sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Bucólico


Atenção que os campos este ano, aqui por estas bandas, ainda estão anormalmente longe de atingir este nível de vegetação. Mas até também por isso, ao repassar o meu arquivo e reencontrar esta foto apeteceu-me partilhá-la, desde logo pela paz e harmonia que a mesma me transmite, ao menos a mim, com esperança que a vós que acedam à mesma também!...

De resto talvez o melhor fosse eu ter aproveitado esta foto para não escrever nada relativo à mesma, deixando que a respectiva falasse por si só, inclusive como grande princípio base deste meu blogue; mas dadas as perturbadoras circunstancias climáticas, ao acrescer estas minhas perturbadoras palavras face à foto sem mais, não deixa de fazer justiça à ainda muito significativamente ressequida paisagem por aqui, em contra ponto à já significativamente verdejante paisagem da foto, tendo esta origem em um transacto Inverno.

VB

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Bela curiosidade: "Bioco"...


 ...a Burca do Algarve que "liberava" a mulher!

Raul Brandão escreve a propósito do bioco no seu livro "Os Pescadores", em 1922:

" Ainda há pouco tempo todas (as mulheres de Olhão) usavam cloques e bioco. O capote, muito amplo e atirado com elegância sobre a cabeça, tornava-as impenetráveis.

É um trajo misterioso e atraente . Quando saem, de negro envoltas nos biocos, parecem fantasmas. Passam, olham-nos e não as vemos. Mas o lume do olhar, mais vivo no rebuço, tem outro realce... Desaparecem e deixam-nos cismáticos. Ao longe, no lajedo da rua ouve-se ainda o cloque-cloque do calçado - e já o fantasma se esvaiu, deixando-nos uma impressão de mistério e sonho. é uma mulher esplêndida que vai para uma aventura de amor? De quem são aqueles olhos que ferem lume?... Fitou-nos, sumiu-se, e ainda - perdida para sempre a figura -, ainda o som chama por nós baixinho, muito ao longe-cloque..."

https://www.publico.pt/.../a-burka-tambem-existiu-no-algarve--era-o-bioco-e-dava-lib...

Opções direccionais...


...sob o sombrio nublado dum final de tarde. Em cuja sequência, independente do ponto de partida mais luminoso ou mais sombrio, mas com intermédia boa prática e conclusivo bom ponto de chegada, aproveito para desejar uma boa semana a toda/os.  

Permita-se-me apenas acrescentar a particular curiosidade desta foto ter sido feita como parte do processo de teste duma máquina fotográfica usada, pró minha aquisição da mesma em negócio de ocasião, cuja respectiva aquisição _ (com factura e confirmável transferência bancária) _ à altura se confirmou da minha parte.

VB

sábado, 13 de janeiro de 2018

Turisteando(*)...


(*)...como possível invenção duma nova palavra, que se for o caso, devidamente aplicado à realidade, reclamo os respectivos direitos _ estou a brincar claro, não se vá-a levar a coisa demasiado a sério! J J J

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A relatividade das coisas…

É óbvio e por isso escusado dizer que a obrigação de alguém ler o que eu aqui exponho do ponto de vista escrito é nula. Ainda que claro para quem como eu que escrevo e respectivamente exponho o mesmo, pressupondo que o respectivo contenha algum valor vital/universal, mesmo que  a partir duma praticamente desinteressante base auto biográfica, também gostaria que pelo menos uma só pessoa que fosse o lê-se. O que apesar dos meus relativamente longos e que aqui para as redes sociais virtuais até são mesmo excessivamente longos relatos escritos, posso no entanto dizer que, ao menos até ao momento, vou tendo a grata felicidade de haver, não só quem me leia, como até quem após fazê-lo me vai dando conta disso, já seja elogiosa ou criticamente, mas em qualquer caso e por norma acrescentando algo substantivo ao mesmo e/ou a mim.

Mas sequência, a partir de que tão pouco quero abusar, mesmo que desde logo por mim próprio, também mais uma vez não esteja a conseguir resistir partilhar mais um relativamente longo texto. Face ao que aquém e além da natural liberdade de cada qual o ler ou não, segundo sua respectiva natural necessidade, positiva curiosidade e/ou livre arbítrio, de resto e por mim mesmo enquanto autor do respectivo liberto quem quer que seja de o ler, designadamente não esperando eu qualquer elogiosa, critica e/ou se acaso avessa reacção ao mesmo. Para o que já basta e no eventual limite até sobra a por si só presente, longa, introdução escrita.

Pelo que por mim mesmo falando, para além da presente introdução escrita, senão perfeitamente pelo menos compreensivelmente chega-me com que se aprecie a imediata e no caso concepcional exposição fotográfica; em que para quem gosta de cor, se acaso em ainda minimamente acrescida compensação à contextual excessividade escrita, deixo também uma versão colorida da editorial abstracção fotográfica em causa, até por com a fotografia como reiterada base original e fundamental deste blogue. Ainda que como constatável, a começar logo por esta introdução escrita, acaba por relegar para um segundo plano a mesma dita de original e fundamental base pró fotográfica deste blogue, com a qual de momento apenas consigo sonhar. Sequência a partir do que permita-se-me então a, também mais uma vez, paralela ou complementarmente acrescida adição de toda a exposição escrita subsequente às fotos, de que inclusive derivou o sobrejacente titulo: A relatividade das coisas..., sem ainda natural prejuízo do respectivo absoluto das coisas e/ou de que como conjuntural e resumidamente disse alguém algum dia: _ "não há absoluto, apesar do absoluto do não absoluto"! VB



Com base numa tão mais ou menos longa história, quanto coincidindo com toda a minha existência, o que no meu caso contém muito pouco interesse prático e objectivo, ainda que como tal acabe por ter o seu proporcional interesse interpretativo e subjectivo, respectivamente de não fácil descrição; mas de entre o que tão pouco deixam de existir factores mais ou menos descritíveis, como o de que de momento (já) não posso correr, do ponto de vista físico. Pelo que numa época em que eu (ainda) corria, mesmo que só a um nível lúdico-recreativo e de manutenção, no entanto _ não falando aqui de desequilíbrios climáticos ou naturais gerais e mas contextualizando _ tanto o fazia (corria) com dito bom tempo (seco e ameno) quanto com dito mau tempo (chuvoso e frio). O que associado a ser eu o único que por sistema o fazia aqui pelas minhas bandas, não raro e quando acaso de início acabava sendo alvo de irónicos ou mesmo depreciativos comentários do tipo: “forte gosto”, “grande pancada”, por vezes com adição de “se fosse/s obrigado se calhar não o fazia/s!”. Enquanto ditos comentários externos tão mais enfáticos quanto mais mau, chuvoso ou frio, estivesse o tempo climático _ daí a minha anterior alusão a este último.

A partir de que alguma ou outra vez em que, melhor ou pior, ainda correspondi contra-argumentativamente ao tipo de comentários atrás expostos, inclusive com alguns a partir de dentro da minha família. No entanto tendo isso inicialmente coincidido ainda com a minha infância, com subsequente desenvolvimento na juventude e adolescência, cujo em qualquer dos casos a minha capacidade argumentativa não era muita, na verdade era mesmo quase nula, já fosse por meu tímido defeito próprio e/ou por minha baixíssima cultura comunicativa/argumentativa, respectivamente a minha correspondência a ditos comentários nas poucas vezes que contra-argumentativamente a utilizei, me acabava sendo mais positivamente adversa do que favorável, desde logo ao nível de natural e espontânea autoconfiança expressiva e mas também pessoal própria modo geral, com correspondente repercussão interpessoal e social, por assim dizer num ciclo vicioso auto sustentável, pouco ou a espaços mesmo nada edificante; daí que até numa cautelar base semi-objectiva e instintivamente auto defensiva, salvo absoluta inevitabilidade de resposta, de resto também muito rápido passei a ficar simples e crescentemente calado, face a comentários do género. Sequência em que salvo ao nível da prática de desportos colectivos como o inevitável futebol, de resto e até para por si só evitar a reedição de ditos comentários externos, que em si mesmos já ecoavam semi-objectiva e subliminarmente na minha mente, tão só por os ter escutado uma só vez que fosse, pelo que acima de tudo passei a preferir procurar a discrição, o isolamento, no fundo o anonimato, também ao nível do simples culto físico, em especial ao nível da solitária prática de corrida lúdico-recreativa e de manutenção; confessamente incluindo ou excluindo alguma minha inicial e/ou intermédia pretensão de se possível tornar o culto da actividade física numa forma de vida própria.

Como seja ainda que aquém e além da mera utilização do físico pró subsistência básica e imediata, tal como assim se veio a cimentar nos últimos anos da minha vida, ao menos numa fase inicial e intermédia da minha prática de corrida e de exercício físico modo geral, também cheguei a ter a ilusória pretensão de fazer deste um culto em si mesmo, no fundo uma pró-forma de vida própria. Neste último caso essencialmente ao nível pró desportivo-competitivo. Mas como até com indicio no facto de que por minha original natureza própria, por exemplo de origem eu nem gostava de ver ou jogar futebol, tendo sido a força do futebol nesta sociedade-civilização, em associação a certas circunstancias da minha própria vida, como por exemplo uma minha contínua inadaptação interpessoal, social e curricular escolar, que me levou a aderir, no limite até pró viciosamente ao futebol, como semi-refugio e compensação às minhas diversas impotências/inadaptações gerais, incluindo que na prática futebolística conseguia um mínimo de integração sociocultural e existencial geral; só que apesar de e/ou até por tudo isso fui descobrindo empiricamente aos poucos e poucos na própria pele, no limite pelos piores motivos, que não fui originalmente talhado para a prática futebolista em concreto e físico-desportiva em geral, ao menos dos pontos de vista desportivo-competitivo, pior se de choque, como de resto e ao menos ao nível futebolístico já indiciava a minha original natureza própria, pouco ou nada propensa ao futebol; a partir de que salvo as devidas pontuais e fugazes excepções, regra geral fui praticando exercício físico essencialmente como auto instituído culto lúdico-recreativo e/ou de manutenção própria, o que até por respectiva produção de determinados químicos naturais no próprio corpo, com reflexos psico-mentais também pró contínua dependência da própria actividade física, o que salvo excesso de dependência desta última, de que cheguei a padecer, de resto a mesma era e é algo essencialmente salutar do ponto de vista vital. Desde logo era e é algo anti-depressivo, dissipador de tensões interiores e de resto duma ou doutra forma não tivesse eu feito o culto da actividade física, desde logo da perspectiva lúdico-recreativa e de manutenção própria e neste momento estaria melhor ou pior, mas só por certo não estaria a escrever o presente, que enquanto tal é o melhor de mim no respectivo presente momento. Só que no já até aqui e como mínimo intuível paradoxo de entre minha original natureza própria pouco propensa a determinadas actividades, por si só físico-desportivas, como por exemplo o futebol, versos ainda na juventude e adolescência, com reflexos na vida adulta, me ter chegado a tornar especificamente futebol-dependente, com ainda tão mais paradoxal reforço por quanto menos eu podia praticar futebol mais dependente parecia estar da sua prática, inclusive pró minha mínima integração interpessoal e sociocultural, o que à altura enquanto eu juvenil/adolescente me era algo tremendamente sofrível; face ao que a concreta prática do colectivo e socioculturalmente enraizado futebol me era ao mesmo tempo refugio e compensação, sem exclusão da prática físico-desportiva modo geral, neste último caso como complemento ao futebol e/ou então como algo mais pessoalmente intimo, em certa medida até secreto; mas o que com o passar do tempo, inclusive com cumulativamente posterior associação a práticas laborais/profissionais de subsistência básica de índole essencialmente físico, já enquanto adulto, mas onde por exemplo e regra geral nestas últimas não se tinha nem tem os cuidados de prévio aquecimento e nem de posterior compensação face ao respectivo esforço físico a efectuar e/ou pós efectuado, no seu global conjunto redundou numa minha actual condição em que já nem o mais básico acto de correr posso praticar acto contínuo, salvo na melhor das hipóteses atravessar a rua em passo de corrida e ainda assim com mais das vezes algum condicionalismo durante e/ou à posterior disso. Seja que tenho vindo gradualmente reduzindo a actividade física, como cultural prática em si mesma, acima de tudo segundo me vou sentido impossibilitado de continuar algumas dessas práticas, cuja prática do futebol foi a primeira sacrificada, há já umas décadas, inclusive à altura com colaterais consequências, designadamente depressivas. Pelo que após circunstancial/naturalmente me ter afastado da prática de desportos colectivo-competitivos de choque como o futebol, mas ainda e inclusive como compensação a essa perda, com continuamente insistente (auto) culto próprio do físico remetido para um mero nível mais lúdico-recreativo e de manutenção, como por exemplo para a mais económica, funcional e imediatamente acessível mera corrida, isso sim com os seus pré, pró e pós complementos, como correspondente aquecimento à prior e compensadores alongamentos à posterior; mas em que no reiterado caso eu era o único que como tal e por sistema o praticava aqui pela minha região, como tal levando aos comentários atrás aludidos; a partir de que por inerência também procurava concretizar essa cultural prática física nos momentos humanamente menos movimentados do dia, como ao pré raiar do sol, ao pôr de sol, de Inverno sob nevoeiro ou chuva, em qualquer caso e de todo o modo procurando ainda os locais mais isolados possível, neste último caso tanto mais ainda se em pleno e humanamente desperto dia. Sequência de que, por assim dizer, podia ter-me compensadoramente “vingado”, ostentando o minimamente atlético corpo daí resultante, mas para bem ou mal dos meus pecados, também por tímida natureza própria ou vivencial discretório vício inerente, salvo circunstanciais excepções e/ou se, como e quando indispensável, de resto passei a tender esconder o mais possível também o próprio corpo. Neste último caso porque, irónica/providencial e semi-objectiva ou instintivamente, tão pouco me interessava valorizar-me apenas e/ou na essência pelo próprio físico e sua respectiva cultura, sem mais; além ainda e a bem da verdade que salvo pontual fase mais jovial, de resto e como tal tão pouco iria muito longe, porque jamais fui um verdadeiro Adonis e tanto mais se a coincidir com a actualidade em que até já estou mesmo prematuramente reformado J _ a diversos níveis físicos e respectivamente adonisicos _ de resto, se assim não fosse, creio que tão pouco estaria aqui a escrever o presente. E precisamente desta presente forma retórica, se me é permitido, posso também ainda e à posterior gabar-me de, em parte por natureza original e em parte por derivação do exercício físico, ter chegado a ter um muito harmonioso equilíbrio de entre peso, altura e respectivo aspecto físico modo geral, o que mais do que por minha observação/consideração própria, era o que derivava de diversas observações/considerações exteriores, mas que entretanto por excessos e/ou defeitos na actividade física, do processo alimentar e vivencial, também dito harmonioso equilíbrio fisionómico se perdeu em grande medida. Salvo que, apesar de e/ou até por tudo, não tendo eu desistido positivamente de mim mesmo e da própria vida, resta-me então compensatoriamente o equilíbrio psico-mental e/ou vital interior, que na circunstancia esta minha expressão escrita reflecte por si só ou não(!?), aquém e além de minhas auto considerações ao respeito. 

Pelo que sem complicar muito mais e reentrando na titular temática da relatividade das coisas, face a comentários do género: “forte gosto” ou “grande pancada”, se acaso acrescidos de: “se fosse/s obrigado se calhar não o fazia/s”, enquanto externas alusões à minha prática de corrida e/ou de exercício físico em geral; a minha respectiva melhor contra-argumentação de sempre, primeiro com base numa básica frase feita foi: “quem corre por gosto não cansa”, a partir do que subsequentemente entrou um meu argumento próprio que à altura foi e enquanto tal será indefinidamente: “a mim custa-me infinitamente mais atravessar a rua em dito passo normal e mas por unilateral imposição de fora para dentro, do que me custa correr …dez… quilómetros consecutivos por minha iniciativa própria” _ com devida ressalva de que há obrigações externamente impostas que são muito vital/universalmente proliferas e respectivas iniciativas próprias que são muito vital/universalmente estéreis, no limite mesmo contraproducentes, com seu correspondente inverso. Pelo que o grande problema está em quando não há prolífero e equilibrado encontro de entre imposição/proposição externa e iniciativa própria ou vice-versa.

E que podendo eu terminar o presente relato no imediato anterior parágrafo, no entanto e entretanto ainda dentro da mesma titular temática de relatividade das coisas e na própria respectiva sequência de tudo o anterior, com muita intermédia (auto) alienação e (auto) abstracção própria da minha parte, inclusive neste último abstractivo caso, a coincidir dalgum modo com a foto do topo a ilustrar a presente publicação. Global sequência de que resumida e confessamente, da minha parte sinto não ter (ainda) terminado de encontrar esse meu mais prolífero e/ou devidamente estruturado ponto de equilíbrio de entre imposições/proposições externas e iniciativa própria; de resto se falando de minha iniciativa própria enquanto por mim auto atribuída à minha prática de exercício físico como um meu (auto) culto próprio em si mesmo, a grande verdade é que ao menos em significativa parte este último coincide em grande e substancial medida, não necessariamente com directa ou activa imposição externa, mas pelo menos coincide com reflexa influência externa. Cuja minha respectiva iniciativa própria inerente, a existir, esteve e dentro da ainda medida do possível está ainda no livre arbítrio de ter sido eu a acolher essa reflexa influência externa, como minha prática própria, aquém e além de, isso sim, minha natural propensão original para tal ou não(!?). Até porque entretanto, de entre utilização do físico para tão só subsistir básica e imediatamente, dado que por exemplo a minha última dezena e meia de anos de actividade laboral/profissional de subsistência esteve exclusivamente baseada no físico, em paralela e cumulativa associação ou dissociação a cultura física propriamente dita, no mais ambicioso/pretenso limite como pró-forma de vida própria, mas acima de tudo e em resumo numa base lúdico-recreativa e de manutenção; cujo ainda apesar de e/ou até por tudo isso, cheguei a um cumulativo estágio físico, em que muito prematuramente do ponto de vista etário, desenvolvi significativas limitações, que em algum que outro aspecto são já mesmo incapacidades fisiológicas. Até porque na vida, já seja no que tem de ser ao nível de trabalho de subsistência ou ao nível da mais naturalmente sublime forma de vida, respectivamente com um mínimo ou máximo de legitimidade vital/universal, da minha parte sou mais espírito de missão, como seja que independentemente do que eu tenha a ganhar ou a perder do mero ponto de vista pessoal, procuro entender o espírito do que há a fazer e partir daí ou estou e faço ou não estou e não faço. Mas se estando e fazendo dou tudo o possível/disponível e um pouco mais de mim, no limite a própria saúde, por não dizer a própria vida, que inclusive neste último caso, não fosse a providência já por duas ou três vezes ter estado do meu lado e!… Como seja ainda que como qualquer outra pessoa humana, também eu não deixo de ter o meu próprio instinto de natural e no limite egoísta interesse unilateral próprio, mas em parte por educação, em parte por vivência pessoal, familiar e sociocultural prática, incluindo algum natural sentido de empatia com o próximo, por si só com o próprio meio humano e vital envolvente modo geral; mesmo que o que não raro mais reina e/ou abunda é o unilateral/corporativo interesse de cada qual, como algo que tem a sua compreensível e natural legitimidade, desde de entre e/ou face a equitativos interesses inversos ou diversos, mas daí que o pior ou mais mau é quando não raro uns desses interesses se impõem unilateral, interessada, prepotente e em suma ilegitimamente sobre todos os demais, como sabemos suceder muitas, de todo demasiadas vezes _ mesmo em dita democracia com não menos dita igualdade de direitos(!?). Pelo que numa sequência que da minha parte acrescentaria descritiva extensão e complexidade ao presente, mas que por resumido exemplo inclui o facto de que ao ter nascido, crescido e/ou ser parte integrante dum determinado contexto sociocultural e existencial, se tenda a partir dai a socioculturalmente rotular o individuo pelo especifico entorno familiar e existencial em que nasce, cresce e/ou vive, a pontos de que o que quer que o individuo diga ou faça a partir daí seja quase sempre visto ou interpretado, segundo as conveniências, de favorável ou desfavorável preconceituosa forma pelo genérico meio envolvente imediato ou remoto; a partir de que até à respectiva cautela de entre o meu unilateral interesse próprio, o unilateral interesse próprio de quem mais seja, com máximo paradigma no mais transversal interesse colectivo humano e vital/universal, passei a auto abdicar do meu unilateral interesse próprio, por concreto exemplo jamais perguntando à partida quanto é que ia ganhar numa actividade laboral/profissional, inclusive casos houve em que só o soube na hora de receber após o primeiro mês de trabalho, sem jamais reivindicar à prior ou à posterior o que quer que fosse ao respeito, mesmo que de entre meio dando o mais, melhor, ou mesmo tudo e mais um pouco possível ou disponível de mim, com apenas uma intermédia ou limiar ressalva que foi e é confiar no meu instinto de sobrevivência para quando as circunstancias atinjam uma determinada proporção eu me pudesse ou possa auto defender duma mínima e imediata ou máxima e indefinida forma. De entre o que então nasceu circunstancial/providencialmente e como tal ressalve-se, ao menos, esta minha argumentativa/descompressiva expressão escrita, que me é pró positiva, vital e/ou subsistentemente útil a mim tão só por executá-la, como tal esperando eu que ao expô-la, a mesma seja equitativamente útil ao exterior, por mínimo, parcial ou residual que seja esse exterior; em qualquer caso devido a que entretanto até também circunstancial/providencialmente desenvolvi um alternativo método de raciocínio que é muito mais pró reflexivo de fundo do que pró prático no imediato, o que dalgum paralelo modo face à actividade física, como que me tornei mais um corredor de fundo (maratona) do que de velocidade (100/200 metros), na circunstancia em ascendência reflexiva, como complementar alternativa a inversa decadência física; logo mais propenso à também mais reflexiva expressão escrita do que à mais imediata expressão oral; até porque desde globalmente sempre e por isso devido a uma minha qualquer natureza própria, regra geral sempre fui muito torpe ao nível da espontânea resposta pronta ou ainda da alusão própria no momento, no contexto e/ou com a entoação correcto/as; dalgum resumido modo como que ando sempre aquele …milésimo… de segundo ou aquele …semitom… desfasado face ao momento, ao contexto ou à entoação acertado/as, a partir de que depois já não faz muito sentido ou torna-se desproporcionalmente esforçado dizer o que, quando e/ou como devia ter sido dito, designadamente …um milésimo… de segundo antes ou depois e ...um semitom... acima ou abaixo. Isto apesar de, por minha natureza original, eu até gostar muito de conversar. Logo como que numa espécie de contínuo desencontro comigo mesmo e/ou com o meio envolvente, cuja esta minha expressão escrita de circunstancial/providencial geração espontânea veio colmatar dalguma forma. Enfim, cada qual para o que nasce, incluído sempre o natural e responsável livre arbítrio, que apesar de e/ou até por tudo, pelo melhor e pelo pior e para o bem ou para o mal, no meu caso procuro e respectivamente espero seja pelo melhor e para o bem, Universal!

Ah! Quanto à relatividade ou não de tudo isto, para além de onde e de como mais ou menos implícita ou explicitamente óbvia, deixo-a ainda e acima de tudo também à livre e natural interpretação de quem me leia! ;-) 

VB