, tive de esperar a oportunidade de conjuntural disponibilidade temporal e de acesso a um hi-fi que me seja confiável. 

Entretanto tenho pouca disponibilidade/possibilidade para vos visitar, mas na medida do possível, não deixarei de o fazer. VB

domingo, 1 de novembro de 2020

Arte transformadora (popular)




Por vezes a vida impõe-se-nos como um rolo compressor de deveres, obrigações e imergentes necessidades básicas e imediatas, que nos deixa pouco ou mesmo nenhum espaço, tempo e disponibilidade geral para algo mais reflexivamente profundo/substancial, com correspondente e, se preferencial acaso, positiva criatividade/expressividade própria de cada qual. Fase esta última que, de momento, eu mesmo estou a atravessar de diversas formas e por diversos motivos.

No entanto, aquém e além de mim, abençoado/a seja quem tem tempo, espaço, disponibilidade geral e, no caso, também talento para do ferro velho duma carcaça automóvel abandonada às portas da sua própria localidade fazer o que, numa disponibilidade a que da minha própria parte me auto forcei, também por mim e como exposto acima, fotograficamente documentei!

VB

Os sonhos


Até para fazer ampliada ligação à temática base deste blogue, sabia que tarde ou cedo teria de voltar a esta foto, na presente versão, mas não sabia quando nem como. Ao menos, até que uma determinada sequência me suscitou escrever algo acerca dos sonhos. O que, por seu turno, me chegou a, também, suscitar fazer uma foto oniricamente alusiva. Mas eis que, enquanto pensava nesta última hipótese, de repente como que identifiquei a minha curiosidade fotográfica e a minha necessidade escrita, como as minhas duas expressões próprias que mais se aproximam do que ainda posso considerar sonhos, na minha vida.  

Ainda que não me estando a apetecer desenvolver, agora, raciocínio ao especifico respeito das minhas expressões fotográfica e escrita, o que inclusive tenho como dispensável para o presente contexto, passo então já diretamente ao que me foi suscitado escrever acerca dos sonhos, que foi e é: 

Além de quando e como concretizamos um sonho; em sentido inverso a essa concretização, pergunto: porque, quando e como começamos a desistir dos sonhos?!

Cuja resposta que, numa determinada sequência de vida, espontaneamente encontrei em mim mesmo à anterior pergunta, inclusive antes mesmo de me auto colocar objetivamente esta última, foi sucintamente que se começa a desistir dos sonhos quando: uns, desses sonhos, têm mais que ver com influências externas a nós do que com a nossa natureza própria; outros, porque, por um ou outro motivo próprio e/ou envolvente, não terminamos de encontrar a devida oportunidade ou o suficiente espaço, tempo e disponibilidade geral para os concretizar; outros, porque, ao passar demasiado tempo sobre a inconcretização dos mesmos, nos podem levar a perder a utópica ilusão e com isso a esmorecer o próprio sonho; outros, porque, dependendo da sua própria natureza, com o próprio avançar da idade, a condição física e/ou mental deixa/m de ser a/s mais adequada/s ou minimamente exigível/eis; e assim sucessivamente, se inclusive acaso até devido a um conjuntural cumular, dum pouco, de todas as condicionantes acabadas de abordar, entre eventuais outras...

Sendo que, no meu caso, confesso que me restam acima de tudo necessidades, a começar e terminar pela mais básica, imediata e até reflexa necessidade de subsistência orgânica, como tal um não sonho, porque não se sonha com a necessidade de comer ou com o bater do coração, o mesmo bate reflexamente, sem mais; ainda que, ao menos no meu caso pessoal, para tão só necessitar sobreviver, desde há já décadas que se me impôs a necessidade de escrever e em direta sequência de sobreviver também, na medida do possível, cá vou complementarmente sustentando a minha curiosidade fotográfica.

VB 

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Processo...


Há cerca de um ano a esta parte, deixei de ter acesso próprio à Net, via contratual subscrição com uma operadora de telecomunicações. Até porque o que, por ironia, me trouxe aqui à dimensão virtual, que de origem e dalguma contínua forma foi o meu acto de escrever, de fundamental base reflexiva/contemplativa, também após um determinado tempo de minha contínua presença aqui, acabei sentindo pró reflexiva/contemplativa necessidade de me (re)afastar, ao menos, temporariamente. Inclusive passei a, durante meses consecutivos, só aceder à Net em contexto laboral/profissional e em correspondentes termos institucionais, designadamente na relação com os servidores e utentes do meu serviço, incluindo com o próprio Estado (Finanças, Segurança Social e afins). 

Tudo o anterior, até que, em meados do imediato passado Verão, passei a gradualmente ir necessitando revisitar alguns espaços (sítios) virtuais, de início exclusivamente relacionados com fotografia, fazendo-o eu também exclusivamente via hi-fi do meu próprio local de trabalho _  refira-se que em horário pós laboral, por norma entre as vinte e uma e as vinte e três horas. A partir de que fui muito gradualmente ampliando a minha margem de sítios virtuais visitados, deixando no entanto sempre os meus espaços virtuais próprios de fora das minhas visitas, ao menos, até que há cerca de três semanas a esta parte, já com alguma semi-objectiva ideia e/ou impulsiva tentação de voltar, acabei por revisitar então aqui o meu receberedar. Sequência de que já não pude mais evitar procurar ter de novo algum tipo de acesso próprio à Net, o que também de há cerca de três semanas a esta parte passou a incluir, por assim dizer, uma minha precária ligação própria à Net, via Banda Larga Móvel pré-paga, que eu só penso recarregar pontualmente e para alguns limitados dias de acesso _ até porque estou com muitas limitações ao nível de disponibilidade temporal e até de disponibilidade pessoal própria modo geral, para poder dar a devida saída e/ou expressão prática a uma minha temporalmente contínua e/ou ilimitada ligação própria à Net. 

Tendo, no entanto, sido de toda a anterior sequência que resultou este meu presentemente activo regresso aqui ao Blogue, cujo esta é já a terceira partilha em relativamente pouco tempo. Só que, entretanto, precisamente no inicio da passada semana, terminou o meu primeiro plafond de Internet pré-paga, enquanto primeiro plafond, precisa e automaticamente resultante da minha recente adesão a uma Banda Larga Móvel. Mas, como eu já sabia antemão que teria de sair durante todo o último final de semana, sabendo também que para onde ia poderia aceder à Net, por via dum seguro hi-fi externo a mim, logo imaginei que, até para corresponder a quem eventualmente reagisse à minha anterior partilha "No Topo" e/ou se acaso para fazer alguma nova partilha poderia, em qualquer dos casos, fazê-lo via hi-fi do local onde me iria alojar. Só que como algo relativa e em certa medida até crescentemente comum em mim, mesmo após ter preparado (quase) tudo de véspera, o facto é que à ultima hora acabei por carregar o portátil comigo, mas tendo deixado a bateria e o cabo A/C esquecidos em casa. Sendo que, entretanto não gosto, nem de resto e acima de tudo me ajeito muito bem a aceder à Net via telemóvel, em especial a este nível de escrever e fazer partilhas, designadamente aqui no blogue. 

Em suma posso dizer que fiquei basicamente sem acesso à Net durante cerca duma semana, de entre ter-se acabado o meu próprio plafond pré-pago e ainda ter-me esquecido de parte dos acessórios indispensáveis a aceder à Net via hi-fi externo. 

O que, em resumida e contextual conclusão, de entre o temático titulo e correspondente foto na conjuntural base desta presente partilha, se pode interpretar, como processo de degradação da embarcação fotografada, mas que dadas as circunstancias da minha parte, também se pode interpretar como processo de minhas diversas indisponibilidades próprias, incluindo indisponibilidade de memória, ao menos de memória funcionalmente corrente _ que de resto escusado seria (d)escrever tudo isto, não fosse essa minha e mesma disfuncionalidade _ o que, no entanto, já estou a procurar compensar, também por via da presente partilha e nos próximos dias também por via de gradualmente revisitar quem faz parte deste meu ciclo virtual, o que neste último caso não consegui ainda concretizar na sua totalidade, desde que aqui regressei, mas que tentarei a partir de agora efetivar, enquanto sustentado num meu não imediatamente programado e mas sim circunstancialmente necessário recarregamento da Banda Larga Móvel pré-paga!

Nota: peço perdão por alguma calinada linguístico-discursiva mais grosseira, que seguramente quem me leia saberá elevadamente relevar, pois que, da minha parte, não podendo nem querendo mais adiar fazê-lo, acabo de escrever de improviso e após breve auto revisão vou partilhar o presente já muito significativamente cansado, após um dia de trabalho e com outro já a espreitar, em qualquer dos casos, na esquina da corrente madrugada. 

VB 

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

No topo


 Até pelo que vou dizer a seguir, claro que gosto e até necessito da beleza, da alegria e da felicidade da Vida. No entanto não sei se tenho medo ou incapacidade, mas seguramente tenho vergonha de ser feliz. Em especial quando por diversos pressupostos, a começar logo nas minhas indelevelmente marcantes origens, com continuidade no espaço e no tempo, senti ou mesmo constatei desde cedo que, para alegadamente ser feliz, teria de deixar outréns positivamente para trás, tanto mais se sendo esses outréns por mim genuinamente amados. Além ainda, de que, ao menos, segundo minha experiência própria, descobri também há muito que só há duas grandes formas de ser feliz: uma é que quem de perto nos cerca também o seja e a outra é sendo cego à dor, à tristeza e à infelicidade envolventes _ neste último caso, como, dalgum modo, diz o ditado: "felizes os ignorantes"!

Mas como eu não sou, ao menos, totalmente ignorante, cego ou insensível à dor, à tristeza e à infelicidade envolventes _ especialmente aquelas que podem ser humanamente evitadas e/ou sanadas, cujo muito pior se diretamente provocadas pelo próprio ser humano, inclusive, a e de entre si próprio, que tanto pior ainda se comigo como protagonista nesse processo, mesmo que no meu caso enquanto protagonista indireto e/ou passivo. Até porque no natural extremo que humanamente não dominamos, como também diz um outro ditado: "o que não tem remédio, remediado está". Sequência de entre o que, aquém e além das minhas dores, tristezas e/ou infelicidades próprias, não consigo deixar de, até acima de tudo, empatizar com a dor, a tristeza e/ou a infelicidade envolvente, em especial se intra e inter humanamente provocadas. Aliás, empatizar com a dor, a tristeza e/ou a infelicidade envolvente, além de logo à cabeça relativizar muito as minhas dores, tristezas e/ou infelicidades próprias, porque desde logo há sempre quem, duma ou doutra forma, esteja pior; é ainda irónico meio caminho andado, senão, para o meu prazer, para a minha alegria e para a minha felicidade própria, ao menos, é-o para um meu muito significativo e genuíno reconforto interior, inclusive porque essa empatia, me exige um pró positivo esforço de resistência ou subsistência própria, que na medida em que eu consiga, como duma ou doutra forma tenho conseguido, dar expressão e continuidade prática a esse esforço, acaba invariavelmente por se refletir positivamente na minha própria vida, com direta ou indireta extensão à vida envolvente e/ou vice-versa. O que de resto e por si só espero minimamente constatável ou, ao menos, intuível no que e como genericamente escrevo, a concreto exemplo do presente.

Seja, conclusivamente, que toda a anterior sequência, de minha tendencial empatia com o, por assim resumidamente dizer, pior envolvente, com apenas positiva ressalva para o facto de se conseguindo eu, duma ou doutra direta ou indireta forma, contribuir para sanar ou ao menos atenuar esse pior (mais sofrível, triste e/ou infeliz) envolvente, inclusive por via de eu mesmo sobreviver tão positivamente quanto possível, à minha própria empatia com o mesmo _ mal comparado seja com, no limite, um médico, um polícia ou equivalentes, que têm de lidar com o pior e mas para com o melhor da vida _, algo em que, segundo me auto entendo, sou confessamente muito modesto e mesmo torpe, ainda que até por força de recorrentes circunstancias, próprias e envolventes, mesmo que à minha modesta e torpe medida, não posso nem consigo desistir de tentar contribuir para o que se pode resumir no mais transversal bem Universal, que como tal me inclui incontornavelmente a mim mesmo, sem excluir quem mais quer que seja, em efetivo ou em potência, inclusive sob incontornável pena de caso contrário ser eu próprio, também ou até o primeiro, a cair!... 

VB

Página em branco...


Antes de mais, neste pandémico tempo, não só espero, como mesmo desejo que esteja tudo bem com quem aqui alguma vez me acompanhou, possa continuar a acompanhar ou venha eventualmente a acompanhar de futuro! VB 

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Pin-Selfie


...porque o que segue, aquém e além de deficiências técnico-discursivas da minha parte, é ainda de tendência psico-filosoficamente algo complexa/complicada; a partir de que desde já vos digo que não se sintam forçada/os a ler o mesmo; como seja ainda que com toda a vossa natural liberdade de fazerem, por vós mesma/os, o que melhor lhes seja dado fazer ao respeito, no entanto por mim próprio e logo à cabeça vos digo que, se acaso, fiquem-se pela mais directa e imediatamente agradável foto, exposta acima _ incluída já a, subsequente, presente legenda! ;-) 

Aproveitando uma foto de agradável e lúdico-recreativo cariz social, em cujo global contexto eu tive de me integrar dalguma forma, isto ironicamente após semanas sem sair de casa, salvo para trabalhar pró subsistentemente, aproveito para dizer que: 

Independente dos motivos próprios e envolventes para tal, o facto é que tendo eu deixado de progredir de forma positivamente estruturada, coerente e não raro mesmo em absoluto logo a partir da infância; respectivamente tudo o que e como sou hoje enquanto adulto é reflexo produto da minha auto-gestionada resiliência a tal facto. 

Sendo que de entre meio tive de me auto assumir pela negativa ou ao menos como positivamente inócuo, ainda que em absoluto não conformado com isso, à cautela passei por um lado a auto passivizar-me pratica, (inter)activa e funcionalmente perante a vida, com não raro subsequentemente profundo auto isolamento pessoal/social; enquanto por outro lado procurava absorver e seguir as melhores referências pessoais, humanas, sociais, naturais e em suma vitais; o que em si mesmo é um Mundo que pela vertente de me ter passivisado e auto isolado interpessoal e socialmente pode ir e vai da inata energia vital que habita em mim e à qual necessitei dar vazão perante a própria vida mesmo que em passividade e/ou em isolamento interpessoal e social; enquanto pela vertente de absorver e seguir as melhores referências de vida pode ir e vai desde a resiliente plantinha silvestre que nasce, cresce e floresce numa fenda entre o negro e escaldante asfalto, até à mais sublime expressão artística humana. Que já agora e durante pelos menos duas décadas e meia consecutivas, tudo com um grande denominador comum que foi eu ler tudo o que me viesse circunstancialmente parar à mão e/ou que a mim mesmo me interessa-se, desde a impressa escrita até à pura literatura, que respectiva e objectivamente eu procurava em bibliotecas ou que se podendo adquiria por e para mim mesmo. O que como tal, mesmo que não por directa derivação de ler e inclusive contra todas as expectativas de partida pró qualquer minha expressão escrita, me tenha no entanto levado mais tarde a começar a escrever acto espontâneo, por força de circunstancias que nada tiveram por si sós directamente que ver com ler ou com escrever, mas para com o que o prévio, semi-objectivo ou instintivo, facto de eu ler, creio ter acabado por ser determinante para eu começar a escrever, sem sequer ter pensado previamente nisso. Em qualquer dos casos, ler e escrever, como actos essencialmente solitários, reservados, dalgum modo pró monásticos e eremiticos. 

Com o imediatamente anterior a dar por si só razão ao facto, inclusive já por mim aqui referido mais que uma vez, de designadamente ressalvadas excepções laborais/profissionais pró subsistência básica e imediata e/ou de minhas mais raras e circunstancias aberturas interpessoais/sociais próprias, de resto e sem lamentos nem regosijos, as últimas três décadas e meia da minha vida terem sido essencialmente vividas de forma mais pró monástica e eremiticamente reflexiva/contemplativa do que interpessoal e socialmente prática/funcional.  

Logo esta minha existência virtual, já seja pela minha exposição escrita ou fotográfica ou já seja pela vertente interpessoal e social que dai pode derivar e que duma ou doutra forma tem derivado de facto, está em qualquer dos casos esta última nos antípodas da minha dimensão existencial real, ao menos das últimas três décadas a esta parte; ainda que e/ou até por duma ou doutra forma com esta minha expressiva e pró interactiva existência virtual, derivada de entre o paradoxo de me ter auto assumido a mim mesmo pela negativa ou como positivamente inócuo logo na minha adolescência, levando respectivamente a auto passivizar-me ou isolar-me interpessoal e socialmente, mas não positiva ou absolutamente conformado com isso, tendo então passado duma forma semi-objectiva e intuitiva a auto gestionadamente procurar absorver e seguir as melhores referências da e na vida. Talvez ou seguramente por esta última vertente, também esta minha existência virtual de expressiva base escrita ou fotográfica mereça a imensa, que em alguns casos diria mesmo indescritível honra de quem até à data aqui vai seguindo e/ou (inter)activamente participando nesta minha existência virtual.

Só que apesar dos incontornáveis pontos de ligação e de equilíbrio, de entre esta minha expositiva e pró interactiva existência virtual, versos a minha reservada ou mesmo auto isolado existência real, termine por haver um significativo/substantivo abismo nem sempre, nem por vezes de todo fácil de transpor. Tanto mais assim quanto de momento exerço uma actividade laboral/profissional pró subsistência básica e imediata, em grande medida de índole interpessoal e social, inclusive porque esta última implica também directo atendimento ao público, o que por si só já exige tanto ou mais de mim face à minha inversamente reservada ou isolacionista existência, do que por exemplo me exige esta minha expositiva ou interactiva existência virtual, inclusive enquanto esta última em grande e irónica medida derivada da minha reserva e/ou passividade interpessoal e social. 

Em suma, numa base e sequência que é substantiva e argumentativamente muito mais extensa, profunda e potencialmente complexa do que cabe no presente contexto, face ao que a minha presente exposição até já vai muito significativamente longa no presente contexto, concluo então confessando que de momento estou com particular dificuldade em gerir e fazer a ligação entre a minha existência real e esta minha existência virtual. Daí que nos últimos tempos eu sequer tenha visitado os por si só muito honrosos e inspiradores espaços virtuais que eu mesmo sigo, coincidentes ou não com quem aqui honrosamente me segue a mim _ inclusive, até há dois ou três dias atrás, estive cerca de toda uma semana inteira sem sequer ligar o computador, logo sem respectivamente aceder à Net duma perspectiva pessoal, visto que ao nível laboral/profissional tenho de ciclicamente o fazer. 

Pelo que, agora mais que nunca, sem garantias de quando aqui regressarei com minha expressão fotográfica e/ou escrita própria; mesmo que, salvo imponderável de força maior, com a certeza de que voltarei porque disso necessito; no entanto e em qualquer caso passarei imediatamente a (re)visitar os vossos espaços virtuais (blogues) próprios, ficando desde já e acima de tudo a minha muito reconhecida gratidão, desde logo pela vossa inspirada e inspiradora existência própria aí desse outro lado, no limite e em última instância aquém e além de qualquer vossa participativa e/ou interactiva acção para comigo. Ainda que no caso eu também tenha de deixar uma especial palavra de gratidão e/ou em último caso de perdão a toda/os a/os que aqui explicita, participativa e/ou interactivamente me seguem e mas a quem eu nem sempre correspondo em devido tempo e pontualmente sequer em absoluto. Pelo que também e/ou especialmente por vós escrevi o que está a culminar no presente.

     VB        

domingo, 4 de agosto de 2019

Natureza (E.T.)...


A foto acima foi originalmente feita no dia 01 de Julho último. E logo no momento em que a fiz imaginei, algo humuristicamente, publicá-la com sub acompanhamento do tema musical " Sr.º Extra Terrestre" de Carlos Paião, ainda que num primeiro momento na duvida de entre a versão original de Amália Rodrigues _ https://www.youtube.com/watch?v=Fi5XFlR3opc _ ou a mais recente versão de Gisela João(?)...  

Só que como raramente publico fotos imediatamente após fazê-las, entretanto, sem que a mesma soubesse de mim e/ou eu dela, curiosamente a para mim muito estimável amiga Ana Freire, publicou precisamente a foto dum gafanhoto, com sub acompanhamento musical do tema "Sr.º Extra Terrestre" de Carlos Paião, na voz de Gisela João _ https://www.youtube.com/watch?v=X-mFf9dXnUI. Pelo que a ideia original em causa, tal como exposta, é já com todo o devido mérito da minha amiga Ana Freire, com uma correspondente bela foto de Jorge Gonçalves _ http://artandkits.blogspot.com/2019/07/et.html. Mas fica registada a curiosidade de como por vezes há uma espécie de mente Universal, relativa a uma determinada temática e no fundo à própria vida, que naturalmente toca a mais de um/a de nós, mas a que apenas alguns de nós correspondemos, mais ou menos, imediatamente na prática.  

Sequência de que como derivação à minha ideia original face a esta mesma foto, com entretanto pública antecipação de equitativa ideia original por parte da minha amiga Ana Freire; aproveito para no presente caso expor um meu raciocínio acerca da nossa humana relação face à natureza selvagem. Tendo por base uma reportagem do noticiário televisivo, aludindo à actualidade nacional interna, de antes-de-ontem (02/08), mostrando um tratador do zoológico de Lisboa com uma ave silvestre na mão a explicar a uma série de crianças muito pequenas a importância da preservação da natureza. Ainda que tendo eu apanhado a reportagem já em andamento e não sendo particular especialista na matéria, não consegui objectivamente identificar a ave que o tratador tinha entre mãos, mas andava algures entre o mocho, a coruja e o bufo.

 E ao assistir aquilo, em companhia dum meu familiar, logo comentei: _ Bem! Estar o tratador do zoológico a fazer uma palestra acerca da importância de preservar a natureza, perante crianças de tenra idade, com uma (já) domesticada ave silvestre entre mãos, equivale a meu ver e sentir ao já velho e muito batido ditado: "faz o que eu digo, não faças o que eu faço!". O que a também meu respectivo ver e sentir é algo como mínimo contraditório, que salvo eventual excepção, regra geral, jamais funcionará muito bem, por si só. Pois que para mim o coerente e objectivo exemplo prático fala mais alto que tudo o mais. E o exemplo prático, para casos como o aqui em causa, funcionaria coerente ou mesmo absolutamente melhor levando as crianças a passear na natureza, explicando-lhes o que é cada uma das espécies animais silvestres que se vão encontrando ou objectivamente buscando, respectivamente como vivem estas últimas e qual a sua importância no ciclo da vida natural. Ao estilo do que, salva a imodéstia familiar, algumas e para mim muito marcantes vezes fez a minha mãe e/ou um meu tio-avô, levando-me por exemplo a ver alguma cria de lebre, de coelho bravo e/ou ninhos de diversas aves silvestres, explicando-me o que eram, sem no entanto me deixarem mexer, porque alegadamente depois: "os pais daqueles pequenos e frágeis seres ficariam muito tristes por lhe roubarmos os filhos!" _ mesmo que posteriormente, durante uma fase da minha juventude, por outras diversas ou mesmo inversas referências, eu tenha violado em absoluto os exemplos da minha mãe e do meu tio-avô atrás referidos, ainda que já enquanto adulto tenham sido estes últimos que finalmente prevaleceram e prevalecem em mim. 

Resumo e moral da história foi que a recente reportagem noticiosa-televisiva, em pleno Jardim Zoológico de Lisboa, culminou com a repórter televisiva a perguntar às próprias crianças o que haviam aprendido e do que mais haviam gostado. Cujo precisa e ironicamente a ultima criança a falar, por mero acaso do género masculino, nem de propósito, concluiu dizendo: "eu gostava de ter uma coruja amestrada!"... parecendo-me a mim que esta última (criança) aprendeu muito pouco ou mesmo nada acerca de preservação da natureza e quiçá muito mais acerca da contradição com que se vira confrontada, na melhor de entre as piores das hipóteses, com prevalência para a captura e domesticação da fauna natural selvagem. 

Tudo o anterior sem absoluto prejuízo do já irónico mérito dos jardins zoológicos e do zoológico de Lisboa em concreto na preservação dalgumas espécies em vias de extinção ou já mesmo extintas na natureza, em qualquer dos casos por nossa directa ou indirecta acção humana!

VB

sábado, 20 de julho de 2019

1969...


...inaugural chegada do homem à lua!

Até para manter a anterior partilha actualizada, enquanto concretizada no mesmo respectivo dia da presente, hoje mesmo 20/07/2019, passo a referir que, como tudo o mais, também o assunto da presente partilha tem à sua respectiva maneira que ver com a imediatamente anterior partilha: "Efémera eternidade..."

VB

Efémera eternidade...


Fiz a foto acima há cerca de três meses atrás. Designadamente porque gostei do motivo e na respectiva sequência gostei também do correspondente resultado fotográfico obtido logo na altura. Mas, salvo raras excepções, como regra geral se passa comigo, costumo deixar as fotos, por assim dizer em "banho maria", se acaso a ver até que ponto as mesmas sobrevivem ou não na minha memória racional, emocional e/ou sensorial. E, de entre algumas outras, esta foi uma das que não ficou esquecida de todo, mas tão pouco havia encontrado motivação ou espaço para a partilhar até ao presente momento. 

Mas na manhã de hoje mesmo (20/07/2019) passeando os meus canídeos, por mero acaso parei alguns minutos junto do local onde fiz a foto acima. E o que ao tempo corrente vi foi pasto seco, incluídos os pés de lírio de onde resultou a foto acima, agora numa amalgama de pernadas e folhas de planta amarelecida/morta a rasar o chão. O que me levou a pensar: 

_ Os belos e viçosos lírios que aqui fotografei há semanas/meses atrás, enquanto tais tiveram a sua forma, o seu tempo e ocuparam o seu espaço de vida, agora estão definitiva, irremediável e eternamente mortos. Mas a planta mãe que lhes deu vida continua aqui pronta a gerar novos lírios na Primavera que vier. Como seja que os indivíduos (lírios) da passada Primavera não voltarão jamais, mas a ancestral essência Natural, Divina ou Universal que lhes deu forma, espaço e tempo de vida continua activa, mesmo que de momento em temporária suspensão. Após o que de repente e por respectiva inerência também me ocorreu a ideia de que o próprio Planeta Terra, que sustentou a vida destes lírios, tal como de resto a vida do caracol anexo ao pé de lírio e de mim próprio humano que escrevo o presente, algum dia sucumbirá, no eterno ciclo Universal de vida-morte.  

De entre o que uma espécie de mais profunda e convicta certeza me tomou, que foi e é a de que a essência Natural, Divina ou Universal que deu origem à vida tal como a conhecemos/vivemos, no seu melhor e pior, sempre existiu e sempre existirá, ao menos como potencia concretizadora!

    VB     

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Tempo de voar...

...primeira foto da sequência, retrata uma cria a ensaiar repetidamente o voo, sobre o próprio ninho.

... parcial mostra duma série de ninhos, que na totalidade se estendem ao longo dalguns quilómetros.

...nidificando, também, nas árvores.

...no solo para alimentação própria e recolha de comida para as crias.

                                   
...partida duma família.

...a caminho da liberdade, no espaço "sem fronteiras"!
  
...encontro de famílias, em pleno voo.

...elegância e poder de voo em altitude.

...condizente com o sujeito, partida em preto e branco!

Segundo rezam as crónicas, as novas gerações de simpáticas cegonhas saem do ninho pelo São João. Cujas fotos acima foram precisa e objectivamente, por mim, feitas no próprio dia de São João. Sequência de que, independente dos motivos que da minha parte a isso levaram, uns dias de atraso, de entre o momento em que fiz as fotos e o presente momento em que as estou a partilhar, está-me ainda a ser, mais propositada ou despropositadamente, suscitado partilhar: 

TIME

                                        

O "tic-tac" vai marcando cada momento de um dia morto
Você gasta à toa e joga no lixo as horas, descontroladamente
Perambulando de um lugar para outro em sua cidade natal
Esperando por alguém ou algo que te mostre o caminho

Cansado de tomar banho de sol
De ficar em casa vendo a chuva
Você é jovem, a vida é longa
E há tempo para desperdiçar
Até que um dia você descobre
Que dez anos ficaram para trás
Ninguém te disse quando começar a correr
Você perdeu o tiro de largada

E você corre e corre atrás do sol
Mas ele está se pondo
Fazendo a volta para nascer outra vez atrás de você
De uma maneira relativa o sol é o mesmo
Mas você está mais velho
Com menos fôlego e um dia mais perto da morte

Cada ano vai ficando mais curto
Parece não haver tempo para nada
Planos que dão em nada
Ou meia página de linhas rabiscadas
Esperar em quieto desespero é a maneira inglesa
O tempo se foi, a música terminou
Pensei que eu tivesse algo mais a dizer

Em casa, novamente em casa
Eu gosto de estar aqui quando posso
Quando chego em casa cansado e com frio
É bom pra esquentar meus ossos ao lado da lareira
Bem longe, do lado de lá do campo
O badalar do sino de ferro
Chama os fiéis, de joelhos
Para ouvir o encanto suave de suas palavras

                                                       Compositor: Mason, Waters, Wright, Gilmour

domingo, 23 de junho de 2019

Artefacto...


 ... questão de enquadrar linhas e formas, entre o objectivo e o abstracto! VB

                                              ----------------------"------------"-----------------------

Para quem como eu, teve inicialmente a pretensão de ter neste blogue, um blogue de exclusiva partilha fotográfica, devia no máximo ficar-me pelo titulo e sub-legenda da foto acima, de entre outras. Mas talvez porque cada vez menos tenho disponibilidade para me expor pela via escrita nuns foruns e pela via fotográfica noutros, acabo por juntar um pouco as duas expressões, escrita e fotográfica. Como mais uma vez, também, no presente caso. Para precisa e pró reflexivamente, de entre objectividade e subjectividade, de momento, dizer que:

Não vale a pena ter ilusões, nem "tapar o sol com a peneira", pois que apesar de todos os seus paradoxias ou complementares inversos a vida é também e não raro acima de tudo cruel. Basta dizer que as mais diversas espécies viventes dependem em regra da morte da outra para com sua própria vida ou por si só, como de resto disse Vinicius de Moraes em "O Dia da Criação", a respeito da própria humanidade:... 

"... Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas em queda invisível na terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda e missa de sétimo dia,
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.
Composição: Vinícius de Moraes
Tudo o anterior para em conclusão, da minha parte e de momento, dizer apenas que: desvairados (pró) ditadores, como o Sr.º Trump, apenas nos vêm ciclicamente fazer recordar que a vida é ou pode ser mesmo muito cruel, na sua mais pura realidade base. Não que o Sr.º Trump seja o pior dos ditadores, até porque é Presidente duma Nação (EUA) que não lho permite ser em pleno ou mesmo em absoluto. Mas como desvairado (pró) ditador da também mais influente nação a nível planetário, acaba por ter tanto ou mais peso Global que diversos outros efectivos e cruéis ditadores, com que de resto o Sr.º Trump tende a simpatizar, no limite e pasme-se, incluído o Sr.º Kim Jong-un. Só que a natureza vital base é dita de irracional/selvagem e nós humanos temo-nos a nós mesmos como racionais/civilizados. Pelo que apesar de e/ou até pela cruel natureza base da própria vida, nós humanos temos ou pelo menos deveria-mos ter a obrigação de procurar encontrar e/ou construir constantes e permanentes pontos de equilibrada e harmoniosa vivência entre nós e de nós face à restante vida, dita, de natural/selagem, da qual dependemos e de que em grande medida somos partes integrantes, por vezes de formas até mais selváticas do que a propriamente dita natureza selvagem, inclusive porque temos o poder de destruir esta última de forma mais directa ou indirecta e objectiva ou subjectiva, mas em qualquer caso cruel e selvaticamente efectiva  _ talvez porque mesmo sem objectivamente o sabermos, ansiemos no entanto ser abstractamente: "... pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas em queda invisível na terra."....   
Salva a presunção da minha parte, para reflectir, porque hoje é Domingo!
VB